A cidade de Imperatriz será palco de uma semana inteira de atividades científicas que tem início nesta segunda-feira (16). Em sua 20ª edição, a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) vai reunir professores, pesquisadores, cientistas, estudantes e interessados na pesquisa científica, para debater o tema “Ciências básicas para o desenvolvimento sustentável” e apresentar o que é produzido no Maranhão na área de ciência, tecnologia e inovação (CT&I).
A SNCT é uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e, no Maranhão, é coordenado pelo Governo do Estado. O evento acontecerá até o dia 20 de outubro, no Centro de Convenções de Imperatriz, Rua Hermes da Fonseca, em Imperatriz, transformando a cidade tocantina na capital da ciência.
Durante o evento, os participantes terão oportunidade de explorar exposições interativas, palestras informativas e demonstrações práticas de experimentos científicos. Além disso, haverá sessões de debates e discussões sobre tópicos atuais e relevantes no mundo da ciência, abrindo espaço para a interação entre a comunidade acadêmica e o público em geral.
No estande da Fapema, a agenda contempla mostra do Programa de Qualificação para Exportação (Peiex); exposição e sorteio de livros apoiados pela fundação; case de sucesso com apresentação de vídeos de projetos apoiados pela fundação – que permanecem durante os dias de evento, além da apresentação de projetos e pesquisas. A programação estará disponível sempre pela manhã, das 9h às 12h30, e à tarde, das 14h às 19 horas.
Celebrado em diversas partes do mundo no dia 16 de outubro, o Dia Mundial da Alimentação tem o objetivo de gerar reflexões sobre a importância dos alimentos e também fazer um apelo para garantir a segurança alimentar e nutricional em todo o mundo, o que envolve uma alimentação saudável, acessível e de qualidade. No Maranhão, o Governo do Estado instituiu a Semana Estadual da Alimentação com base na Lei n° 9737, de 19 de dezembro de 2012, e por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social (Sedes), realizará nos período de 16 a 20 de outubro, no auditório principal do Palácio Henrique de La Rocque, em São Luís, a Semana Mundial da Alimentação.
A Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional do Maranhão (Caisan-MA), com o apoio do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional do Maranhão (Consea-MA), promove anualmente manifestações em celebração a esta data com o objetivo de informar a importância das temáticas da alimentação e nutrição.
Em 2023, a data discute a importância da água como base da vida e da alimentação, buscando sensibilizar o mundo inteiro para a importância de gerir a água de forma responsável, uma vez que a disponibilidade deste recurso está ameaçada pelo rápido crescimento da população pela urbanização, pelo desenvolvimento econômico e pelas alterações climáticas.
Além de São Luís, a programação será estendida em vários municípios do nosso estado, com palestras sobre a temática, seminário, panfletagens, roda de conversa, oficina e caminhadas.
A 16ª edição da Feira do Livro de São Luís (FeliS), iniciada sexta-feira (13), segue até o próximo domingo (22), na Praça Maria Aragão, área central da capital maranhense. A realização é da Prefeitura de São Luís e parceiros, como a Associação dos Livreiros do Maranhão (ALEM) e o Serviço Social do Comércio (SESC).
O evento, neste ano, homenageia o bicentenário do poeta Gonçalves Dias.
São 54 stands, entre livreiros e sebos, quatro espaços infantis e espaços para lançamentos de livros. Em média, a FeliS recebe, por edição, cerca de 150 mil visitantes e tem como público-alvo estudantes de escolas da rede pública e privada, assim como universitários, educadores, artistas, escritores e sociedade em geral.
Uma novidade, este ano, é a projeção de vídeo mapping na estátua de Gonçalves Dias, situada na praça que leva seu nome do poeta e fica próxima à Praça Maria Aragão.
Entre os convidados ilustres, o escritor cubano Marcial Gala, autor do aclamado romance A Catedral Negra.
Foto: Arquivo Semed
Abaixo matéria de Noel Soares
O governador Carlos Brandão participou, no último fim de semana, da entrega de Complexo Esportivo do Povoado Matinha, no município de Alto Alegre do Maranhão.
A iniciativa teve o objetivo de incentivar a prática esportiva, promover maior qualidade de vida aos alto-alegrenses, além de criar oportunidades para a descoberta de novos talentos locais.
A prefeita de Alto Alegre do Maranhão, Nilsilene do Liorne, destacou que a construção do complexo veio para suprir a carência da comunidade em espaços esportivos e de lazer.
Terminal rodoviário
No município, Brandão vistoriou as obras do terminal rodoviário do município e destacou o compromisso do Governo do Maranhão com o desenvolvimento e o bem-estar da população de Alto Alegre do Maranhão.
Abaixo matéria de Daniel Amorim
Começou no (15) a 54ª Festa da Juçara, no bairro Maracanã, zona rural de São Luís. O evento é uma das atividades mais tradicionais do Maranhão, sendo reconhecido por manter viva a inconfundível expressão popular da cultura e da culinária da região. Nesta edição, que vai ser realizada até o dia 5 de novembro, a Festa da Juçara conta com 49 barracas, com expectativa de que pelo menos 8 mil pessoas passem pelo Parque da Juçara, nos dias de domingo, quando acontecem as apresentações culturais. A arena principal estará aberta ao público das 12h às 20h, e a praça da alimentação das 17h30 às 23h.
Para o secretário de Estado da Cultura, Yuri Arruda, a Festa reúne gastronomia, artesanato, ecologia e cultura, em um local aprazível e acolhedor. “São mais de 50 anos de uma tradição que só se solidifica. A Festa da Juçara já faz parte do calendário do maranhense e reúne vários atrativos em um evento só. Temos certeza que será mais uma temporada de sucesso”, disse o secretário de Cultura.
Durante o evento, o litro da juçara será vendido a:
Ouça mais detalhes na reportagem de Quecia Carvalho:
Na última quarta (11) foi realizada a primeira fiscalização de operação offshore, na área de fundeio do Complexo Portuário do Itaqui, em uma cooperação inédita com a Capitania dos Portos do Maranhão (CPMA), Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), Polícia Federal, Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
A diligência, com o apoio da aeronave de suporte operacional, sob gestão da autoridade portuária do Porto do Itaqui, foi realizada com o objetivo de verificar a possível prática de operação não autorizada de abastecimento de navios na área regulamentada pela Marinha para fundeação.
A ação foi comandada pela Marinha do Brasil, autoridade marítima responsável por emitir autorização para esse tipo de atividade. A operação foi avaliada como um sucesso pelas equipes dos órgãos envolvidos, principalmente pela utilização da única aeronave capaz de realizar voos offshore disponível no Maranhão. As condições observadas, durante o sobrevoo, foram registradas pelos órgãos ambientais, pela Polícia Federal e Capitania dos Portos e deverão ser estudadas e avaliadas a partir de agora.
Como resultado do trabalho, o capitão informou, por meio de ofício divulgado no último dia 11, que está proibida a realização de operação de bunkering (abastecimento) na Baía de São Marcos, dentro ou fora das áreas de fundeio, até que seja proferida autorização por parte da Capitania dos Portos do Maranhão.
O Maranhão está comprometido em preservar o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses. Vários segmentos da sociedade estão envolvidos com esta proposta.
A Lei nº 434/2023, de Proteção Ambiental da Região dos Lençóis Maranhenses, que foi sancionada, na quinta-feira (12), pelo governador Carlos Brandão, e que determina a proibição de plantações de larga escala nos municípios que integram o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, representou um avanço na defesa de um dos mais belos espaços naturais do mundo. Dispõe sobre a preservação e proteção ambiental da região dos Lençóis Maranhenses, visando conter a abertura de novas lavouras destinadas ao cultivo de monoculturas na região.
A autoria da lei é da deputada e presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão (Alema), Iracema Vale. “Essa lei é um exercício de boa política em defesa do parque” afirmou a parlamentar.
Em solenidade, realizada no município de Barreirinhas, Carlos Brandão informou que esse compromisso tem o apoio do Governo Federal, por meio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
“Agora, cabe a nós ajustar essa lei estadual à legislação federal, para que a gente possa desenvolver juntos ações de desenvolvimento e de preservação deste patrimônio natural importantíssimo, não só para o Maranhão, mas para todo o mundo”, afirmou Carlos Brandão.
Patrimônio Natural
Em breve, o parque ganhará o status de Patrimônio Natural da Humanidade. O Governo do Maranhão já recebeu a carta da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) confirmando que o parque cumpriu as exigências técnicas para concorrer ao título de Patrimônio Natural da Humanidade.
Agricultura tradicional preservada
A Lei de Proteção Ambiental da Região dos Lençóis Maranhenses foi aprovada em sessão plenária da Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema), realizada em setembro deste ano, e tem como ênfase a contenção do avanço de monoculturas, como as plantações de eucalipto e soja, visando a salvaguarda da fauna, flora e recursos hídricos da região dos Lençóis.
O Maranhão de oportunidades continua dando grandes passos, fruto de um trabalho intenso e incansável, que iniciamos há algum tempo, em busca de investidores que acreditem em um estado que oferece, acima de tudo, segurança política e jurídica para as suas operações.
Esta semana, conseguimos concretizar negociações que duraram um ano e que se materializaram no lançamento da pedra fundamental de uma planta industrial de grande porte, em Balsas. Com a chegada da Inpasa, maior fornecedora de etanol do país, consolidamos o processo de desenvolvimento que tanto planejamos. A indústria de etanol, proteína e óleo de milho, que começa a ser instalada no sul do estado, é a sexta do grupo – quinta no Brasil – e chega investindo R$ 2,5 bilhões.
Teremos aqui uma empresa que, em 2022, foi responsável pela distribuição de 1 bilhão e 670 milhões de litros de etanol. Uma grande força que vai gerar 2.500 empregos só na construção de sua planta. Quando estiver pronta, serão 500 empregos diretos, podendo alcançar 2.000 empregos indiretos, que vão dar novos números à economia de uma região que segue crescendo. A cidade de Balsas, um grande centro regional, é considerada uma das maiores produtoras de grãos do Matopiba (que abrange áreas dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).
E matéria-prima também não faltará. A produção de milho e soja, no estado, deverá crescer 3,7% e 5,5%, em relação ao ano passado. E a Inpasa chega exatamente no momento em que nosso Porto do Itaqui registra um novo recorde mensal de movimentação de milho, atingindo 1,4 milhão de toneladas em setembro, o que supera o recorde anterior de 1,3 milhão de toneladas de setembro de 2022.
Durante o lançamento da obra, a presença do nosso amigo e vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, trouxe a palavra de incentivo do presidente Lula e reforçou a ideia de que a instalação da Inpasa alavanca a economia, gera empregos, impulsiona o desenvolvimento. O grupo foi um dos primeiros a produzir etanol de milho em grande escala no Brasil, sendo hoje o maior produtor de energias limpas e renováveis da América Latina. No Maranhão, serão um milhão de toneladas de cereais processados para uma produção de 460 milhões de litros de etanol, 230 mil toneladas de DDGS, 23 mil toneladas de OIL Premium e 200 GWH/ano de energia elétrica.
O representante da empresa se mostrou outro grande entusiasta do empreendimento, ressaltando o potencial do Maranhão como um estado verde, que investe na bioeconomia. Suas palavras continuam ecoando, principalmente quando reafirmou que a proposta da Inpasa é transformar a economia local e abrir portas para um Maranhão com um futuro mais verde e próspero. Acreditamos nisso tanto quanto eles demonstram que acreditam no Maranhão e em sua gente.
Aliás, todos os dados são muito bons e importantes para o futuro da região. Mas nenhum é mais significativo do que aquele que se refere a gerar empregos. E queremos que os maranhenses continuem participando deste processo intensamente. Tanto que, em parceria com o Sistema S – incluindo o Sebrae -, Uema, Iema, Ufma, Fiema e outras instituições, vamos seguir investido em capacitação de nossa mão de obra. Os maranhenses precisam se beneficiar com tantos empregos que serão gerados, tanto na indústria como em seu entorno, com diversas empresas satélites agregadas a esse grande empreendimento. Este é o nosso maior compromisso.
Carlos Brandão
Governador do Maranhão
De 2020 a setembro de 2023, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) registrou 923.494 atendimentos no Hospital da Criança de Colinas. Com três anos de funcionamento, a unidade reforça a assistência materno-infantil da região do Médio Sertão Maranhense, que abrange 15 cidades.
O Hospital da Criança de Colinas foi inaugurado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) no dia 28 de setembro de 2020. Para a diretora administrativa Micaelle Goiabeira, a história da unidade de saúde é feita sobretudo pelos profissionais que fazem o hospital funcionar diariamente. “É muita satisfação ver o rosto de muitos profissionais que trabalham juntos aqui desde o começo. Recebemos a estrutura física na inauguração e fomos passo a passo construindo protocolos, organizando a estrutura clínica de forma a tornar o hospital ser considerado uma potência na saúde do Estado”, pontuou.
O Hospital da Criança de Colinas dispõe de 30 leitos de enfermaria, dentre eles dois leitos de semi-intensiva e serviços de pronto atendimento pediátrico, consultórios clínicos para atendimento ambulatorial pediátrico e suporte para realização de cirurgias pediátricas. A unidade de saúde mantém equipe multiprofissional completa, sala para procedimentos e estabilização que garantem assistência imediata às crianças em situação de urgência e emergência. Outros serviços extras oferecidos são as avaliações e cirurgias ginecológicas, exames de imagem (raio-x e tomografia) e análises clínicas.
Tailane Oliveira, de 24 anos, levou o filho Heitor Lemos, de 10 meses para consultar no hospital e foi atendida pelo Francisco Alan na triagem. É a segunda vez que ela recorre a unidade de saúde para cuidar da saúde do filho. “Já vim trazer ele quando estava gripado, com febre, esses problemas de saúde que acontecem e hoje vim por outro motivo. É um benefício para a gente porque ajuda em tudo, somos bem atendidos”, finalizou.
Com apenas 19 anos de idade, o universitário maranhense Guilherme Sousa já possui em seu passaporte o carimbo de três países europeus e um da América do Norte. Em perfis nas redes sociais, o estudante exibe com orgulho fotos de suas viagens ao Canadá, França, Inglaterra e País de Gales.
A trajetória internacional de Guilherme começou em 2020, quando ele ainda era aluno do curso técnico em Meio Ambiente do Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (Iema). Naquele ano, ele foi um dos selecionados no edital Iema no Mundo, programa de internacionalização estudantil promovido pelo Governo do Maranhão desde 2016.
Por meio do Iema no Mundo, o universitário realizou o sonho de viajar ao Canadá, onde fez intercâmbio cultural por seis meses, com todas as despesas pagas.
“Viajei em 2020, e foi a minha primeira viagem internacional. Fui para o Canadá, fiz um semestre de High School [fase escolar compatível ao Ensino Médio brasileiro] na Nova Escócia. O Iema no Mundo surgiu como uma oportunidade de ter uma experiência no exterior. É um tipo de programa que está fora das nossas realidades financeiras”, conta Guilherme.
Após a experiência no Canadá, Guilherme pôde aperfeiçoar o domínio na língua inglesa e conquistou dois importantes êxitos em sua carreira escolar e profissional: ingressou na faculdade de Psicologia, e hoje trabalha como consultor de intercâmbio na Via Mundo, a mesma empresa de intercâmbio que concede as bolsas de estudo para os selecionados no Iema no Mundo.
“É uma ação do Estado que realmente muda a vida dos jovens, que dá possibilidades e acessos à educação e a experiências que não pertenciam àqueles que vêm de famílias mais humildes. O Iema no Mundo mudou a minha vida”, confessou Guilherme.
No final do mês passado, foi anunciado o retorno do Iema no Mundo, que esteve paralisado devido à pandemia de Covid-19. Nesta nova edição do programa, seis estudantes do instituto ganharão bolsas de estudos para participar das viagens, que terão duração de seis meses, para três diferentes destinos: Estados Unidos, Canadá e Colômbia.
A Polícia Federal (PF) faz uma operação, nesta quarta-feira (18), que reúne forças de segurança de 15 estados e tem como alvo o tráfico de drogas e armas, além da atuação de facções criminosas e crimes como lavagem de dinheiro.
Estão sendo cumpridos 180 mandados de busca e apreensão e 112 de prisão em Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Pará, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul e Sergipe.
A operação é realizada pelas Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs), que reúnem diferentes órgãos de segurança pública, como polícias civis, militares e penais, além da Polícia Rodoviária Federal e secretarias estaduais. A coordenação é da Polícia Federal.
Estão sendo cumpridos 30 mandados de busca e apreensão e 7 mandados de prisão temporária no Maranhão, Ceará e Espírito Santo e efetuados o bloqueio financeiro de R$ 297 milhões e sequestro de imóveis, veículos de luxo, maquinário pesado e arma de fogo.
Maranhão
Na Grande São Luís, no Maranhão, a investigação apura uma organização voltada ao tráfico de cocaína e crack em larga escala.
Estão sendo bloqueados cerca de R$ 300 milhões em bens e valores da organização.
A mesma organização também é suspeita de operar na lavagem de dinheiro por meio de empresas fantasmas e bens registrados em nome de terceiros
Operação conjunta
Como parte da ação da PF, a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Maranhão (FICCO/MA) deflagrou, nesta quarta-feira (18), a Operação Íctio, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa voltada ao tráfico de drogas em larga escala e à lavagem de capitais.
As investigações apontam que o grupo criminoso atua na distribuição de cocaína e crack em comunidades da Grande São Luís (MA). Os investigados utilizavam empresas de fachada, movimentações financeiras fracionadas e interpostas pessoas para ocultar e dissimular valores provenientes de atividades ilícitas.
Foram cumpridos quatro mandados de prisão temporária e 30 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Vara Especial Colegiada dos Crimes Organizados do Tribunal de Justiça do Maranhão, nos municípios de São Luís (MA), São José de Ribamar (MA), Paço do Lumiar (MA), Barreirinhas (MA), Juazeiro do Norte (CE), Vila Velha (ES) e Itapema (SC).
A Justiça determinou, ainda, o bloqueio de aproximadamente R$ 297 milhões em contas bancárias de investigados e empresas vinculadas ao grupo, além do sequestro de bens, incluindo imóveis de alto padrão e veículos de luxo.
Um dos investigados foi autuado em flagrante por posse de arma de fogo sem registro.
Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro, sem prejuízo de outros delitos eventualmente identificados no curso das investigações.
A operação contou com o apoio da Polícia Federal do Espírito Santo e de Santa Catarina, da Polícia Civil do Ceará, além da Força Estadual Integrada de Segurança Pública (FEISP) e do Corpo de Bombeiros do Maranhão.
A FICCO/MA é composta pela Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar e pelo Centro de Inteligência de Segurança Pública da Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão.
O Ministério da Defesa publica, na edição desta quarta-feira (18) do Diário Oficial da União, portaria que fixa reserva de vagas a pessoas negras, indígenas e quilombolas em concursos para escolas de formação de militares e nos processos seletivos simplificados para prestação do serviço militar temporário de voluntários.
A Portaria GM-MD nº 1.286/2026 determina os seguintes percentuais de vagas:
De acordo com o texto, na hipótese de não haver candidatos quilombolas em número suficiente, as vagas remanescentes serão revertidas para as pessoas indígenas e vice-versa.
A autodeclaração dos candidatos será confirmada mediante confirmação de dados complementares.
No caso de indígenas, poderão ser exigidos, de acordo como edital, comprovantes de habitação em comunidades indígenas; documentos expedidos por escolas indígenas, por órgãos de saúde indígena ou ainda pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).
Em relação aos quilombolas, é preciso apresentar declaração que comprove o pertencimento étnico do candidato, assinada por três lideranças ligadas à associação da comunidade, além de certificação da Fundação Cultural Palmares que reconheça como quilombola tal comunidade.
Recursos
Segundo a portaria, os editais dos concursos deverão prever a criação de comissões recursais.
Esses grupos serão formados por três integrantes distintos dos membros da comissão de confirmação complementar à autodeclaração.
Serão consideradas nas decisões
O relatório Níveis e Tendências da Mortalidade Infantil, divulgado nesta terça-feira (17) pelas Nações Unidas, aponta que o Brasil alcançou as menores taxas de mortalidade neonatal e em crianças abaixo dos cinco anos dos últimos 34 anos.
Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), um conjunto de políticas adotadas pelo país têm diminuído as mortes preveníveis de crianças, em consonância com a tendência global.
Em 1990, a cada mil crianças nascidas, 25 morriam ainda recém-nascidas, antes de completar 28 dias de vida. Em 2024, o número caiu para sete a cada mil. A redução foi de 72% na mortalidade neonatal em três décadas.
O mesmo aconteceu com a probabilidade de morrer antes dos cinco anos de idade. No Brasil, em 1990, a cada mil crianças que nasciam, 63 faleciam antes do quinto aniversário. Nos anos 2000, a taxa caiu para 34 a cada mil e, em 2024, chegou a 14,2 mortes.
Entre as políticas públicas citadas para este resultado, está o Programa Saúde da Família, o Programa de Agentes Comunitários de Saúde, a Política Nacional de Atenção Básica e a expansão da rede pública de saúde. Juntas, essas iniciativas que ajudaram a promover a saúde de mães, bebês e crianças desde os anos 1990 e foram operacionalizadas com o apoio da sociedade brasileira e de organizações internacionais, como o próprio Unicef.
“Estamos falando de milhares de bebês e crianças que não sobreviveriam, e hoje podem crescer, se desenvolver com saúde e chegar até a vida adulta”, explica Luciana Phebo, chefe de Saúde e Nutrição do Unicef no Brasil.
“E essa mudança foi possível porque o Brasil escolheu investir em políticas que funcionam, como a vacinação e o incentivo à amamentação. Agora, precisamos voltar a acelerar esses esforços, mantendo e ampliando os avanços históricos das últimas décadas e alcançando aqueles nos quais essas políticas ainda não chegam como deveriam”, enfatiza.
Apesar dos avanços, o Brasil também viu uma desaceleração na queda da mortalidade de crianças na última década, em linha com a tendência global.
Entre 2000 e 2009, por exemplo, o país diminuía a mortalidade de recém-nascidos em 4,9%, todos os anos. Já entre 2010 e 2024, a redução passou a ser de 3,16% ao ano.
O levantamento mostra que as mortes de crianças menores de cinco anos no mundo caíram em mais da metade, globalmente, desde 2000, mas desde 2015, há pouco mais de uma década, o ritmo de redução da mortalidade infantil desacelerou mais de 60%.
Adolescentes e jovens
O relatório da ONU sobre mortalidade também revela que aproximadamente 2,1 milhões de crianças, adolescentes e jovens entre cinco e 24 anos morreram em 2024 no planeta.
No Brasil, no mesmo ano, a violência foi responsável por quase metade (49%) das mortes de meninos de 15 a 19 anos, com doenças não transmissíveis ocupando o segundo lugar (18%). Acidentes de trânsito foram a terceira causa mais comum (14% das mortes).
Entre meninas na mesma faixa etária, doenças não transmissíveis foram a principal causa de morte (37%), seguidas por doenças transmissíveis (17%), pela violência (12%) e pelo suicídio (10%).
Recomendações
Citando apontamentos do relatório, o Unicef reforça que as evidências mostram que investimentos em saúde infantil estão entre as medidas de desenvolvimento com melhor custo efetivo.
Intervenções comprovadas e de baixo custo, como vacinas, tratamento da desnutrição e profissionais de saúde qualificados na gestação, parto e pós-parto, dão alguns dos maiores retornos em saúde global, aumentando a produtividade, fortalecendo economias e reduzindo gastos públicos futuros.
Cada US$ 1 investido na sobrevivência infantil pode gerar até US$ 20 em benefícios sociais e econômicos, aponta a entidade.
O relatório global foi feito pelo Grupo Interagencial das Organizações Nações Unidas (ONU) para Estimativas de Mortalidade Infantil (UN IGME), em parceria com Banco Mundial, Organização Mundial da Saúde (ONU) e Departamento Assuntos Econômicos e Sociais (Desa/ONU).