O Porto do Itaqui marcou um momento histórico desde o dia 1º de dezembro, ao receber no berço 99 o navio Affinity Diva, com quase 80 mil toneladas de fertilizantes, oriundo da China
Essa é a maior carga do tipo descarregada em um único navio no porto, consolidando sua posição como um dos principais hubs de fertilizantes no Brasil, atendendo à crescente demanda do agronegócio nacional.
Somente neste ano de 2024, o Porto do Itaqui já movimentou 3.613.260 toneladas em fertilizantes.
Referência em logística e eficiência
O berço 99 recebeu o Affinity Diva para uma operação de alta produtividade. Utilizando guindastes de terra, a descarga ocorre a uma taxa média de 500 toneladas por hora, superando a média regional de 300 toneladas por hora.
“A eficiência alcançada nesta operação reflete a capacidade do Porto do Itaqui de atender a demandas de grande escala, oferecendo soluções ágeis e confiáveis para nossos clientes”, afirmou o gerente de Logística, Gervásio Reis.
Desde a década de 1990, o Porto do Itaqui é referência na movimentação de fertilizantes, sendo um dos principais pilares para a logística dessa carga no Brasil.
Com infraestrutura robusta e operação de excelência, o Porto do Itaqui reafirma seu papel no suporte ao agronegócio, que depende, diretamente, dessa cadeia logística para sustentar sua produtividade.
Parcerias que fortalecem o setor
Outro destaque desta operação é a integração entre os sete clientes que compartilham a carga do navio. Todos estão instalados no Distrito Industrial da Vila Maranhão e operam em parceria, evidenciando a maturidade da comunidade portuária.
“Essa operação não apenas fortalece os clientes de fertilizantes, mas também demonstra como o Itaqui cresce junto com seus parceiros, consolidando-se como uma das melhores opções logísticas do país”, Gervásio Reis.
A carga movimentada contribuirá diretamente para o abastecimento de fertilizantes destinados a estados brasileiros e regiões estratégicas para o agronegócio brasileiro.
De acordo com dados da Síntese de Indicadores Sociais (SIS) 2024, divulgados, nesta semana, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 567 mil maranhenses deixaram a pobreza e a extrema pobreza em apenas um ano.
A publicação revela que o Maranhão reduziu o número de pessoas em situação de extrema pobreza e de pobreza no ano de 2023, na comparação com 2022, sendo este o segundo ano consecutivo de redução da extrema pobreza no estado.
Segundo o IBGE, no comparativo entre 2022 e 2023, cerca de 195 mil pessoas deixaram a extrema pobreza no Maranhão e outras 372 mil pessoas deixaram a pobreza. O estudo indica que a proporção de pessoas no Maranhão situada na linha de extrema pobreza reduziu em 2023 para 12,2%, na comparação com 2022 (15,0%).
Em pontos percentuais, o recuo da extrema pobreza no Maranhão caiu ao mesmo patamar da região Nordeste, -2,7 pontos percentuais e foi maior do que a média nacional, que apresentou queda de 1,5 ponto percentual. “Se em 2022, no Maranhão, havia 4,055 milhões de pessoas em situação de pobreza, em 2023, esse número reduziu para 3,683 milhões: 372 mil pessoas a menos”, destaca a SIS.
A cada ano, a SIS apresenta um panorama geral com números que, sinteticamente, representam a realidade socioeconômica brasileira. O levantamento avalia a pobreza monetária nos estados brasileiros – indicador que mede se a renda é suficiente para garantir o bem-estar das famílias brasileiras.
O Instituto adotou as diretrizes do Banco Mundial para fins de classificação: pessoas que vivem com US$ 2,15 por dia (o equivalente a R$ 209,00 por mês) encontram-se em situação de extrema pobreza, e pessoas com ganho diário de US$ 6,85 (ou R$ 665,00 por mês) estão na linha da pobreza.
Aumento na renda e nas taxas de ocupação
A pesquisa do IBGE associa a redução no número de pobres e extremamente pobres no Maranhão, à elevação no nível de ocupação, com cerca de 2,601 milhões inseridas no mercado formal e informal.
A SIS cita ainda, que de 2022 para 2023, foi registrada queda no contingente de pessoas desocupadas pelo terceiro ano seguido: de 317 mil recuou para 223 mil, o que representa uma queda de 29,6%.
No final de novembro deste ano, o IBGE já havia divulgado Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD C), revelando que o Maranhão ultrapassou a marca de 2,7 milhões de pessoas ocupadas. É um recorde na série histórica da pesquisa, iniciada em 2012.
A SIS do IBGE também ressalta que a queda na extrema pobreza no Maranhão tem associação ao avanço real do rendimento domiciliar médio (rdm) per capita do Maranhão entre 2022 e 2023, que avançou 12,9%, acima da média brasileira, que foi de 11,5%.
Para o titular da Secretaria de Estado de Monitoramento de Ações Governamentais (Semag), secretário Alberto Bastos, o bom resultado é fruto das políticas de geração de emprego e renda do Governo do Estado.
“Como o próprio estudo do IBGE reforça, a redução nas taxas de pobreza e extrema pobreza no Maranhão tem relação direta com políticas públicas voltadas para a geração de renda, como é o caso do Bolsa Família em todo o país. No Maranhão, programas sociais, como o Mais Renda e o Minha Renda tiram pessoas da desocupação e as reinserem no mercado de trabalho, o que garante dignidade para os trabalhadores beneficiados e suas famílias. No terceiro trimestre de 2024, batemos a marca histórica de mais de 2,7 milhões de maranhenses ocupados, conforme o próprio IBGE”, sublinha Alberto Bastos.
Maranhão Livre da Fome
Em continuidade às ações voltadas para a redução da pobreza e pobreza extrema no estado, o Governo do Maranhão anunciou que vai implantar, no primeiro semestre de 2025, o programa Maranhão Livre da Fome: saindo da pobreza e gerando renda.
Desenvolvido pela Semag, a ideia é retirar 97 mil famílias maranhenses – cerca de 500 mil pessoas – da pobreza extrema. O Projeto de Lei que criou o programa Maranhão Livre da Fome já foi aprovado na Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão (Alema).
“Nossa meta é reduzir a pobreza e manter essa escalada na renda média da população maranhense, oportunizando condições para o trabalho e a inclusão econômica. Mas também temos políticas como o Maranhão Livre da Fome, para garantir o direito à alimentação, ao mesmo tempo que estimulamos a inclusão produtiva”, frisou o secretário da Semag, Alberto Bastos.
O programa Maranhão Livre da Fome prevê a entrega de um cartão mensal de R$ 200,00 por família beneficiada, com um acréscimo de R$ 50,00 para cada criança de até seis anos de idade, destinado exclusivamente à compra de alimentos em estabelecimentos comerciais credenciados.
O benefício será destinado a famílias que, mesmo recebendo o auxílio financeiro de programas sociais como o Bolsa Família, vivem com uma renda per capita inferior a R$ 218,00. A iniciativa também ofertará capacitação profissional e entrega de kits de trabalho para estimular a geração de renda.
(Foto/Capa/Divulgação): bairro do Coroadinho, em São Luís
A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) inicia, nesta quinta-feira (5), a pré-matrícula para o ano letivo de 2025 na Rede Pública Estadual de Ensino.
A partir desta quinta-feira (5) até o dia 20 de dezembro, os estudantes de outras redes que desejam ingressar na Rede Estadual poderão acessar o sistema de pré-matrícula on-line.
Este ano, a Seduc oferece mais de 80 mil vagas, distribuídas entre Ensino Fundamental, Ensino Médio Parcial, Ensino Médio Integral, Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA) Bilíngue São Luís e Santa Inês, além de vagas nas Creches do Centro e da Liberdade.
Novo formato: mais agilidade e praticidade
Em 2025, a Seduc implementou um novo formato para o acesso de novos estudantes à Rede Estadual. Dividido em três etapas, o processo começa com o Cadastro Antecipado, seguido pela pré-matrícula on-line e, posteriormente, a etapa presencial, a matricula. Esse modelo foi pensado para trazer mais agilidade e organização ao processo.
A secretária de Estado de Educação, Jandira Dias, destacou o impacto positivo do novo formato. “Com o novo modelo de acesso, garantimos praticidade e agilidade para as famílias e para a gestão escolar. O Cadastro Antecipado possibilitou um planejamento mais eficiente, evitando filas e correria, e contribuindo para que o ano letivo de 2025 comece de forma organizada. Nossa expectativa é de que esse sistema assegure um atendimento ainda melhor aos estudantes em todas as modalidades de ensino”, afirmou.
Pré-matrícula 2025
Para participar da pré-matrícula, é obrigatório que o estudante tenha realizado o Cadastro Antecipado, que foi uma etapa inicial e essencial para habilitar o acesso ao sistema. Somente com o cadastro prévio é possível selecionar a unidade escolar de preferência no momento da pré-matrícula.
O sistema de pré-matrícula está disponível no site oficial da Seduc (educacao.ma.gov.br). Após essa etapa, os interessados deverão seguir as instruções detalhadas nos editais publicados no site e acompanhar o cronograma de matrículas.
Calendário e informações
A Seduc reforça que os pais, mães, responsáveis ou estudantes devem ler atentamente os editais publicados no site para compreender os critérios de ingresso, a documentação necessária e as orientações específicas de cada modalidade de ensino. O cumprimento dos prazos estipulados é fundamental para garantir a vaga desejada.
O período de pré-matrícula vai até 20 de dezembro de 2024. Em caso de dúvidas, a secretaria disponibiliza suporte por e-mail no endereço matricula2025@edu.ma.gov.br.
Cronograma de pré-matrícula
– Creches: 5 e 6 de dezembro de 2024
– IEMA Bilíngue: 9 e 10 de dezembro de 2024
– Ensino Fundamental: 11 e 12 de dezembro de 2024
– Ensino Médio (parcial e integral): 13 a 20 de dezembro de 2024
A 2ª Feira Maranhense da Agricultura Familiar (FEMAF) prossegue, nesta quinta-feira (5), na Lagoa da Jansen, em São Luís, com várias atividades envolvendo o pequeno produtor rural.
No campo cultural, a cantora Vanessa da Mata fez um show memorável, na noite de quarta-feira (4), exatamente no momento em que chegaram as primeiras chuvas depois do período de estiagem no Maranhão.
A partir das 19h desta quinta-feira (5) tem shows de Flávia Bittencourt, Leci Brandão, Forró Pé de Serra do seu Raimundinho.
Na sexta-feira (6) tem Josias Sobrinho, Zeca Baleiro e Rosa Reis e, no sábado (7), a série de shows encerra com as apresentações de Célia Sampaio, Odair José e Fauzi Beydoun.
O Espaço Tecnológico da feira, que apresenta produtor na área de inovações para modernizar a produção agrícola da agricultura familiar, ganhou projeção nacional, com matéria em jornais da Rede Globo que está mostrando, juntamente, que a tecnologia agrícola, sempre vinculada ao agronegócio, ao grande produtor, está sendo apresentada, nesta feira, como uma opção de equipamentos voltados para o pequeno produtor rural.
A 2ª FEMAF funciona das 8h às 22h, até sábado (7), com uma programação variada, que inclui seminários, minicursos, exposição de equipamentos agrícolas, além de espaços temáticos como a vitrine viva e a horta medicinal verticalizada.
Para este ano, a Feira reúne produtos e serviços oferecidos por 30 associações, cooperativas de quilombolas, quebradeiras de coco babaçu entre outros segmentos da chamada economia criativa.
Primeiro dia
O primeiro dia da 2ª Feira da Agricultura Familiar do Maranhão (Femaf), na quarta-feira (4), foi marcado pela solenidade de abertura oficial.
“Esta feira está consolidada como uma vitrine para a agricultura familiar do Maranhão. A Femaf já é parte do calendário cultural do Maranhão, celebrando a união entre o campo e a cidade”, enfatizou o secretário de Estado de Agricultura Familiar, Bira do Pindaré.
Espaços temáticos
Este ano, o público pode contar com espaços temáticos para todos os gostos, de comercialização de produtos sustentáveis à exposição de inovações tecnológicas, passando por minicursos, oficinas e atrações culturais. Para os agricultores familiares é uma grande oportunidade de projeção de seus trabalhos.
A feira está dividida em oito espaços temáticos:
(Foto/Capa/Secom-MA): mulheres da agricultura familiar
O Brasil terminou 2023 com os menores níveis de pobreza e de extrema pobreza já registrados pela Síntese de Indicadores Sociais, pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) desde 2012.
Apesar do recuo, os dados divulgados, nesta quarta-feira (4), mostram que 58,9 milhões de pessoas ainda viviam na pobreza; enquanto 9,5 milhões, na extrema pobreza.
O estudo leva em conta a chamada pobreza monetária, ou seja, a família não ter rendimentos suficientes para prover o bem-estar. Para traçar as linhas limites, o IBGE utilizou o critério do Banco Mundial de US$ 2,15 por pessoa por dia (ou R$ 209 por mês) para a extrema pobreza e de US$ 6,85 por pessoa por dia (ou R$ 665 por mês) para a pobreza.
A proporção da população na extrema pobreza terminou 2023 em 4,4%. O índice era 6,6% em 2012 e 5,9% em 2022. Entre os dois últimos anos da pesquisa, 3,1 milhões de pessoas deixaram de ser extremamente pobres, ou seja, passaram a poder contar com o equivalente a pelo menos US$ 2,15 por dia.
Em relação à pobreza, a proporção da população com o equivalente a menos de US$ 6,85 por dia ficou em 27,4%. O índice era de 34,7% em 2012 e de 31,6% em 2022. Entre 2022 e 2023, 8,7 milhões de pessoas deixaram a ser pobres.
Emprego e renda
De acordo com o pesquisador do IBGE Bruno Mandelli Perez, dois fatores explicam as reduções da pobreza e extrema pobreza: o emprego e os benefícios sociais, como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), que garante um salário mínimo para idosos e pessoas com deficiência.
“Tanto o mercado de trabalho quanto benefícios de programas sociais são importantes para explicar a redução na pobreza, mas o mercado de trabalho é mais importante no caso da pobreza; e os benefícios de programas sociais, na extrema pobreza”, explica.
“O aumento dos valores médios dos benefícios concedidos pelo Bolsa Família, em 2023, quando comparado com o Auxílio Brasil 2022, certamente teve impactos sobre a manutenção da trajetória de redução da pobreza e da extrema pobreza em 2023”, ressalta o texto da Síntese de Indicadores Sociais.
A pesquisa aponta que o Nordeste tem a maior proporção de pessoas na extrema pobreza (9,1%), sendo mais que o dobro da média nacional (4,4%). Já no Sul, o índice é de 1,7% da população, o mais baixo do país.
O Nordeste figura também como a região com maior parcela de pessoas pobres, 47,2%. Novamente, o Sul aparece no extremo oposto, com 14,8% – praticamente metade da proporção média do país.
Mulheres, negros e jovens
Ao analisar a população pobre, o IBGE constata que as maiores vítimas da pobreza e extrema pobreza são as mulheres, negros (conjunto de pretos e pardos) e jovens.
Enquanto a parcela de homens na pobreza é de 26,3%, a das mulheres alcança 28,4%. Em relação à extrema pobreza, as proporções são 4,3% e 4,5%, respectivamente.
No recorte por cor, entre os brancos, 17,7% são pobres. Entre os pardos, a proporção é praticamente o dobro, 35,5%; e entre os pretos, 30,8%.
Quando se observa a linha da extrema pobreza, entre os brancos são apenas 2,6%; já entre os pardos e pretos, 6% e 4,7%, respectivamente.
Analisando por faixa etária, percebe-se que a população jovem tem taxas superiores à média nacional (27,4%). Entre os que têm até 15 anos, são 44,8%. Entre 15 e 29 anos, 29,9%.
O pesquisador Bruno Perez destaca que tanto a pobreza quanto a extrema pobreza são menores em pessoas com mais de 60 anos, proporção de 11,3% e 2%, respectivamente.
“É a população que, no geral, está coberta por acesso à aposentadoria, pensões, que têm [os rendimentos] vinculados ao salário mínimo”, justifica.
Benefícios sociais
A Síntese de Indicadores Sociais traz dados que mostram a importância de benefícios sociais para a população mais pobre. Em 2023, a renda proveniente do trabalho era a principal fonte de dinheiro dos domicílios. De cada R$ 100, R$ 74,20 vinham do trabalho.
Mas no grupo de famílias com menores rendimentos, isto é, os que recebem até um quarto do salário mínimo por pessoa, os benefícios sociais representaram mais da metade do rendimento obtido. De cada R$ 100, R$ 57,10 vinham de benefícios, superando R$ 34,60 que eram originários do trabalho.
Quando a pesquisa se iniciou, em 2012, os benefícios sociais respondiam por apenas 23,5% do rendimento domiciliar dos mais pobres. Dez anos depois, essa parcela passou para 42,2%.
“Entre esses domicílios com menor rendimento, até um quarto do salário mínimo, o fator trabalho está perdendo participação, e os benefícios de programas sociais estão ganhando participação”, destaca Perez.
Os pesquisadores traçaram o comportamento da proporção de pessoas que viviam em famílias que recebiam benefícios de programas sociais. Em 2012, eram 25,6%. A proporção segue tendência praticamente de queda até chegar a 22,7% em 2019, último ano antes da pandemia de covid-19.
Por causa da pandemia, o número saltou para 36,8% em 2020, o maior já registrado, até cair a 25,8% em 2022. De 2022 para 2023, o índice subiu, representando 27,9% da população vivendo em domicílio beneficiado por programa de transferência de renda. De acordo como o IBGE, o aumento é explicado pela reedição do Bolsa Família, em março de 2023.
As maiores proporções de beneficiários – acima da média nacional – são de moradores de áreas rurais (50,9%), mulheres (29,0%), pretos (34,1%), pardos (36,4%) e crianças (42,7%).
O pesquisador Bruno Perez apresentou uma simulação de qual seria o comportamento da pobreza e da extrema pobreza se não houvesse programas de transferência de renda. Em vez de 4,4%, a extrema pobreza seria de 11,2%. A pobreza seria 32,4% em vez de 27,4%.
Desigualdade
Em 2023, o índice de Gini, indicador que mede a distribuição de renda em um país, foi 0,518, mesmo valor de 2022 e o melhor patamar já registrado na série histórica desde 2012. O Gini vai de 0 a 1, sendo que quanto mais próximo de zero, menos desigual é a sociedade. O pior nível de desigualdade da série foi em 2018 (0,545).
De acordo com o IBGE, se não existissem programas de transferência de renda, o indicador de 2023 estaria em 0,555.
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) promovei, nesta quarta-feira (4), uma ação alusiva ao Dezembro Vermelho, na Praça do Mercado Central, no Centro de São Luís (MA). O tema a campanha é “#HIV/Aids – Prevenção é vida, amor e respeito”.
A ação aconteceu, das 7h30 às 11h30.
Entre os serviços oferecidos estão consultas em clínica médica, distribuição de preservativos femininos e masculinos, testes rápidos para HIV, Sífilis e Hepatites, aferição de pressão arterial, teste de glicemia para a população em geral.
Foram realizados atendimentos em enfermagem e psicólogos, vacinação e distribuição de caldo de ovos para a população em situação de rua.
Sexta-feira (6)
Na sexta-feira (6), de 8h às 11h, a ação será no Centro de Referência de Atenção Integral à Saúde da Pessoa Idosa (Creaispi), no bairro da Cohab.
As obras de requalificação da MA-203, a Estrada da Raposa, estão em fase de conclusão. Segundo a Secretaria de Estado da Infraestrutura (Sinfra) já foram realizados mais de 60% dos serviços.
A Estrada da Raposa é uma das mais importantes rodovias da Grande Ilha, ligando as cidades de São Luís e Raposa e passando por áreas dos municípios de São José de Ribamar e Paço do Lumiar.O trecho em obras, de mais de 11km, inicia nas proximidades do Viaduto Neiva Moreira e segue até o cais da cidade de Raposa.
Os serviços incluem pavimentação asfáltica, urbanização e sinalização.
Será ampliada a faixa de rolamento, com parte da rodovia destinada à circulação de veículos, de 6 metros para 12,80 metros de largura, com acostamento e ciclofaixa
“Teremos mais ciclofaixas, tanto do lado direito quanto do esquerdo, destinadas a quem pratica esportes”, ressaltou a engenheira Thaylla Silva.
Entre os serviços finalizados, estão os 2,5 km de pavimentação já executados.
As obras vão beneficiar mais de 30 mil usuários que trafegam pela via, proporcionando maior conforto e segurança para motoristas e ciclistas que utilizam a via diariamente.
As equipes da Sinfra estão focadas nos serviços de pavimentação asfáltica, imprimação, lançamento e tratamento de material de base, além de limpeza e escavação de materiais.
São Luís é palco de um grande encontro do campo com a cidade, de saberes ancestrais, de povos e comunidades tradicionais, de comercialização de produtos orgânicos, de artesanatos e de valorização cultural.
É a 2ª Feira Maranhense da Agricultura Familiar (Femaf), que inicia nesta quarta-feira (4) e prossegue até sábado (7), das 8h às 22h.
O palco da feira é a Lagoa da Jansen, na Av. Prof. Mário Meireles, entre a Arena de Beach Soccer e o acesso ao Mirante da Lagoa. O acesso é totalmente gratuito.
Abertura
Nesta quarta-feira (4), a programação começa às 15h e a abertura, com a presença do governador Carlos Brandão e do secretário de Estado da Agricultura Familiar, Bira do Pindaré, será às 17h.
Ás 19h tem shows do Cacuriá Balaio de Rosas e de cantora mato-grossense Vanessa da Mata.
Feira
Somente nos shows culturais, que acontecerão todos os dias, sempre às 19h, foi incluída a modalidade ingresso solidário: um quilo de alimento não perecível.
O tema da feira, este ano, é “Alimento Saudável: mais vida, mais natureza, mais renda”.
A programação inclui seminários, minicursos, exposição de equipamentos agrícolas, serviços de cidadania e shows com atrações regionais e nacionais.
Festival Gastronômico do Babaçu
Entre as novidades deste ano está o Festival Gastronômico do Babaçu e inovações tecnológicas para a agricultura familiar.
Concurso da Melhor Farinha d’Água
A feira também terá o 2º Concurso da Melhor Farinha d’Água do Maranhão, a entrega do Troféu do Babaçu, cursos, artesanato, shows com atrações Femaf culturais regionais e nacionais.
Femaf
A Femaf é uma realização do Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Agricultura Familiar, e do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), com o patrocínio da Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste, cooperação da GIZ e do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam). A Femaf integra o Consórcio do Nordeste das Feiras de Agricultura Familiar.
Mais do que uma feira, a Femaf promete ser um espaço de integração entre produtores, consumidores e instituições que promovem a sustentabilidade, a inovação e a valorização das tradições do Maranhão. Com foco na geração de renda, inclusão social e preservação cultural, a feira visa fortalecer ainda mais a produção dos agricultores e agricultoras familiares do Maranhão.
“A Femaf integra as diretrizes da gestão do governo Carlos Brandão de incentivar a agricultura familiar por meio do acesso a tecnologias inovadoras, acesso a mercados e a políticas públicas de apoio aos agricultores e agricultoras familiares”, afirma o secretário Bira do Pindaré.
Espaços temáticos
Ao todo serão oito espaços temáticos projetados para atender diferentes segmentos:
Espaço de Comercialização (produtos da agricultura familiar, economia solidária e comunidades tradicionais
Espaço Institucional (exposição de políticas públicas e programas voltados ao desenvolvimento rural)
Espaço Tecnológico (inovações para modernizar a produção agrícola)
Espaço do Conhecimento (palestras, minicursos e oficinas técnicas, etc.)
Espaço da Cidadania (serviços de inclusão social e cidadania)
Espaço do Artesão (artesanato local e valorização da cultura manual)
Espaço da Gastronomia (degustação de pratos típicos feitos com ingredientes da agricultura familiar)
Espaço Cultural (programação artística e cultural, incluindo música, dança e exposições fotográficas e de pinturas).
Shows culturais
Quarta-feira (4) – Cacuriá Balaio de Rosas, Vanessa da Mata.
Quinta-feira (5) – Flávia Bittencourt, Leci Brandão, Forró Pé de Serra do seu Raimundinho
Sexta-feira (6) – Josias Sobrinho, Zeca Baleiro, Rosa Reis.
Sábado (7) – Célia Sampaio, Odair José, Fauzi Beydoun.
A 2ª Feira Maranhense da Agricultura Familiar (FEMAF) começa, nesta quarta-feira (4) e prossegue até sábado (7), na Lagoa da Jansen, em São Luís.
A 2ª FEMAF funcionará das 8h às 22h com uma programação variada, que inclui seminários, minicursos, exposição de equipamentos agrícolas, além de espaços temáticos como a vitrine viva e a horta medicinal verticalizada.
Para este ano, a Feira tem como meta reunir mais de 30 associações, cooperativas de quilombolas, quebradeiras de coco babaçu entre outros segmentos que vão oferecer ao público diversos produtos da economia criativa.
Serão promovidas cerca de 70 atividades como palestras, oficinas, painéis, rodas de conversa, minicursos e lançamentos de livros. A organização dos cursos estima reunir mais de mil inscritos superando as 870 inscrições registradas em 2023.
Durante quatro dias, os participantes: quilombolas, indígenas, quebradeiras de coco babaçu, produtores e produtoras rurais terão acesso a espaços como o do Conhecimento, Tecnológico, Comercialização, Cidadania, Artesão, Gastronômico, Institucional e Cultural. Oportunizando a construção de uma rede que fortaleça ainda mais a agricultura familiar no Estado do Maranhão com a disponibilização de mais de 280 opções de produtos a serem comercializados.
Atividades
A feira é um espaço de visibilidade e incentivo à agricultura familiar, voltado à comercialização de produtos orgânicos e artesanato, encontro cultural, valorização da cultura local e da diversidade étnica.
Uma das novidades, este ano, é Festival Gastronômico do Babaçu. Tem, também, o retorno o 2º Concurso da Melhor Farinha d’Água do Maranhão, a entrega do Troféu do Babaçu, cursos, artesanato, shows com atrações culturais regionais e nacionais.
O público terá acesso aos shows por meio do ingresso solidário: mediante a entrega de um quilo de alimento não perecível receberá a pulseira de acesso. Os alimentos serão doados para a campanha Natal sem Fome.
Outra novidade é que a atividade passou a integrar o Circuito das Feiras da Agricultura Familiar do Nordeste.
A FEMAF é uma promoção do Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SAF), e do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), com o patrocínio da Caixa, Banco do Nordeste e parceria com a GIZ e o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM).
Cidadania
Inclusão social e cidadania também estão presentes na 2ª edição da Feira Maranhense da Agricultura Familiar (FEMAF), que acontece de 04 e 07 de dezembro, na lagoa da Jansen. Além de poder comprar produtos orgânicos, artesanatos, assistir a palestras e shows musicais, quem for à FEMAF 2024, vai poder contar com uma gama de serviços básicos gratuitos ao cidadão no Espaço da Cidadania, que funcionará nos turnos manhã e tarde.
Na área de saúde, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) disponibilizará vacinas do calendário nacional para adultos, idosos e gestantes como: Hepatite B, Tríplice Viral, HPV, entre outras. Este ano o espaço contará com duas carretas da Mulher, sendo a SESC e da Secretaria Estadual da Mulher (SEMU) que oferecerão exames de mamografia, ultrassom, preventivo, consultas, além de palestras. A Faculdade Estácio fará avaliação e orientação nutricional, limpeza de pele, tipagem sanguínea e massagem. A Força Estadual de Saúde fará ainda aferição de pressão, glicemia e consulta médica.
A Secretaria de Segurança Púbica, por meio do Instituto de Identificação do Maranhão, fará emissão de RG nacional. Já a Defensoria Pública do Estado do Maranhão (DPE-MA) realizará atendimento jurídico na área da família, registros públicos e consultas de processos cíveis e criminais.
Atrações Culturais
O público terá acesso aos shows por meio do ingresso solidário: mediante a entrega de um quilo de alimento não perecível receberá a pulseira de acesso. Os alimentos serão doados para a campanha Natal sem Fome. Os shows começam sempre às 19h com a participação de atrações regionais e nacionais.
Shows Culturais da FEMAF 2024
Datas: 04 a 07 de dezembro de 2024
Hora: 19h
Ingressos: ingresso solidário: mediante a entrega de um quilo de alimento não perecível receberá a pulseira de acesso.
Programação
Quarta-feira (dia 04)
Cacuriá Balaio de Rosas
Vanessa da Mata
Quinta-feira (5)
Flávia Bittencourt
Lecy Brandão
Forró Pé no Chão Seu Raimundinho
Sexta-feira (6)
Josias Sobrinho
Zeca Baleiro
Rosa Reis
Sábado (07)
Célia Sampaio
Odair José
Fauzi Beydoun
O Instituto de Metrologia e Qualidade Industrial do Maranhão (Inmeq Maranhão) está realizando, nesta semana, a Operação Especial Dia Nacional de Combate à Pirataria, com ação na Feira da Liberdade, em São Luís.
Até sexta-feira (06), a operação estará focada na fiscalização das balanças comerciais, com o objetivo de verificar se esses equipamentos, muito utilizados em feitas e mercados, estão devidamente certificadas pelo Instituto de Metrologia e Qualidade Industrial do Maranhão (Inmetro Maranhão), conforme as normas de metrologia legal.
No primeiro dia da operação, mais de 40 balanças foram apreendidas na região metropolitana de São Luís, destacando a importância da ação para a fiscalização do uso de equipamentos de pesagem irregulares.
Durante a operação, equipes do Inmeq Maranhão inspecionaram estabelecimentos comerciais, como mercados e feiras, para garantir que as balanças utilizadas estejam em conformidade com os padrões exigidos, protegendo os consumidores e promovendo um comércio mais justo e transparente.
Entre os objetivos da operação estão: garantir a conformidade dos equipamentos de pesagem, verificando se as balanças estão devidamente certificadas pelo Inmetro; proteger os consumidores, assegurando que as medições sejam precisas, evitando que o consumidor pague a mais pelos produtos; conscientizar os comerciantes, educando sobre a importância do uso de equipamentos regularizados e os riscos de utilizar balanças irregulares.
Balanças irregulares
Balanças identificadas como irregulares ou piratas serão recolhidas para análise técnica e, se necessário, destruídas. Os comerciantes terão a oportunidade de se informar sobre o Projeto Balança Legal, uma ação que oferece condições facilitadas para a troca de balanças irregulares por novas e certificadas.
O Balança Legal é importante para: reduzir prejuízos financeiros, ao prevenir a apreensão de equipamentos irregulares; melhorar a precisão das transações comerciais, ao evitar erros de pesagem, garantindo mais confiança nas negociações; fortalecer a competitividade, ao incentivar um mercado mais justo e transparente para todos.
“A Operação Especial Dia Nacional de Combate à Pirataria é uma ação estratégica e fundamental para a garantia de um comércio mais transparente e justo. Através da fiscalização das balanças comerciais, reforçamos o compromisso do Governo do Maranhão e do Inmeq Maranhão com a proteção dos consumidores e com o apoio aos empreendedores locais, buscando sempre a conformidade com as normas metrológicas, o que contribui para a transparência nas transações comerciais”, destacou Eliel Gama, presidente do Inmeq Maranhão.
Para detalhes sobre a operação ou o programa de troca de balanças, acesse Site Inmeq Maranhão o Instagram @inmeqmaranhao.
A Polícia Federal (PF) faz uma operação, nesta quarta-feira (18), que reúne forças de segurança de 15 estados e tem como alvo o tráfico de drogas e armas, além da atuação de facções criminosas e crimes como lavagem de dinheiro.
Estão sendo cumpridos 180 mandados de busca e apreensão e 112 de prisão em Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Pará, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul e Sergipe.
A operação é realizada pelas Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs), que reúnem diferentes órgãos de segurança pública, como polícias civis, militares e penais, além da Polícia Rodoviária Federal e secretarias estaduais. A coordenação é da Polícia Federal.
Estão sendo cumpridos 30 mandados de busca e apreensão e 7 mandados de prisão temporária no Maranhão, Ceará e Espírito Santo e efetuados o bloqueio financeiro de R$ 297 milhões e sequestro de imóveis, veículos de luxo, maquinário pesado e arma de fogo.
Maranhão
Na Grande São Luís, no Maranhão, a investigação apura uma organização voltada ao tráfico de cocaína e crack em larga escala.
Estão sendo bloqueados cerca de R$ 300 milhões em bens e valores da organização.
A mesma organização também é suspeita de operar na lavagem de dinheiro por meio de empresas fantasmas e bens registrados em nome de terceiros
Operação conjunta
Como parte da ação da PF, a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Maranhão (FICCO/MA) deflagrou, nesta quarta-feira (18), a Operação Íctio, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa voltada ao tráfico de drogas em larga escala e à lavagem de capitais.
As investigações apontam que o grupo criminoso atua na distribuição de cocaína e crack em comunidades da Grande São Luís (MA). Os investigados utilizavam empresas de fachada, movimentações financeiras fracionadas e interpostas pessoas para ocultar e dissimular valores provenientes de atividades ilícitas.
Foram cumpridos quatro mandados de prisão temporária e 30 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Vara Especial Colegiada dos Crimes Organizados do Tribunal de Justiça do Maranhão, nos municípios de São Luís (MA), São José de Ribamar (MA), Paço do Lumiar (MA), Barreirinhas (MA), Juazeiro do Norte (CE), Vila Velha (ES) e Itapema (SC).
A Justiça determinou, ainda, o bloqueio de aproximadamente R$ 297 milhões em contas bancárias de investigados e empresas vinculadas ao grupo, além do sequestro de bens, incluindo imóveis de alto padrão e veículos de luxo.
Um dos investigados foi autuado em flagrante por posse de arma de fogo sem registro.
Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro, sem prejuízo de outros delitos eventualmente identificados no curso das investigações.
A operação contou com o apoio da Polícia Federal do Espírito Santo e de Santa Catarina, da Polícia Civil do Ceará, além da Força Estadual Integrada de Segurança Pública (FEISP) e do Corpo de Bombeiros do Maranhão.
A FICCO/MA é composta pela Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar e pelo Centro de Inteligência de Segurança Pública da Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão.
O Ministério da Defesa publica, na edição desta quarta-feira (18) do Diário Oficial da União, portaria que fixa reserva de vagas a pessoas negras, indígenas e quilombolas em concursos para escolas de formação de militares e nos processos seletivos simplificados para prestação do serviço militar temporário de voluntários.
A Portaria GM-MD nº 1.286/2026 determina os seguintes percentuais de vagas:
De acordo com o texto, na hipótese de não haver candidatos quilombolas em número suficiente, as vagas remanescentes serão revertidas para as pessoas indígenas e vice-versa.
A autodeclaração dos candidatos será confirmada mediante confirmação de dados complementares.
No caso de indígenas, poderão ser exigidos, de acordo como edital, comprovantes de habitação em comunidades indígenas; documentos expedidos por escolas indígenas, por órgãos de saúde indígena ou ainda pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).
Em relação aos quilombolas, é preciso apresentar declaração que comprove o pertencimento étnico do candidato, assinada por três lideranças ligadas à associação da comunidade, além de certificação da Fundação Cultural Palmares que reconheça como quilombola tal comunidade.
Recursos
Segundo a portaria, os editais dos concursos deverão prever a criação de comissões recursais.
Esses grupos serão formados por três integrantes distintos dos membros da comissão de confirmação complementar à autodeclaração.
Serão consideradas nas decisões
O relatório Níveis e Tendências da Mortalidade Infantil, divulgado nesta terça-feira (17) pelas Nações Unidas, aponta que o Brasil alcançou as menores taxas de mortalidade neonatal e em crianças abaixo dos cinco anos dos últimos 34 anos.
Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), um conjunto de políticas adotadas pelo país têm diminuído as mortes preveníveis de crianças, em consonância com a tendência global.
Em 1990, a cada mil crianças nascidas, 25 morriam ainda recém-nascidas, antes de completar 28 dias de vida. Em 2024, o número caiu para sete a cada mil. A redução foi de 72% na mortalidade neonatal em três décadas.
O mesmo aconteceu com a probabilidade de morrer antes dos cinco anos de idade. No Brasil, em 1990, a cada mil crianças que nasciam, 63 faleciam antes do quinto aniversário. Nos anos 2000, a taxa caiu para 34 a cada mil e, em 2024, chegou a 14,2 mortes.
Entre as políticas públicas citadas para este resultado, está o Programa Saúde da Família, o Programa de Agentes Comunitários de Saúde, a Política Nacional de Atenção Básica e a expansão da rede pública de saúde. Juntas, essas iniciativas que ajudaram a promover a saúde de mães, bebês e crianças desde os anos 1990 e foram operacionalizadas com o apoio da sociedade brasileira e de organizações internacionais, como o próprio Unicef.
“Estamos falando de milhares de bebês e crianças que não sobreviveriam, e hoje podem crescer, se desenvolver com saúde e chegar até a vida adulta”, explica Luciana Phebo, chefe de Saúde e Nutrição do Unicef no Brasil.
“E essa mudança foi possível porque o Brasil escolheu investir em políticas que funcionam, como a vacinação e o incentivo à amamentação. Agora, precisamos voltar a acelerar esses esforços, mantendo e ampliando os avanços históricos das últimas décadas e alcançando aqueles nos quais essas políticas ainda não chegam como deveriam”, enfatiza.
Apesar dos avanços, o Brasil também viu uma desaceleração na queda da mortalidade de crianças na última década, em linha com a tendência global.
Entre 2000 e 2009, por exemplo, o país diminuía a mortalidade de recém-nascidos em 4,9%, todos os anos. Já entre 2010 e 2024, a redução passou a ser de 3,16% ao ano.
O levantamento mostra que as mortes de crianças menores de cinco anos no mundo caíram em mais da metade, globalmente, desde 2000, mas desde 2015, há pouco mais de uma década, o ritmo de redução da mortalidade infantil desacelerou mais de 60%.
Adolescentes e jovens
O relatório da ONU sobre mortalidade também revela que aproximadamente 2,1 milhões de crianças, adolescentes e jovens entre cinco e 24 anos morreram em 2024 no planeta.
No Brasil, no mesmo ano, a violência foi responsável por quase metade (49%) das mortes de meninos de 15 a 19 anos, com doenças não transmissíveis ocupando o segundo lugar (18%). Acidentes de trânsito foram a terceira causa mais comum (14% das mortes).
Entre meninas na mesma faixa etária, doenças não transmissíveis foram a principal causa de morte (37%), seguidas por doenças transmissíveis (17%), pela violência (12%) e pelo suicídio (10%).
Recomendações
Citando apontamentos do relatório, o Unicef reforça que as evidências mostram que investimentos em saúde infantil estão entre as medidas de desenvolvimento com melhor custo efetivo.
Intervenções comprovadas e de baixo custo, como vacinas, tratamento da desnutrição e profissionais de saúde qualificados na gestação, parto e pós-parto, dão alguns dos maiores retornos em saúde global, aumentando a produtividade, fortalecendo economias e reduzindo gastos públicos futuros.
Cada US$ 1 investido na sobrevivência infantil pode gerar até US$ 20 em benefícios sociais e econômicos, aponta a entidade.
O relatório global foi feito pelo Grupo Interagencial das Organizações Nações Unidas (ONU) para Estimativas de Mortalidade Infantil (UN IGME), em parceria com Banco Mundial, Organização Mundial da Saúde (ONU) e Departamento Assuntos Econômicos e Sociais (Desa/ONU).