Fevereiro Laranja – Maranhão anuncia avanços na meta de cadastros de doadores de medula óssea

O Maranhão ultrapassou a meta de cadastros no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome) ao alcançar 2.425 inscritos entre 2025 e fevereiro de 2026, superando a meta de 1.905 estabelecida pelo Ministério da Saúde para o estado.

O resultado marca o início da campanha Fevereiro Laranja 2026, coordenada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES).

O objetivo da campanha é conscientizar a população maranhense sobre a leucemia e os linfomas, reforçando a importância do diagnóstico precoce, do tratamento adequado e da ampliação do cadastro de doadores voluntários de medula óssea.

O cadastro de medula óssea é um processo simples, rápido e voluntário. Para integrar o Redome é necessário ter entre 18 e 35 anos e estar em bom estado de saúde (sem diagnóstico de câncer, doenças infecciosas ou incapacitantes).

A efetivação do cadastro é feita no Centro de Hematologia e Hemoterapia do Maranhão (Hemomar), situado no bairro da Jordoa, em São Luís. O candidato a doador deve apresentar documento oficial com foto, seguido de preenchimento do cadastro e coleta de 5ml de sangue para exame de compatibilidade (HLA).

Uma vez a coleta realizada, os dados e resultado do HLA são encaminhados para o Redome, que armazena informações nacional e internacionalmente. As informações ficam no sistema até os 60 anos de idade e são acompanhadas de dados cadastrais do doador, como telefone e endereço para que sejam acessados quando houver um paciente compatível para o transplante.

“O Maranhão já está em campanha em todo o estado, com o propósito de incentivar o cadastro de novos possíveis doadores, fortalecendo a rede de solidariedade e ampliando as chances de compatibilidade para pacientes que aguardam transplante. Cada novo cadastro representa mais esperança para quem depende do SUS, contribuindo diretamente para salvar vidas e reduzir o tempo de espera por um doador compatível”, pontuou a coordenadora da Captação de Doadores e Medula Óssea do Hemomar, Karla Brandão.

O cadastro é gratuito e quanto maior a diversidade de doadores, maior é também a chance de encontrar compatibilidade, que é rara, para quem precisa de transplante de medula óssea.

 

Transplante

O transplante de medula óssea é indicado para casos de alto risco de leucemias e linfomas. O processo é iniciado pela busca de compatibilidade entre familiares de primeiro grau. Quando não há doador na família, o paciente é incluído no Redome.

Após os voluntários realizarem exames e, quando identificada a compatibilidade, é feita a coleta de medula para a efetivação do transplante. Como a chance de encontrar um doador compatível é baixa, a doação é essencial.

“O transplante de medula foi credenciado em abril do ano passado e começou a funcionar efetivamente no segundo semestre do ano passado, em julho, no Sistema Único de Saúde [SUS]. Desde então, o Maranhão já realizou seis transplantes de medula, sendo um já em 2026”, afirmou o coordenador da Central Estadual de Transplantes do Maranhão (CET-MA), Hiago Bastos.

Atualmente não há pessoas aguardando pelo procedimento no estado, uma vez que não existe fila de espera para a medula. O procedimento depende de compatibilidade e de disponibilidade de centros credenciados. Além do Maranhão, os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná, Bahia, Ceará, Pernambuco, Paraíba e Piauí também realizam o procedimento pelo SUS.