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Apresentação: Celso Seixas
Edição: Leônidas Costa 11hs
20/11/2017
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Apresentação: Ronald Pimenta
Edição: Leônidas Costa 10:30hs
20/11/2017
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Apresentação: Ronald Pimenta
Edição: Leônidas Costa 09:30hs
03/11/2017
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Apresentação: Ronald Pimenta
Edição: Leônidas Costa 08:30hs
20/11/2017
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Apresentação: Gracy Rabelo
Edição: Leônidas Costa 22:30hs
17/11/2017
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Apresentação: Gracy Rabelo
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17/11/2017
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Apresentação: Gracy Rabelo
Edição: Clayton Collins 20:30hs
17/11/2017
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Apresentação: Edvaldo Oliveira
Edição: Leônidas Costa 17:30hs
17/11/2017
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Apresentação: Edvaldo Oliveira
Edição: Leônidas Costa 16:30hs
17/11/2017
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Apresentação: Edvaldo Oliveira
Edição: Leônidas Costa 15:30hs
17/11/2017
Apesar da enorme expectativa e de uma campanha internacional aclamada, o filme brasileiro O Agente Secreto encerrou sua participação na cerimônia do Oscar 2026, na noite deste domingo (15), sem estatuetas.
O longa dirigido por Kleber Mendonça Filho concorria em quatro categorias: Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator (Wagner Moura) e Melhor Direção de Elenco (categoria que estreou nesta edição).
Na categoria Melhor Filme Internacional, o representante brasileiro foi superado pelo norueguês Valor Sentimental (Sentimental Value), dirigido por Joachim Trier.
Na categoria de Melhor Ator, Wagner Moura, que foi ovacionado pela crítica por seu papel como professor Marcelo, viu a estatueta ir para as mãos de Michael B. Jordan, pelo terror gótico Pecadores (Sinners), de Ryan Coogler.
Já em Melhor Direção de Elenco, o troféu ficou com Uma Batalha Após a Outra, de Paul Thomas Anderson, que também levou o prêmio principal de Melhor Filme.
Antes da cerimônia do Oscar, O Agente Secreto já havia consolidado sua relevância internacional no Globo de Ouro.
A produção brasileira venceu na categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira, enquanto Wagner Moura conquistou o troféu de Melhor Ator em Filme de Drama.
O brasileiro Adolpho Veloso, que concorreu a Melhor Fotografia, no filme Sonhos de Trem (Train Dreams), um drama dos EUA, também não conquistou a estatueta.
Vencedores do Oscar
Melhor filme
Bugonia’
F1: O filme’
Frankenstein’
Hamnet: A vida antes de Hamlet’
Marty Supreme’
Uma batalha após a outra’ (VENCEDOR)
O agente secreto’
Valor sentimental’
Pecadores’
Sonhos de trem’
Atriz
Jessie Buckley, ‘Hamnet: A vida antes de Hamlet’ (VENCEDORA)
Rose Byrne, ‘Se eu tivesse pernas, eu te chutaria’
Kate Hudson, ‘Song Sung Blue – Um sonho a dois’
Renate Reinsve, ‘Valor sentimental’
Emma Stone, ‘Bugonia’
Ator
Timothée Chalamet, ‘Marty Supreme’
Leonardo DiCaprio, ‘Uma batalha após a outra’
Ethan Hawke, ‘Blue Moon’
Michael B. Jordan, ‘Pecadores’ (VENCEDOR)
Wagner Moura, ‘O agente secreto’
Direção
Chloé Zhao, ‘Hamnet: A vida antes de Hamlet’
Josh Safdie, ‘Marty Supreme’
Paul Thomas Anderson, ‘Uma batalha após a outra’ (VENCEDOR)
Joachim Trier, ‘Valor sentimental’
Ryan Coogler, ‘Pecadores’
Canção original
‘Dear Me’, de ‘Diane Warren: Relentless’
‘Golden’, de ‘Guerreiras do K-Pop’ (VENCEDORA)
‘I Lied to You’, de ‘Pecadores’
‘Sweet Dreams of Joy’, de ‘Viva Verdi!’
‘Train Dreams’, de ‘Sonhos de trem’
Filme internacional
‘Foi apenas um acidente’ – França
‘O agente secreto’ – Brasil
‘Valor sentimental’ – Noruega (VENCEDOR)
‘A voz de Hind Rajab’ – Tunísia
‘Sirât’ – Espanha
Fotografia
‘Pecadores’ (VENCEDOR)
‘Uma batalha após a outra’
‘Sonhos de trem’
‘Frankenstein’
‘Marty Supreme’
Montagem
‘F1: O filme’
‘Marty Supreme’
‘Uma batalha após a outra’ (VENCEDOR)
‘Valor sentimental’
‘Pecadores’
Som
‘F1: O filme’ (VENCEDOR)
‘Frankenstein’
‘Uma batalha após a outra’
‘Pecadores’
‘Sirât’
Trilha sonora original
‘Bugonia’
‘Frankenstein’
‘Hamnet: A vida antes de Hamlet’
‘Uma batalha após a outra’
‘Pecadores’ (VENCEDOR)
Documentário
‘Alabama: Presos do sistema’
‘Embaixo da luz de neon’
‘Rompendo rochas’
‘Um Zé Ninguém contra Putin’ (VENCEDOR)
‘A vizinha perfeita’
Documentário em curta-metragem
‘Quartos vazios’ (VENCEDOR)
‘Armado com uma câmera: Vida e morte de Brent Renaud’
‘Children No More: Were and Are Gone’
‘O Diabo não tem descanso’
‘Perfectly a Strangeness’
O Consórcio Interestadual da Amazônia Legal realizará, nesta segunda (16) e terça-feira (17), o 29º Fórum de Governadores, no Hotel Blue Tree Premium e Palácio dos Leões, em São Luís.
O evento marcará a posse do governador do Maranhão, Carlos Brandão, na presidência do consórcio para o ano de 2026, substituindo o governador do Pará, Helder Barbalho.
A cerimônia de posse do novo presidente ocorre nesta segunda-feira (16), às 19h, no Hotel Blue Tree Premium, após um dia de reuniões técnicas das câmaras setoriais do Consórcio (Agricultura, Governança Fundiária, Segurança Pública, Planejamento, Meio Ambiente e Povos Indígenas).
O momento simboliza a união de um bloco que, há quase 7 anos, atua de forma coordenada para captar recursos e alterar legislações que reconheçam o chamado “custo amazônico”.
Durante o evento, os governadores celebrarão novas assinaturas de acordos estratégicos. Haverá homenagens a embaixadores pelo apoio contínuo aos projetos da região.
Na terça-feira (17), o Fórum será marcado pela Reunião Governamental e Assembleia de Governadores, momento de grande visibilidade, quando o Consórcio apresentará políticas para o futuro da região.
No encerramento da Reunião Governamental, os chefes de estado farão a leitura e assinatura da Carta de São Luís, documento manifesto que pautará as ações unificadas dos nove estados ao longo de 2026.
Anúncios oficiais previstos no fórum
* Carlos Brandão
Desde que comecei a percorrer o Maranhão inteiro – e já se vão quase quarenta anos –, tento compreender o tamanho real do território que ocupamos. Uma imensidão dentro de uma região única no mundo: a Amazônia Legal.
E, hoje, a certeza é a de que seu tamanho real vai muito além de seus limites de fronteira. Aí, uma pergunta simples se impõe: quando o mundo olha para essa imensidão verde, será que consegue enxergar quem vive dentro dela? Porque, para quem mora aqui, a Amazônia nunca foi apenas paisagem. É casa. Para cerca de 28 milhões de brasileiros, é o lugar onde o dia começa cedo, onde acordam para estudar, trabalhar, criar seus filhos, empreender, enfrentar as dificuldades do cotidiano.
No fim das contas, são pessoas que querem o mesmo que qualquer outra de qualquer outro lugar: tranquilidade, oportunidade e dignidade. A diferença é que vivem em uma região que o mundo inteiro observa – embora nem sempre compreenda de verdade. Sou um homem de estrada, de longas caminhadas e que sempre atuou – politicamente falando – ouvindo, conversando com as pessoas, vivendo cada canto de meu estado.
E, ao longo dessas conversas pelo interior do Maranhão, entendi que não existe futuro para a Amazônia se a discussão se limitar apenas à preservação ambiental. Preservar é essencial, isso não se discute. Mas não basta.
Não faz sentido falar em proteger a floresta sem considerar, ao mesmo tempo, em criar oportunidades para quem vive nela. Não adianta defender a natureza se a população continua sem perspectivas.
Nesta segunda (16), o Maranhão assume a presidência do Consórcio Amazônia Legal, que reúne os nove estados da região, com a missão de liderar a ampliação do protagonismo da Amazônia.
E assumir essa função exige, antes de tudo, disposição para ouvir os outros governadores, especialistas e, principalmente, quem vive na região. Significa compartilhar experiências, reconhecer acertos e aprender com as soluções que cada estado vem construindo.
Infelizmente, quase 40% da nossa gente, na Amazônia Legal, ainda vive com o básico faltando. Metade dos trabalhadores está na informalidade. É gente que acorda todo dia sem saber se o que virá no final do mês vai dar para pagar o leite, o remédio, o gás. Isso não é estatística, é vida real. É o retrato de uma floresta gigante que, para muita gente que mora nela, ainda não virou oportunidade de verdade.
Mas pode virar.
Por isso, ao assumir a liderança do Consórcio, trazemos como propostas três caminhos para começar essa virada. O primeiro é discutir e investir na regularização fundiária. É quando uma família deixa de ser invisível. É quando a mulher do campo, que sempre trabalhou a terra dos outros, pode finalmente dizer “isso aqui é meu”. Aí o conflito diminui, a produção se organiza.
No Maranhão, a gente começou esse movimento com o programa Paz no Campo, que já entregou mais de 35 mil títulos de terra nos últimos três anos. Também com o programa Terras para Elas, feito de mãos dadas com organismos internacionais. O que estamos conseguindo aqui podemos ampliar para toda a Amazônia Legal.
A segunda frente envolve a bioeconomia. A floresta em pé precisa gerar renda para quem vive nela. Isso significa transformar biodiversidade em conhecimento, inovação, novos produtos e novos mercados. Com planejamento e cooperação entre os estados, a bioeconomia pode se tornar uma das bases mais sólidas do desenvolvimento amazônico nas próximas décadas.
O terceiro caminho é o turismo sustentável, porque a Amazônia não tem só floresta: tem rios gigantescos, grande diversidade de fauna e flora, uma culinária única, uma cultura popular encantadora e um povo especialmente acolhedor. Integrar esse potencial em rotas turísticas estruturadas pode gerar empregos, renda e novas oportunidades para milhares de famílias da região.
No fundo, todas essas iniciativas apontam para a mesma direção: a Amazônia não quer isolamento. Quer parceria. Quer diálogo. Quer ser vista com respeito e compreendida em toda a sua complexidade.
Preservar a floresta é indispensável. Mas preservar também significa acreditar que as pessoas que vivem nela tenham condições de prosperar.
A Amazônia continuará sendo uma das maiores riquezas ambientais do planeta. E, como já disse antes, isso ninguém discute. Mas ela também pode se tornar um exemplo para o mundo de que é possível proteger a natureza enquanto se constrói desenvolvimento, inclusão e prosperidade.
Esse é o desafio que está diante de nós.
E é com essa responsabilidade que abraçamos a missão de presidir o Consórcio Amazônia Legal. Não apenas para cuidar da Amazônia, mas para garantir que o futuro dessa região também represente um futuro digno para o seu povo.
* Governador do Maranhão