O Brasil comprou aviões da Suécia para uso na defesa do país. São os caças Gripen que vão substituir os antigos F-5, americanos.
O primeiro caça Gripen E (monoposto) brasileiro, batizado F-39E Gripen pela Força Aérea Brasileira (FAB), realizou, nesta semana, o primeiro voo no país, decolando do Aeroporto Internacional de Navegantes, em Santa Catarina, para a fábrica da Embraer, em Gavião Peixoto (SP).
A aeronave será apresentada, oficialmente, no Dia do Aviador e da FAB, comemorado em 23 de outubro, data que marca a realização do primeiro voo do brasileiro Alberto Santos-Dumont com o 14-Bis, no Campo de Bagatelle, em Paris, em 1906. Santos-Dumont é considerado o Pai da Aviação.
O Gripen é conhecido pela sua eficiência, baixo custo de operação, elevada disponibilidade e avançada capacidade tecnológica.
As aeronaves serão utilizadas em diversas atividades, incluindo a defesa de Brasília, a capital do país.
Compra dos equipamentos
Ao todo, 36 caças Gripen foram comprados pelo governo do Brasil por 39,3 bilhões de coroas suecas, valor que equivale atualmente a quase R$ 24 bilhões.
A escolha levou em conta aspectos políticos e diplomáticos. Outras ofertas — de países como França e Estados Unidos — não previam tanta transferência de tecnologia. Parte dos aviões está sendo montado no Brasil.
Transferência de tecnologia
O valor da transação inclui um amplo programa de transferência de tecnologia, na qual engenheiros e técnicos brasileiros estão passando por uma série de treinamentos teóricos e práticos na Suécia.
Serão mais de 350 profissionais treinados. Mais de 200 já participaram desses treinamentos, relatou a Saab, por meio de sua assessoria de imprensa.
(Foto/Capa/Sgt Bianca / Força Aérea Brasileira): Caça Gripen, adquirido na Suécia, faz seu primeiro voo no Brasil