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Repórter: Carolina Cassola
28/9/2021
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Repórter: Carolina Prazeres
28/9/2021
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Repórter: Hiury Wdson
28/9/2021
Reportagem: Noel Soares
28/9/2021
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Repórter: Rodrigo Resende
28/9/2021
Reportagem: Maria Spíndola
28/9/2021
As empresas de planos de saúde faturaram R$ 192,1 bilhões em 2018. Em 2014, a receita do setor somou R$ 123,8 bilhões, havendo crescimento do valor no período, mesmo diante de uma queda de cerca de 3,3 milhões no número de usuários, que passou de 50,5 milhões, em 2014, para 47,2 milhões, em 2018.
Nesse período, o lucro líquido per capita no mercado de planos de saúde mais que dobrou, considerada atualização para valores constantes de 2018, passando de R$ 75,7 em 2014 para R$ 185,8 em 2018. No mesmo sentido, o lucro líquido agregado desse mercado também mais que dobrou em termos reais no período, de R$ 3,825 bilhões para R$ 8,755 bilhões. Enquanto isso, a taxa de sinistralidade – que é a razão entre despesas assistenciais em relação à receita – caiu de 0,850 para 0,832, no mesmo período.
“Considerando-se a queda da taxa de sinistralidade e o aumento da lucratividade, pode-se dizer que as operadoras de planos médico-hospitalares apresentaram resultados notáveis diante da estagnação da economia brasileira”, avaliaram os pesquisadores Carlos Octávio Ocké-Reis, Rodrigo Mendes Leal e Simone de Souza Cardoso, na nota técnica ‘Desempenho do Mercado de Planos de Saúde (2014-2018)’, publicada nesta terça-feira (28/9), pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
O número de usuários registrou um pequeno aumento em 2018, na comparação com 2017 (47,1 milhões). Para os pesquisadores, essa recuperação se deu em face da retomada do emprego formal, dado que a maioria dos usuários é, em geral, contratada pelos empregadores, por meio de planos coletivos empresariais. Em 2018, os planos coletivos representavam 80,8% do total de usuários de planos de assistência médica, dos quais 67,2% correspondiam à modalidade empresarial e 13,6% aos planos coletivos por adesão. Dentre essa categoria de planos, que podem ser empresariais ou por adesão, os planos empresariais representavam 67,2%; por sua vez, os planos coletivos por adesão abrangiam cerca de 13,6% do total de usuários.
No que se refere à evolução dos usuários segundo modalidade de contratação, no período 2014-2018, houve aumento de participação dos planos empresariais (de 66,7% para 67,2%) e uma relativa estabilidade dos planos coletivos por adesão em 13,6%. Quanto aos planos individuais e familiares, houve diminuição de sua participação no total do mercado (de 19,7% para 19,2%).
Lucros extraordinários das operadoras líderes
Em outra nota técnica, produzida por Carlos Octávio Ocké-Reis, Norberto Norberto Montani Martins e Daniel Chaves Drach, divulgada em agosto último, o Ipea analisou o desempenho econômico-financeiro das operadoras líderes do mercado de planos de saúde entre os anos de 2007 e 2019.
Essa nota aponta quais são as oito operadoras líderes do mercado de planos de saúde e constata que esses players tiveram uma rentabilidade superior quando comparados às grandes empresas brasileiras, especialmente em 2015, quando as firmas com registro ativo na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) tiveram uma taxa de lucro negativa (-5%) devido à recessão e o conjunto de tais operadoras apresentou uma lucratividade de 14%.
Na verdade, a partir de uma comparação ano a ano, verifica-se que, em todo período, a taxa de lucro das operadoras líderes superou a taxa das grandes empresas brasileiras. Inclusive, em diversos momentos, esse indicador chegou a ser três vezes superior à taxa média da economia brasileira: na média, 18% contra 6% do total das empresas financeiras e não financeiras entre 2008 e 2019.
Nos últimos anos, contribuiu para esse desempenho o próprio desenho das políticas de saúde, seja no tocante ao desfinanciamento do SUS, seja em relação à desregulação dos planos empresariais de saúde, que acabaram favorecendo os lucros extraordinários das operadoras.
Reportagem: Pamela Sousa
28/9/2021
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Repórter: Norberto Notari
28/9/2021
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Repórter: Carolina Cassola
28/9/2021
Com o objetivo de reforçar a segurança, a organização e o pleno funcionamento das travessias do sistema ferryboat durante o início do mês de abril, o Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado de Governo (Segov), em parceria com a Empresa Maranhense de Administração Portuária (EMAP), realiza a “Operação Semana Santa 2026”.
A ação prossegue até terça-feira (7).
A operação será realizada nos terminais da Ponta da Espera e do Cujupe, com regras específicas para diferentes períodos e percursos, visando à redução do tempo de espera nas filas e à garantia de maior fluidez no atendimento ao público.
Trajetos
No sentido Ponta da Espera/Cujupe, por exemplo, entre os dias 2 e 4 de abril, ficou definido que: na quinta-feira, dia 2/4, a venda de passagens será feita de maneira reduzida; na sexta-feira, dia 3/4, a venda estará bloqueada para todo o público — nesta data, os caminhoneiros não realizarão a travessia no sentido Ponta da Espera/Cujupe; e no sábado, dia 4/4, as vendas ocorrerão normalmente.
Já no sentido Cujupe/Ponta da Espera, entre os dias 5 e 7 de abril, será da seguinte forma: no domingo, dia 5/4, a venda será bloqueada ao público a partir do embarque das 14h50; na segunda-feira, dia 6/4, a venda também estará bloqueada ao público durante todo o dia — os caminhoneiros não realizarão a travessia no sentido Cujupe/Ponta da Espera; e na terça-feira, dia 7/4, as vendas ocorrerão normalmente.
Com todas as medidas, a operação será normalizada no dia 7 de abril.
Operação Semana Santa 2026
A Segov reforça, ainda, que as viagens extras acontecerão durante todo o período da Semana Santa. Quanto aos dias em que não haverá venda antecipada, a secretaria destaca que o embarque será realizado por ordem de chegada, em fila única.
Para Bruno Mota, coordenador de Operação de Ferrys na Segov, a iniciativa evidencia o planejamento estratégico do Governo do Estado. “As medidas tomadas visam a um controle maior do embarque e ao cumprimento rigoroso da capacidade das embarcações. Dessa forma, com os usuários se programando com antecedência e acompanhando nossos canais oficiais para se manterem atualizados, em tempo real, sobre o fluxo de viagens, teremos novamente êxito em mais uma grande operação do Governo do Estado, assim como fizemos no Carnaval 2026”, destacou.
Fluxo de passageiros
Durante a Semana Santa, os terminais da Ponta da Espera e do Cujupe, ambos administrados pela EMAP, contarão com equipes especializadas para orientar os usuários e organizar o embarque. O objetivo é garantir um fluxo tranquilo, com suporte dedicado à organização das filas e ao atendimento das prioridades legais.
Após registrar 90.085 passageiros e 16.826 veículos em 2025, a Emap projeta que, em 2026, a movimentação ultrapasse 95 mil pessoas e 18 mil veículos. Segundo José Furtado, gerente de Terminais Externos da Emap, o planejamento foi intensificado. “A projeção considera o histórico de crescimento da operação. Por isso, estamos reforçando as ações internas para garantir organização, segurança e o melhor atendimento possível aos usuários”, afirmou.
Apoio
Além da Segov e da Emap, a “Operação Semana Santa 2026” conta ainda com a parceria do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA), da Polícia Militar do Maranhão (PMMA) e da Marinha do Brasil, por meio da Capitania dos Portos do Maranhão (CP-MA), para garantir segurança e controle do tráfego.
A peça Paixão Segundo Nós, do teatrólogo Tácito Borralho estreia com apresentações nesta sexta (3), sábado (4) e domingo (5), no Teatro João do Vale, localizado na Rua da Estrela, na Praia Grande, no Centro Histórico de São Luís (estado do Maranhão – Brasil).
A peça reúne nomes consagrados das artes maranhenses.
Horários das apresentações
Sexta-feira (3): às 19h30
Sábado (4): às 17h e às 19h30
Domingo (5): às 18h
História do espetáculo
Há 37 anos, o grupo de teatro COTEATRO montava na Igreja do Desterro, um espetáculo vibrante e polêmico durante a Páscoa.
Era um roteiro de Tácito Borralho, adaptando textos de Kalil Gibran, do Evangelho Segundo Mateus, dos Evangelhos Apócrifos e do Cântico dos Cânticos, de Salomão.
Utilizou músicas, do folclore maranhense, finalizando com as composições de Tácito Borralho, César Teixeira e Sérgio Habibe.
Hoje, a COTEATRO, considera o espetáculo bastante oportuno para o momento histórico e elaborou uma 3ª versão, apondo aos textos originais a cena da tentação de Cristo no deserto através da sedução de Satanás em 2 formas de matéria única, o macho e a fêmea, como relatam os evangelhos apócrifos e como se permite a interpretação poética das figuras expostas, revelado o caráter humano e frágil da resistência de Cristo, sendo sobrepujado pela vontade divina.
Utilizando algumas técnicas do teatro de arena, o público fica totalmente envolvido pelo elenco, participando da tensão desenvolvida durante toda a encenação, até a explosão da Alegria que celebra Ressurreição do Cristo.
Cada personagem da paixão penetra o delírio de Pilatos, e seus depoimentos revivem o drama do julgamento de Cristo.
Na segunda parte, o espetáculo remonta uma reflexão do trajeto para o Calvário, até a desnudação do Cristo, sua morte, sepultamento e ressurreição.
COTEATRO
A Companhia Oficina de Teatro – COTEATRO com sede à Rua Portugal/Trapiche, nº210 -altos, Praia Grande é Um grupo artístico sem fins lucrativos, formado por sócios efetivos, os quais compõem o seu elenco.
Mantém Oficinas permanentes de formação de ator e atriz para interessados em participar dos espetáculos do grupo e um projeto de formação de ator/atriz para crianças e adolescentes, na categoria de Ponto de Cultura.
Ficha técnica da peça
Direção: Tácito Borralho
Cenografia: núcleo COTEATRO
Figurinos e caracterização: Núcleo COTEATRO
Iluminação: Abel Lopes
Trilha sonora: Roberto Fróes
Músicas: Tácito Borralho, César Teixeira, Sergio Habibe
Direção musical e execução de instrumento: Daniel Bertholdo
Fotografia: Murilo Santos e Valdeir Limaverde
Ingressos
Vendas na bilheteria do Teatro João do Vale e no Sympla
– R$40 (inteira)
– R$20 (meia entrada)
(Foto de Murilo Santos): Atores Raimundo Reis (como Pilatos) e Alberto Danúzio (como Jesus)
Via Sacra, no Anjo da Guarda, em São Luís inicia nesta quinta-feira (2) e prossegue até a Sexta-Feira Santa (dia 3) movimentando as ruas do bairro. O início é sempre às 18h.
Considerada o maior espetáculo teatral ao ar livre do Maranhão, a celebração, que está em sua 45ª edição, tem como tema, este ano “Paixão que inclui”.
A Secretária de Estado de Segurança Pública (SSP) preparou um esquema especial de segurança para a festa, o que inclui câmeras de videomonitoramento e presença de um contingente de 250 policiais militares.
O Espetáculo
Realizado pelo Grupo Grita, desde 1981, o evento transforma as ruas do bairro em um palco vivo que percorre cerca de 1 km.
A encenação dura aproximadamente 5 horas e é dividida em atos apresentados em diferentes palcos e cenários montados em praças e ruas do bairro.
O espetáculo envolve centenas de atores, figurantes e técnicos, a maioria moradores da própria comunidade da área Itaqui-Bacanga, onde está localizado o bairro Anjo da Guarda.
O evento atrai milhares de pessoas anualmente e conta com um forte esquema de segurança, incluindo patrulhamento a pé, móvel e aéreo para garantir a tranquilidade dos fiéis e turistas.