O número oficial de pessoas desaparecidas e 2025 no Brasil chegou a 84.760, segundo dados enviados pelos estados e o DF ao Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp).
É o maior de desaparecido desde o início do levantamento, em 2015, e supera os índices registrados antes da pandemia de Covid-19.
Os dados consideram os casos de desaparecimentos em todas as faixas etárias e fazem parte do painel oficial de Pessoas Desaparecidas e Localizadas, alimentado pelas secretarias estaduais de segurança pública e pelo Distrito Federal.
Segundo a lei que institui a Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas (lei 13.812/2019), pessoa desaparecida é “todo ser humano cujo paradeiro é desconhecido, não importando a causa de seu desaparecimento”.
A taxa nacional de pessoas desaparecidas em 2025, independentemente da idade, foi de 39 casos a cada 100 mil habitantes, considerando os registros consolidados ao longo do ano.
Número de desaparecidos por estado
São Paulo: 20.546 casos (taxa por 100 mil habitantes: 44,59 desaparecidos)
Minas Gerais: 9139 casos (taxa: 42,72 desaparecidos)
Rio Grande do Sul: 7611 casos (taxa: 67,75 desaparecidos)
Paraná: 6455 casos (taxa: 54,29 desaparecidos)
Rio de Janeiro: 6331 casos (taxa: 36,76 desaparecidos)
Santa Catarina: 4317 casos (taxa: 52,73 desaparecidos)
Bahia: 3929 casos (taxa: 26,42 desaparecidos)
Goiás: 3631 casos (taxa: 48,91 desaparecidos)
Pernambuco: 2745 casos (taxa: 28,71 desaparecidos)
Ceará: 2578 casos (taxa: 27,81 desaparecidos)
Espírito Santo: 2421 casos (taxa: 58,66 desaparecidos)
Distrito Federal: 2235 casos (taxa: 74,58 desaparecidos)
Mato Grosso: 2112 casos (taxa: 54,24 desaparecidos)
Pará: 1238 casos (taxa: 14,21 desaparecidos)
Maranhão: 1182 casos (taxa: 16,84 desaparecidos)
Rondônia: 1018 casos (taxa: 58,11 desaparecidos)
Amazonas: 982 casos (taxa: 22,72 desaparecidos)
Paraíba: 929 casos (taxa: 22,31 desaparecidos)
Rio Grande do Norte: 775 casos (taxa: 22,43 desaparecidos)
Piauí: 744 casos (taxa: 21,98 desaparecidos)
Alagoas: 729 casos (taxa: 22,63 desaparecidos)
Sergipe: 728 casos (taxa: 31,66 desaparecidos)
Tocantins: 609 casos (taxa: 38,38 desaparecidos)
Roraima: 577 casos (taxa: 78,1 desaparecidos)
Acre: 413 casos (taxa: 46,7 desaparecidos)
Amapá: 408 casos (taxa: 50,59 desaparecidos)
Mato Grosso do Sul: 378 casos (taxa: 12,92 desaparecidos)
O resultado da chamada regular do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2026 foi divulgado, pelo Ministério da Educação (MEC), na madrugada desta quinta-feira (29). A lista de aprovados está disponível no site do programa (acessounico.mec.gov.br/sisu).
A edição seleciona alunos para o primeiro e o segundo semestres letivos deste ano. As inscrições ocorreram de 19 a 23 de janeiro.
O Sisu é o programa do governo federal que seleciona estudantes para instituições públicas de ensino superior, a partir do desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
As matrículas iniciam na segunda-feira (2).
UFMA e no IFMA
O Maranhão tem 8,8 mil vagas no processo seletivo do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2026. Dessas, 6.098 serão disponibilizadas pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e 2.779 pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IFMA).
Esta edição do Sisu é considerada a maior da história do programa, com a participação de 136 instituições de ensino superior e a oferta de 7,3 mil cursos disponíveis em 587 municípios, ampliando o acesso à educação superior pública e de qualidade.
Procedimentos para os aprovados
Quem for selecionado na chamada regular deve procurar a instituição de ensino a partir de 2 de fevereiro para seguir com o processo de matrícula. É importante conferir os prazos e etapas definidos pela instituição.
Não aprovados ainda tem chances
Quem ainda não conseguiu uma vaga pode acessar o site do programa de 29 de janeiro a 2 de fevereiro e manifestar interesse na lista de espera. Esses candidatos concorrerão às vagas que não forem preenchidas na chamada regular. Mas atenção: cada candidato poderá escolher apenas uma das duas opções de curso originais, e a divulgação dos selecionados na lista de espera, bem como os prazos da etapa, são de responsabilidade da instituição de ensino.
Sisu 2026
Em 2026, são 274,8 mil vagas em 7.399 cursos de graduação e 136 instituições públicas de ensino superior de todas as regiões do país.
E a edição trouxe uma novidade: neste ano, o Sisu permitiu que os candidatos submetessem notas de uma das três edições mais recentes do Enem. Neste caso, Enem 2023, 2024 ou 2025. Até o ano passado, podiam se inscrever apenas quem havia feito a última edição do exame.
Além de ter feito o Enem em uma das três edições mais recentes, o candidato devia ter tirado nota acima de zero na redação e ter ensino médio completo.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, na quarta-feira (28), resolução que amplia o uso de terapias à base de cannabis. Com a norma, fica autorizada a venda do canabidiol em farmácias de manipulação e o cultivo da planta no Brasil – por pessoas jurídicas – voltada para a fabricação de medicamentos e outros produtos aprovados.
Neste caso, a produção é restrita, compatível com a procura pelos itens e conforme indicado pelas empresas à Anvisa.
Com a nova resolução do órgão, também fica permitida a comercialização de medicamentos usados via bucal, sublingual e dermatológica.
Também fica permitida a importação da planta ou do extrato para a fabricação de medicamentos.
As mudanças nas regras do uso da cannabis no país atendem a pedido do Superior Tribuna Federal (STF) que, no fim do ano passado, determinou que a Anvisa regulamentasse o uso da planta desde que com fins medicinais.
A Anvisa pretender criar e coordenar um comitê, integrado pelos Ministérios da Justiça, da Saúde e da Agricultura e Pecuária.
O comitê ficará incumbida de manter ações permanentes de controle e assegurar fiscalização e segurança em todas as etapas de produção.
THC
Ficou decidido na reunião da Anvisa um limite de até 0,3% de THC (Tetrahidrocanabinol), composto da planta, tanto para materiais importados como para adquiridos. O THC é usado para tratamento de pessoas que vivem com diversas doenças debilitantes e crônicas.
Aderência à cannabis no Brasil
Apesar dos obstáculos para obtenção dos remédios à base de cannabis, o Brasil soma 873 mil pessoas em tratamento, segundo o anuário da Kaya Mind, de 2025. O número é recorde e aparece após uma curva ascendente, ano após ano.
No total, há 315 associações provedoras de cannabis medicinal, das quais 47 conquistaram avanços judiciais para cultivo. Ao todo, foram identificadas pela Kaya Mind 27 hectares de plantio mantido por essas organizações.
O faturamento anual também é uma demonstração da maior aceitação desse tipo de substância. Em 2025, houve uma alta de 8,4% na comparação com 2024, chegando a R$ 971 milhões. Por seu potencial de mercado, o Brasil sedia a ExpoCannabis, que, ano passado, realizou sua terceira edição.
A proporção é de cerca de 2,7 médicos que prescrevem medicamentos canábicos para cada 10 mil pacientes, com uma média que fica entre 5,9 mil e 15.100 profissionais da saúde receitando mensalmente. Se, entre médicos, tem havido popularização, dentistas têm tido mais resistência. Apenas 0,2% deles os indicam aos pacientes que atendem.
Desde 2015, ao menos R$ 377,7 milhões foram gastos com fornecimento público de produtos à base de cannabis e somente cinco estados ainda não têm leis de fornecimento público de cannabis medicinal. Além disso, oito em cada dez (85%) dos municípios brasileiros já tiveram ao menos um paciente tratado com cannabis desde 2019.
O relatório ressalta o encaminhamento, por 68 empresas, de 210 pedidos de Autorização Sanitária pela Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) 327/19 desde 2020, com aprovação de 24 foram delas.
(Foto/capa/Divulgação): remédio a base de cannabis