O Tem Samba do Professor acontece no próximo domingo (31), a partir das 16h, no Convento das Mercês, em São Luís. O evento nasce da união entre os projetos Tem Samba, da AP Group, e Samba do Professor, criado pelo professor e músico Wesley Sousa, em uma edição que reúne samba, solidariedade e ocupação cultural do centro histórico.
Com entrada solidária de 1 kg de alimento não perecível, toda a arrecadação será destinada a instituições sociais ligadas à educação e ações comunitárias.
“Mais do que garantir a entrada no evento, esse alimento representa ajuda real para pessoas e projetos que precisam desse apoio. A gente acredita no samba também como ferramenta de transformação social e cuidado coletivo”, destaca Wesley Sousa.
A proposta da parceria, segundo Ana Paula, da Apgroup, surgiu justamente da conexão entre os dois projetos. “O Tem Samba e o Samba do Professor já tinham essa preocupação com cultura, encontro e solidariedade. Então essa edição vem muito desse desejo de somar forças e fazer algo ainda maior para o público e para quem será beneficiado pelas doações”, afirma.
A programação reúne Raiz Tribal, Lidha Penha, Sol Maranhão, Luzian Filho, grupo Argumento e a cantora carioca Ju Diniz, que se apresenta pela primeira vez em São Luís. Com raízes ligadas à tradição do samba, neta de Monarco, filha de Mauro Diniz e afilhada de Zeca Pagodinho, a artista chega à capital maranhense trazendo um repertório que passeia entre clássicos do gênero e novas influências da música popular brasileira.
PROGRAMAÇÃO
16h – DJ
17h – Raiz Tribal + Lidha Penha
19h – DJ
19h – Argumento + Sol Maranhão
20h30 – Argumento convida Ju Diniz
22h30 – DJ
23h – Encerramento
O Plenário do Senado aprovou, na terça-feira (26), o projeto de lei (PL) que amplia de seis meses para um ano o prazo para que mulheres vítimas de violência doméstica e familiar possam prestar queixa ou fazer representação contra o agressor.
O PL segue, agora, para sanção do presidente da República, Luiz Inácio da Silva.
A proposta altera dispositivos do Código Penal, da Lei Maria da Penha e do Código de Processo Penal. Hoje, a legislação prevê que a vítima perde o direito de queixa ou de representação após seis meses.
De autoria da deputada federal Laura Carneiro (PSD-RJ), o texto recebeu pareceres favoráveis em três comissões do Senado: Segurança Pública, Direitos Humanos e Constituição e Justiça.
Na CCJ, a relatora, senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO), afirmou que muitas vítimas convivem com o agressor, mantêm vínculos afetivos ou dependem economicamente dele, o que pode exigir mais tempo para a decisão de denunciar.
No relatório, a senadora diz que a mulher pode precisar de um prazo maior de reflexão para exercer o direito de queixa ou representação, a fim de vencer o medo, a vergonha, o trauma e até eventual sentimento que ainda nutra pelo agressor.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do Ozivy, medicamento à base de semaglutida fabricado pela EMS. A decisão marca a primeira aprovação de um concorrente nacional da substância após o fim da patente da Novo Nordisk no Brasil.
A semaglutida é o princípio ativo dos medicamentos Ozempic, indicado para diabetes tipo 2, e Wegovy, aprovado para tratamento da obesidade.
Desde a queda da patente, em março deste ano, diversas farmacêuticas passaram a disputar espaço em um mercado que movimenta bilhões de reais e transformou as chamadas “canetas emagrecedoras” em um dos produtos mais procurados da indústria farmacêutica.
Apesar do registro da Anvisa, o Ozivy ainda não tem data de lançamento divulgada. Antes de chegar às farmácias, a EMS precisa concluir etapas comerciais e logísticas, como definição de preço, produção dos primeiros lotes e distribuição para o varejo farmacêutico.
A empresa ainda precisará concluir etapas comerciais e de distribuição antes de disponibilizar o medicamento nas farmácias.
Preço pode cair?
A entrada de concorrentes tende a aumentar a competição em um mercado que, até março deste ano, era exclusivo da Novo Nordisk. Com mais fabricantes disputando espaço, a expectativa é de que os preços diminuam gradualmente ao longo dos próximos anos.
Isso porque a semaglutida não tem versões genéricas tradicionais. Por se tratar de uma molécula complexa, os novos produtos precisam seguir caminhos regulatórios próprios e demonstrar qualidade, eficácia e segurança.
Registo
O Ozivy foi registrado como um “medicamento novo” por uma modalidade chamada desenvolvimento abreviado, utilizada para produtos que se baseiam em substâncias já conhecidas, mas que ainda precisam demonstrar qualidade, segurança e eficácia perante a agência reguladora.
A aprovação ocorre após meses de análise da Anvisa. Até então, nenhum produto baseado em semaglutida havia conseguido autorização para chegar ao mercado desde a expiração da patente. Em abril, a agência chegou a negar alguns pedidos por falhas na documentação e na comprovação de requisitos técnicos.
Segundo a publicação oficial, o Ozivy foi aprovado em apresentações de solução injetável para aplicação subcutânea, com diferentes volumes e acompanhadas de canetas aplicadoras e agulhas.
O que foi aprovado
Segundo a resolução publicada pela Anvisa, o Ozivy recebeu registro válido até junho de 2036 e foi aprovado nas seguintes apresentações: