Povos de Terreiro entregam carta com propostas ao governador Carlos Brandão

O Governo do Maranhão promoveu, neste fim de semana, no Centro de Comercialização de Produtos Artesanais do Maranhão (Ceprama), em São Luís, o I Encontro Estadual de Povos Tradicionais de Terreiro e de Comunidades de Matriz Africana.

O governador Carlos Brandão esteve no encontro, no sábado (20).

Durantes as palestras, fóruns e reuniões técnicas, os participantes elaboraram uma carta, com propostas voltadas para os povos e comunidades de matriz africana, que foi entregue ao governador Carlos Brandão.

“Recebemos a carta com as demandas mais importantes para que a gente possa implantar essas políticas públicas. O Estado é laico e a gente precisa que todas essas religiões tenham o apoio do Governo do Maranhão para valorizar os povos de matriz africana”, destacou Carlos Brandão.

Também foi lançada a Cartilha Direitos dos Povos Tradicionais de Terreiro do Maranhão.

E foi anunciada a instalação da Casa de Matriz Africana, que funcionará na Casa Negro Cosme, na Rua do Giz, no Centro Histórico de São Luís.

Durante dois dias, o local se tornou um espaço de escuta, formulação de propostas voltadas às comunidades de matriz africana e muitas manifestações culturais.

O evento, iniciado na sexta-feira (19), reuniu cerca de 600 representantes de aproximadamente 60 terreiros – de São Luis e de mais 23 municípios –  além estudantes, professores, gestores públicos e profissionais de áreas como a da saúde e da educação.

 

O encontro

Coordenado pela Secretaria de Estado da Igualdade Racial (Seir), com apoio da Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop), o evento potencializou a programação do Março Antirracista.

Uniu religiosos de matrizes diversas como Terecô, Mina, Umbanda e Candomblé.

Stands de terreiros e grupos comunitários expuseram e comercializam alimentos típicos, artesanatos entre outros produtos.

O encontro faz parte da campanha Março Antirracista – Mês Estadual de Combate ao Racismo Religioso e em prol da dignidade humana, justiça social e respeito à diversidade de crença.