A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), foragida da Justiça Brasileira, permanecerá presa na Itália enquanto aguarda uma nova decisão da Justiça Italiana no processo que julga sua extradição ao Brasil.
Nesta quarta-feira (27), Carla Zambelli compareceu a um tribunal de Roma, na Itália, para uma audiência dentro do processo em que a Justiça italiana analisa o pedido de extradição feito por autoridades brasileiras.
A defesa da deputada licenciada também solicitava que ela aguardasse pela decisão em liberdade.
Tribunal de Apelações, em Roma, não definiu uma decisão e Zambelli, portanto, seguirá presa enquanto aguarda o andamento do processo.
Carla Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão por invadir os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Dias após a condenação, ela deixou o Brasil, seguiu para os Estado Unidos da América (EUA) e, em seguida, para a Itália. Ela tem dupla cidadania: brasileira e italiana.
O ministro do STF Alexandre de Moraes expediu um mandado de prisão para a deputada, e ela foi então presa na Itália no fim de julho.
Agora, a Justiça italiana analisa um pedido de extradição de Zambelli par ao Brasil.
(Foto/Capa/captada da TV Globo): Carla Zambelli no tribunal, em Roma
O 20º Prêmio da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema), lançado nesta semana, tem premiações no valor de R$ 300 mil. O evento, é uma das maiores solenidades acadêmica do Maranhão, promovido pela Fapema.
A premiação tem como tema “Inovando o presente, construindo o futuro do Maranhão” e vai reconhecer 64 pesquisadores em 10 categorias. Outra novidade é o volume disponibilizado para as premiações – R$ 300 mil – o maior valor da história do evento.
As inscrições para o Prêmio Fapema 2025 começam na próxima sexta-feira (29) e seguem até 29 de setembro, exclusivamente pelo site: https://patronage.fapema.br/login
Os candidatos devem cumprir os critérios específicos por categoria, como vínculo institucional, cadastro atualizado na plataforma Patronage e no Lattes, além de comprovação de adimplência junto à Fapema. O edital já está disponível no site da Fapema: https://www.fapema.br/
O edital vem com 10 categorias, sendo duas novas possibilidades aos pesquisadores. Uma é a de Empreendedorismo, que pretende dar visibilidade a iniciativas inovadoras no estado; e a outra, Pesquisador Destaque Fapema 20 anos, destina-se a homenagear três nomes – entre professores da ativa e aposentados – que contribuíram com suas produções, ao longo das duas décadas da premiação.
O presidente da Fapema, Nordman Wall, destacou o compromisso do Governo do Maranhão com o avanço da ciência e tecnologia. “Este é um momento de celebração, mas também de projeção para o futuro. O governador Carlos Brandão acredita e investe na valorização da ciência como motor de transformação social. Este prêmio é prova disso”, afirmou.
Durante o lançamento, o diretor científico da Fapema, Cristiano Capovilla, apresentou os detalhes do edital e enfatizou os objetivos da premiação. “A ideia original do Prêmio Fapema sempre foi a valorização do pesquisador, dos cientistas, inventores, extensionistas. E agora, celebrando duas décadas, comprovando o reconhecimento e a valorização dos cientistas e da pesquisa”, frisou.
O reitor da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Fernando Carvalho, participou da cerimônia e ressaltou a importância do prêmio para a academia. “Esta premiação coloca o pesquisador em destaque e incentiva a valorização e o reconhecimento da pesquisa científica. Mostra que o Maranhão está presente e à frente no fazer ciência e pesquisa”, declarou.
A cerimônia contou com representantes de diversas instituições de governo e da pesquisa, como Trabalho e Renda (Setres), Igualdade Racial (Seir), Procuradora Geral do Estado (PGE), Caema, Fundação Escola de Governo do Maranhão (Fundação Egma) e Companhia Maranhense de Gás (Gasmar). Para Saulo Lima, secretário adjunto da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), o momento é de orgulho. “Para quem é professor, é uma honra e um orgulho ver esse incentivo à ciência sendo ampliado com tamanha qualidade e responsabilidade”, observou.
A reitora do Centro de Ensino Superior do Maranhão (Cest), Maria da Conceição Rolim, comemorou a iniciativa. “Isso nos estimula. Agradecemos esse apoio à pesquisa em nosso estado e estamos muito felizes em participar desta comemoração com a Fapema”, pontuou.
Reconhecimento
O edital premiará 64 iniciativas com troféu de reconhecimento, certificado de premiação e menção honrosa, além da premiação em dinheiro. Entre as categorias estão: Pesquisador Júnior, Jovem Cientista, Popvídeo Ciências, Dissertação de Mestrado, Tese de Doutorado (estudante e orientador), Pesquisador Sênior, Comunicação Científica (impresso, rádio e TV), Inovação Tecnológica, Empreendedorismo e Pesquisador Destaque Fapema 20 anos.
Uma novidade destacada é que a categoria Jovem Cientista agora também permite a inscrição de estudantes de mestrado e doutorado que estejam fora do Maranhão, ampliando o alcance do edital e valorizando a diáspora científica maranhense.
Para o vice-presidente da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), Josué Guimarães, a iniciativa contribui para o avanço da ciência. “Iniciativas como essa são importantes para manter o entusiasmo de quem está na base da ciência. Pesquisadores jovens precisam desse tipo de reconhecimento e apoio”, ressaltou.
Os mestrandos Alisson Rodrigues (Ufma) e Luma Sabbadini (Ceuma), que participaram do evento, destacaram a importância do prêmio como motivação e oportunidade. “Esse prêmio mostra que o nosso trabalho é visto e valorizado. É uma forma de dizer: ‘continuem, vocês são importantes’”, comentou Luma.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta quarta-feira (27), no Palácio do Planalto, em Brasília, o decreto que regulamenta a TV 3.0, a nova geração da tecnologia de televisão aberta e gratuita brasileira.
Haverá um cronograma de migração para a TV 3.0, que deve ser gradativo, começando pelas grandes cidades, como foi com a TV digital.
Mas, a previsão é que parte da população brasileira já consiga desfrutar da TV 3.0 durante as transmissões da Copa do Mundo de 2026.
TV 3.0
Em resumo, a TV 3.0 é o sinal de TV convencional com internet.
Segundo o Ministério das Comunicações, a tecnologia garante mais interatividade, qualidade de som, imagem superior e maior integração com a internet.
A TV 3.0 vai integrar os serviços de internet (broadband) à habitual transmissão de sons e imagens (broadcast), possibilitando o uso de aplicativos que permitirão aos telespectadores interagir com parte da programação e até mesmo fazer compras diretamente de seu televisor, abrindo novas possibilidades de geração de receitas às emissoras.
Uma das principais inovações da TV 3.0 é sua interface baseada em aplicativos, em que as emissoras terão condições técnicas de passar a oferecer, além do sinal aberto já transmitido em tempo real, conteúdos adicionais sob demanda, como séries, jogos, programas e outras possibilidades.
Os novos aparelhos da TV 3.0 deverão vir de fábrica com a primeira tela apresentando um catálogo de canais de televisão abertos, o que não vem ocorrendo na interface atual das SmartTVs, essas que conectam com a internet, que dão prioridade aos aplicativos de OTT.
Desafios
Dois desafios fundamentais da TV 3.0, no entanto, estão relacionados aos custos de migração, como licenciamento de tecnologia e aquisição de transmissores, por parte das emissoras, e compra de conversores e receptores, por parte dos usuários.
E também a universalização do acesso à internet de qualidade, uma realidade ainda distante do conjunto da população.
Com o tema “Cuidar de Todos é Cuidar da Saúde Animal – Uma Só Saúde, Um Só Cuidado”, o Governo do Maranhão inicia, no sábado (30), a Campanha Estadual de Vacinação Antirrábica Animal 2025.
A campanha oferece vacinação antirrábica e consultas para cães e gatos, além do encoleiramento e testes rápidos de leishmaniose (calazar) para cães.
A abertura acontece durante ação especial, que será realizada das 8h às 16h, no Centro Educa Mais São José de Ribamar (Rua Olho d’Água, s/nº, bairro: Vieira).
As vacinas são de dose única e têm como público-alvo cães e gatos com idade mínima de 3 meses. Os animais devem ser vacinados anualmente.
A campanha estadual inicia na segunda-feira (1º) e prossegue até o dia 30 de setembro deste ano. Neste período acontece o Dia D de Mobilização (28 de setembro), quando se celebra o Dia Mundial de Luta Contra a Raiva.
Atendimentos 2022 a 2025
Com o Cuidar de Todos Saúde Animal, a Secretaria de Estado da Saúde já realizou 24.506 atendimentos, entre 2022 e 2025, sendo 3.301 este ano.
Entre 2019 e 2024, foram confirmados casos da doença em várias espécies no Maranhão, incluindo um caso humano relacionado a animal silvestre.
Ações
Para garantir o sucesso da campanha, o Governo do Maranhão adotará um conjunto de ações integradas.
Estão previstas capacitações virtuais para gestores e equipes municipais, abordando manejo de insumos, técnicas de aplicação, biossegurança, registro e comunicação.
Será realizado um Seminário Estadual em alusão ao Dia Mundial de Luta Contra a Raiva, reunindo especialistas e parceiros para discutir estratégias de controle e reforçar o conceito de “Uma Só Saúde”.
Municípios
Aos municípios, o Governo do Maranhão recomenda a realização de palestras, rodas de conversa, oficinas educativas, distribuição de materiais informativos e parcerias com escolas, ONGs e universidades.
Os municípios, também, são orientados a intensificar a vacinação por meio de postos fixos e equipes volantes em áreas urbanas, mutirões em zonas rurais e periurbanas.
A orientação é que as prefeituras façam buscas ativas, com vacinação casa a casa, principalmente em locais com baixa cobertura, sempre acompanhada de ações educativas e de mobilização social.
O que é raiva?
A raiva é uma zoonose de alta letalidade e um dos principais desafios de saúde pública no Brasil e no mundo.
É uma doença viral grave, incurável e quase sempre fatal, que afeta o sistema nervoso de mamíferos, incluindo cães, gatos, morcegos, bovinos e humanos, sendo transmitida principalmente pela mordida, arranhadura ou lambida de animais infectados.
O vírus migra para o cérebro e glândulas salivares, causando problemas neurológicos. A prevenção é feita pela vacinação de animais e humanos, e a doença deve ser tratada como uma emergência de saúde pública.
A Seleção Brasileira Masculina de Futebol, já classificada para Copa do Mundo de 2026, no Canadá, México e Estados Unidos, entrará em campo repleta de novidades nos dois últimos jogos das Eliminatórias (17ª e 18ª rodadas).
O técnico Carlo Ancelotti anunciou, na tarde desta segunda-feira (25), na sede da CBF no Rio de Janeiro, a lista dos 25 convocados, e 10 deles ganharam a primeira chance na de treinar sob comando do italiano.
Entre as novidades estão os meio-campistas Lucas Paquetá (West Ham) e Joelinton (Newcastle) e os atacantes João Pedro (Chelsea, Kaio Jorge (Cruzeiro) e Luiz Henrique (Zenit). Além de Kaio, artilheiro do Brasileirão (15 gols), apenas outros três atuam no futebol nacional: o goleiro Hugo Souza (Corinthians), o lateral-esquerdo Alex Sandro (Flamengo) e o zagueiro Fabrício Bruno (Cruzeiro).
Falando em Português, o técnico italiano Carlo Ancelotti explicou a ausência da convocação do jogador Neymar, do Santos. “Neymar teve um problema físico na última semana”, justificou.
Jogos das Eliminatória da Copa do Mundo 2026
A Seleção Brasileira fecha a participação nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026 com os jogos contra Chile e Bolívia.
A primeira partida, contra o Chile, será diante da torcida, no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, o palco mais tradicional do futebol brasileiro, no dia 4 de setembro, às 21h30.
A última rodada será no dia 9 de setembro, no Estádio Municipal de El Alto, localizado na cidade de El Alto, no departamento de La Paz, a capital da Bolívia.
Convocados
Goleiros
Alisson (Liverpool)
Bento (Al-Nassr)
Hugo Souza (Corinthians)
Defensores
Alexsandro (Lille)
Alex Sandro (Flamengo)
Caio Henrique (Monaco)
Douglas Santos (Zenit)
Fabrício Bruno (Cruzeiro)
Gabriel Magalhães (Arsenal)
Marquinhos (Paris Saint-Germain)
Vanderson (Monaco)
Wesley (Roma)
Meio-campistas
Andrey Santos (Chelsea)
Bruno Guimarães (Newcastle)
Casemiro (Manchester United)
Joelinton (Newcastle)
Lucas Paquetá (West Ham)
Atacantes
Estevão (Chelsea)
Gabriel Martinelli (Arsenal)
João Pedro (Chelsea)
Kaio Jorge (Cruzeiro)
Luiz Henrique (Zenit)
Matheus Cunha (Manchester United)
Raphinha (Barcelona)
Richarlison (Tottenham)
Enquanto homens jovens são os que mais morrem, as mulheres jovens são as principais vítimas de agressões. Isso é o que aponta o “1º Informe epidemiológico sobre a situação de saúde da juventude brasileira: violências e acidentes”, realizado por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), uma instituição vinculada ao Ministério da Saúde.
O estudo da Fiocruz ainda revelou que, na juventude, a desigualdade racial é mais acentuada: jovens negros representam 73% dos óbitos por causas externas na juventude (o que totalizou 61.346 mortes em 2022/2023).
As causas externas são situações como violência e acidentes.
Negros e jovens pessoas com deficiência sofrem mais
Os jovens pretos e pardos representam mais da metade (54,1%) das vítimas jovens notificadas com vítimas de violência. O risco de morte por causas externas entre jovens homens negros chega a 227,5 para cada 100 mil habitantes. Este índice é 22% maior do que a taxa do conjunto da população jovem (185,5), e mais do que 90% maior que a taxa de mortalidade de jovens homens brancos e amarelos.
A diferença é ainda mais acentuada nos mais jovens, entre 15 a 19 anos. As taxas de mortalidade por causas externas para negros (161,8 óbitos para cada 100 mil habitantes) e indígenas (160,7) são praticamente o dobro das taxas para brancos (78,3) e amarelos (80,8).
Os jovens/pessoas com deficiência foram 20,5% das notificações de violências no SUS. Na população geral, as vítimas com deficiência representam 17,6% do total. Os tipos de deficiências mais vitimadas foram relacionados à saúde mental: transtorno mental e de comportamento e deficiência intelectual.
“O direito à vida tem sido uma bandeira dos movimentos juvenis contemporâneos, exatamente pelo fato de que a juventude tem sido o segmento bastante afetado pela violência letal”, afirma o coordenador da Agenda Jovem Fiocruz, André Sobrinho. “É preciso seguir apontando os dados alarmantes e, mais que isso, afetar as causas que têm a ver em como a sociedade vê os jovens e a ausência de políticas públicas que garantam a proteção dessa população”.
Pessoas com deficiência
Além disso, a pesquisa apontou que jovens pessoas com deficiência (PCDs) constituem um quinto das notificações de violências no Sistema Único de Saúde (SUS).
Pesquisa
O levantamento é o primeiro de um ciclo de informes epidemiológicos sobre a situação de saúde das juventudes que os pesquisadores da Agenda Jovem Fiocruz (AJF) e da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz) planejam lançar em 2025. Foram usadas as bases de dados do SUS e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2022 e 2023.
“É extremamente necessário trazer dados e reflexões sobre como a violência se apresenta de maneira distinta em relação à idade, gênero, raça e localização geográfica. Isto ajuda a compreender como agressões e acidentes são associados às condições de vida e trabalho das juventudes brasileiras”, destaca a pesquisadora da EPSJV/Fiocruz, Bianca Leandro.
A morte violenta atinge mais os jovens do sexo masculino, cuja taxa de mortalidade é oito vezes maior do que a das mulheres jovens. Homens entre 20 e 24 anos são os mais atingidos, com 390 óbitos para cada 100 mil habitantes. Entretanto, as maiores vítimas das violências notificadas pelo SUS são as mulheres, tanto em termos proporcionais como na taxa de incidência, em todas as Unidades da Federação (UFs), especialmente entre as mais jovens, de 15 a 19 anos. Entre as UFs, o Distrito Federal e o Espírito Santo apresentam taxas de um caso para cada cem habitantes (1.022 no DF e 993 no ES).
Sexismo
Dentre as causas, o sexismo aparece como a motivação mais frequente da violência contra jovens nas notificações do SUS, correspondendo a 23,7% dos casos. Essa motivação é mais frequente nas violências sofridas por jovens entre 25 e 29 anos.
As mulheres também sofrem violências fatais mais diversificadas. Agressões por arma de fogo e objetos penetrantes/cortantes são as principais causas de morte violenta entre jovens. Porém, entre as causas de óbito de mulheres jovens também se destacam a morte por enforcamento, estrangulamento e sufocação.
As mulheres são mais assassinadas dentro de casa (34,5% das ocorrências, contra 9,6% dos homens), enquanto para os homens jovens o maior risco ocorre nas ruas (57,6%).
O Governo do Maranhão inicia, nesta quarta-feira (27), a entrega oficial dos tablets do programa Tô Conectado. Nesta primeira etapa, serão destinados 45.764 dispositivos para 656 escolas localizadas na Grande Ilha, contemplando estudantes dos municípios de São Luís, Paço do Lumiar, São José de Ribamar e Raposa.
Com investimento de R$ 275,6 milhões, o cronograma seguirá para os demais municípios até o fim de outubro deste ano. Serão cerca de 250 mil tablets para alunos da rede estadual.
O programa foi lançado, pelo governador Carlos Brandão, no último dia 22 de agosto, em evento no Estádio Castelão, em São Luís,
A solenidade reuniu estudantes, professores e gestores da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), setor do Governo do Maranhão que está gerenciando o programa.
Treinamento para entrega dos tablets
Gestores escolares estão participando, nesta terça-feira (26), de uma formação voltada para garantir a correta habilitação dos aparelhos e a organização do processo de entrega.
Cada tablet será entregue diretamente nas escolas, de forma individual e vinculada ao CPF do estudante, assegurando segurança, rastreabilidade e uso adequado da ferramenta.
Os equipamentos vêm prontos para apoiar a rotina de estudos dos alunos, com 20GB de internet gratuita mensal, aplicativos educativos, acesso a plataformas digitais de aprendizagem, livros eletrônicos e o aplicativo Elefante Letrado, que reúne bibliotecas em português e inglês organizadas por etapas de escolarização.
A 65ª Exposição Agropecuária do Maranhão (Expoema), inicia no domingo (31), Parque Independência, em São Luís. O tradicional evento reúne, em um só lugar, leilões de animais da pecuária maranhense e nacional, shows, mostras agropecuárias, competições, capacitações e várias opções de lazer e entretenimento.
No ano passado, foram movimentados cerca de R$ 60 milhões durante a Expoema 2024. A expectava é que este quantitativo aumente neste ano.
Realizada pela Associação dos Criadores do Estado do Maranhão (Ascem), em parceria com o Governo do Maranhão, a Expoema 2025 combina negócios, cultura e lazer.
Preparativos
A Ascem está na organização do evento, em especial os leilões e exposições de animais.
O Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado da Infraestrutura (Sinfra), está concluindo os últimos preparativos estruturais para a realização da festa.
Os serviços incluem limpeza, roçagem, poda de árvores, recuperação e pintura de estruturas, como estábulos, área de leilões, currais, arena de hipismo, palco, restaurante popular, estacionamento, entre outras.
Espaços do parque
Entre os espaços do Parque Independência que estão recebendo obras de manutenção e recuperação, realizadas pelo Governo do Maranhão, estão o recinto de ovinos e caprinos, com reformas da cerca, telhado, piso, forro e pintura.
O trabalho está sendo realizado na pista de tambor e baliza, pavilhões do agricultor e da feirinha, estábulos, recinto de leilões, arena de hipismo, cavalariça, lavatório dos cavalos, pocilga, área de recepção de animais, alojamento de estagiários, banheiros dos tratadores, curral dos cavalos de passeio, aprisco, casa de apoio caprino, curral de comercialização, área do torneio leiteiro e a casa de bomba.
Também serão revitalizados prédio do Corpo de Bombeiros Miliar do Maranhão (CBM-MA) e da Polícia Militar do Maranhão (PMMA), sede da Ascem, palco das autoridades, áreas do pesque e pague, banheiros públicos, restaurante popular, espaços da entrada e do estacionamento.
A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – passou de 4,95% para 4,86% este ano.
É a décima terceira redução seguida na estimativa, publicada no Boletim Focus desta segunda-feira (25), em Brasília.
A pesquisa é divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.
Para 2026, a projeção da inflação também caiu, de 4,4% para 4,33%. Para 2027 e 2028, as previsões são de 3,97% e 3,8%, respectivamente.
Acima do teto
A estimativa para este ano está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.
Em julho, pressionada pela conta de energia mais cara, a inflação oficial divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) fechou em 0,26%, sendo o segundo mês seguido de queda nos preços dos alimentos, o que ajudou a segurar o índice. No acumulado em 12 meses, o IPCA alcançou 5,23%, acima do teto da meta de até 4,5%.
Juros básicos
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros – a Selic – definida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. O recuo da inflação e o início da desaceleração da economia fizeram o colegiado interromper o ciclo de aumento de juros na última reunião, no mês passado, após sete altas seguidas na Selic.
Em comunicado, o Copom informou que a política comercial dos Estados Unidos aumentou as incertezas em relação aos preços. A autoridade monetária informou que, por enquanto, pretende manter os juros básicos, mas não descartou a possibilidade de voltar a elevar a Selic caso seja necessário.
A estimativa dos analistas é que a taxa básica encerre 2025 em 15% ao ano. Para o fim de 2026, a expectativa é que a Selic caia para 12,5% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que ela seja reduzida novamente para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente.
Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.
Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Quando a taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.
PIB e dólar
A estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano passou de 2,21% para 2,18% nesta edição do Boletim Focus. Para 2026, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,86%. Para 2027 e 2028, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 1,87% e 2%, respectivamente.
Puxada pela agropecuária no primeiro trimestre deste ano, a economia brasileira cresceu 1,4%.
Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021, quando o PIB alcançou 4,8%.
A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,59 para o fim deste ano. No fim de 2026, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,64.
De acordo com informações do Ministério da Previdência Social, o pagamento para aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em agosto de 2025 iniciou nesta semana.
Os depósitos são pargos, a partir desta segunda-feira (25) até 5 de setembro para quem recebe o piso nacional (até um salário mínimo).
Segurados com renda mensal acima do salário mínimo terão seus pagamentos creditados a partir de 1º de setembro.
Calendário do INSS de agosto para quem recebe até um salário mínimo
Cartão final 1: pagamento em 25/8
Cartão final 2: pagamento em 26/8
Cartão final 3: pagamento em 27/8
Cartão final 4: pagamento em 28/8
Cartão final 5: pagamento em 29/8
Cartão final 6: pagamento em 1º/9
Cartão final 7: pagamento em 2/9
Cartão final 8: pagamento em 3/9
Cartão final 9: pagamento em 4/9
Cartão final 0: pagamento em 5/9
Calendário do INSS de agosto para quem recebe acima de um salário mínimo
Cartão final 1 e 6: pagamento em 1º/9
Cartão final 2 e 7: pagamento em 2/9
Cartão final 3 e 8: pagamento em 3/9
Cartão final 4 e 9: pagamento em 4/9
Cartão final 5 e 0: pagamento em 5/9
Pagamento em 2025
Setembro: de 27/09 a 7/10;
Outubro: de 27/10 a 7/11;
Novembro: de 24/11 a 5/12;
Dezembro: de 22/12 a 8/1.
O prazo para pagamento da taxa de inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 encera nesta segunda-feira (22).
O Ministério da Educação (MEC), por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) ampliaram o prazo que seria encerrado no dia 17.
O valor da taxa de inscrição é R$ 85 e a Guia de Recolhimento da União (GRU Cobrança) para pagamento é gerada na Página do Participante no portal do Inep.
Os candidatos não isentos devem usar a senha cadastrada no portal de serviços digitais do governo federal, o Gov.br.
O pagamento também pode ser feito por Pix, cartão de crédito ou débito em conta, dependendo das opções disponibilizadas pela instituição financeira.
Na Página do Participante do Enem o candidato pode acompanhar o andamento de sua inscrição. O acompanhamento é feito com o login único da plataforma de serviços digitais do governo federal, o Gov.br.
Estudante com direito à gratuidade
O Brasil tinha 8,4 milhões de pessoas analfabetas em 2025, o que corresponde a uma taxa de analfabetismo de 4,9%. É a primeira vez que a taxa de analfabetismo do país fica abaixo de 5% desde 2016.
São 592 mil pessoas com 15 anos ou mais incapazes de ler e escrever um bilhete simples a menos em relação a 2024.
Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e seu relatório Educação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua.
Mais da metade dos analfabetos (4,8 milhões de pessoas) estava no Nordeste, com uma taxa de 10,6%. O Norte vem na sequência (5,7%), seguido por Centro-Oeste (3,3%), Sul (2,4%) e Sudeste (2,3%).
Comparado a 2024, apenas o Sudeste apresentou redução da taxa de analfabetismo, de 0,5 ponto percentual (p.p).
A população com 60 anos ou mais correspondia a mais da metade (58%) do total de analfabetos em 2025. Eram 4,9 milhões de analfabetos nessa faixa etária, equivalente a 13,8% do total de pessoas com 60 anos ou mais. Sem considerar a população idosa, a taxa de analfabetismo cai para 2,6% entre pessoas de 15 a 59 anos.
“A diferença entre esses grupos da população reforça a importância de políticas de manutenção de crianças e jovens na escola, bem como aquelas específicas para alfabetização de adultos e idosos. Também indica que as novas gerações tiveram maior acesso à escolarização e foram alfabetizadas ainda na infância. Portanto, o analfabetismo segue mais associado aos idosos”, ressalta o analista da pesquisa, William Kratochwill.
Proporção de mulheres analfabetas com 60 anos
Ainda na população com 60 anos ou mais, a taxa de analfabetismo das mulheres (13,7%) passou a ser menor que a dos homens (14,1%) pela primeira vez em 2025. A taxa de analfabetismo entre mulheres de 15 anos ou mais segue menor (4,6%) que a dos homens (5,2%). De acordo com o analista da pesquisa, “esses resultados sugerem avanços na escolarização feminina em todas as gerações, apontando para uma reversão do legado de desigualdade educacional do passado”.
Analfabetismo de pretos ou pardos com 60 anos
Cerca de 2,8% dos brancos de 15 anos ou mais eram analfabetas, enquanto essa proporção foi de 6,5% para pretos ou pardos nesse mesmo grupo de idade. A diferença se acentua entre os idosos. Na faixa de 60 anos ou mais, a taxa de analfabetismo de pretos ou pardos (20,6%) era quase três vezes superior à de brancos (7,3%).
“Em relação a 2024, houve queda de 1,2 p.p. na taxa de analfabetismo entre idosos pretos ou pardos, o que sugere avanço, mas evidencia um legado estrutural público de exclusão educacional”, destaca William.
Pela primeira vez, mais da metade de pretos ou pardos com 25 anos ou mais (51,3%) tem o ensino médio completo
A proporção de pretos e pardos com 25 anos ou mais que concluíram o ciclo básico educacional (ensino médio) chegou a mais da metade (51,3%) dessa população pela primeira vez. No entanto, em relação aos brancos (64,9%), ainda há uma diferença de 13,6 p.p. Essa distância permanece praticamente inalterada em relação a 2024, quando era de 13,3 p.p, apesar de já ter sido de 16,4 p.p. em 2016.
Considerando toda a população de 25 anos ou mais que terminou a educação básica obrigatória (ensino médio), ela manteve uma trajetória de crescimento e alcançou 57,4% em 2025. Destaque para o percentual de pessoas com somente o ensino médio completo, que passou de 27,1%, em 2016, para 31,8%, em 2025.
A média de anos de estudo das pessoas de 25 anos ou mais foi de 10,2 anos em 2025, alta em relação aos 9,1 anos observados em 2016 e aos 10,1 anos em 2024. As mulheres continuam com maior escolaridade média (10,4 anos) em comparação aos homens (10,0 anos). Quanto à cor ou raça, a diferença segue expressiva: brancos alcançaram 11,1 anos de estudo, enquanto pretos ou pardos atingiram 9,5 anos, resultando em uma diferença de 1,6 ano, ainda elevada, embora ligeiramente inferior à diferença de dois anos registrada em 2016.
Norte e Nordeste têm maior carência de creches para crianças de 0 a 3 anos
Em 2025, 64,1% das crianças de 0 a 1 ano e 57,1% daquelas com 2 a 3 anos que não frequentavam creche estavam fora da escola por opção dos pais ou responsáveis. Esse foi o motivo mais citado em todas as grandes regiões. O Centro-Oeste apresentou o maior percentual para crianças de 0 a 1 ano (73,6%), enquanto o menor foi registrado no Nordeste (58,5%). Para o grupo de 2 a 3 anos, o maior percentual também foi observado no Centro-Oeste (65,5%) e o menor, no Norte (49,4%).
O segundo motivo mais citado foi não ter escola/creche na localidade, falta de vaga ou a não aceitação da matrícula por causa da idade da criança. Entre as crianças de 0 a 1 ano, 28,1% dos responsáveis apontaram esse fator; entre as de 2 a 3 anos, o percentual foi de 33,4%. Norte e Nordeste foram as regiões mais afetadas por esse tipo de barreira. No Norte, 35,2% dos bebês e 44,5% das crianças de 2 a 3 anos estavam fora da creche por esse motivo, enquanto no Nordeste, os percentuais foram 36,1% e 37,2%, respectivamente.
Proporção de crianças de 6 a 14 anos na etapa ideal bate meta (96,1%) do PNE, mas não retorna aos níveis pré-pandemia
Cerca de 96,1% das crianças de 6 a 14 anos frequentavam o ensino fundamental em 2025, que é a etapa escolar estabelecida para essa faixa etária. O resultado ultrapassa a meta de 95% estabelecida pelo PNE e representa um aumento em relação a 2024 (94,6%), porém não superou o período pré-pandemia.
William explica que as crianças mais novas podem ter enfrentado mais dificuldades de adaptação às aulas durante a pandemia. “Essas crianças podem não ter se adaptado às aulas online ou podem ter sido tiradas da escola pelos pais durante a pandemia. Assim, esse período criou um grupo de crianças que perderam um ou dois anos de estudo, ficando, então, atrasados”, avalia.
Homens e pessoas pretas ou pardas de 15 a 17 anos têm frequência menor no ensino médio
Em relação aos jovens de 15 a 17 anos, 80,6% frequentavam ou concluíram o ensino médio em 2025, etapa adequada para esse grupo etário. O indicador avançou 3,8 p.p. comparado a 2024, mas permanece 4,4 p.p. abaixo da meta de 85% prevista no PNE.
Por sexo, 84,0% das mulheres de 15 a 17 anos estavam no ensino médio ou já o haviam concluído, enquanto entre os homens, essa taxa foi de 77,4%. Quanto à cor ou raça, 84,9% dos brancos de 15 a 17 anos estavam na etapa adequada (ensino médio), contra 77,8% de pretos ou pardos. Essa proporção para os que se declaram pretos ou pardos avançou 14,7 p.p. desde 2016, contra 8,8 p.p. dos brancos. Já entre os homens, o crescimento foi de 14,0 p.p. frente a 10,7 p.p. das mulheres de 2016 para 2025.
Os dados evidenciam que apesar da redução, ainda persistem barreiras no acesso e na permanência de estudantes no ensino médio. “Embora pretos ou pardos e homens ainda estejam atrás em relação a pessoas brancas e mulheres, os dados mostram uma redução na desigualdade na série histórica da pesquisa”, diz o analista do IBGE, William Kratochwill.
Proporção de brancos entre 18 e 24 anos com nível superior e que não frequenta instituição de ensino (6,2%) é mais que o dobro de pretos ou pardos (3,0%)
Entre pessoas de 18 a 24 anos, 24,5% estavam cursando a etapa adequada para a idade (ensino superior). Esse indicador avançou 1,4 p.p. em relação a 2024. Outros 7,0% apresentavam atraso escolar.
Em relação à cor ou raça, 6,2% dos brancos já haviam concluído a graduação, mais que o dobro (3,0%) dos pretos ou pardos. Já 33,4% dos brancos e 18,9% pretos ou pardos estavam na etapa ideal (ensino superior). Entre aqueles que não frequentavam e não haviam concluído a etapa ideal, a proporção de pretos ou pardos foi de 70,1%, enquanto entre brancos, 55,0%.
William lembra que a meta 12 do PNE previa elevar a taxa de frequência escolar líquida no ensino superior para 33,0% até 2024. “Essa meta foi superada apenas entre as pessoas brancas. O desafio do país, portanto, envolve reduzir as desigualdades de acesso e conclusão no ensino superior, enfrentar o atraso escolar, bem como garantir a permanência dos jovens no sistema educacional”.
Quanto ao sexo, 35,1% das mulheres de 18 a 24 anos estavam matriculadas em algum curso, ante 28,0% dos homens. Entre as mulheres, 28,8% frequentavam o ensino superior, contra 20,3% dos homens. Além disso, 5,2% das mulheres já haviam concluído esse nível, enquanto entre os homens esse percentual foi de 3,4%. Os homens também apresentaram maior atraso (7,7%) e maior percentual de não frequência e não conclusão (68,7%), em comparação ao percentual de 59,7% entre as mulheres.
Maiores percentuais de abandono escolar são a partir dos 16 anos
Entre jovens de 14 a 29 anos, 7,7 milhões não haviam completado o ensino médio em 2025, seja por terem abandonado a escola antes do término dessa etapa ou por nunca a terem frequentado. Desse total, 59,8% eram homens e 40,2% eram mulheres. Por cor ou raça, 26,4% eram brancos e 72,8% eram pretos ou pardos.
Ao analisar a idade em que esses jovens de 14 a 29 anos deixaram a escola, os maiores percentuais de abandono ocorreram a partir dos 16 anos: 18,5% deixaram a escola nessa idade, 20,0% aos 17 anos e 17,6% aos 18 anos. Ainda assim, o abandono escolar precoce continua presente nas idades correspondentes ao ensino fundamental: 7,5% haviam deixado a escola até os 13 anos e 7,6% aos 14 anos.
“Os percentuais de abandono antes dos 14 anos equivalente a 15,1% do total. São elevados e caracterizam-se como elementos fundamentais na precarização da formação do indivíduo. Esse dado representa saídas durante o ensino fundamental, etapa que deveria estar plenamente universalizada. Esse padrão se manteve semelhante entre homens e mulheres e entre as pessoas de cor branca e preta ou parda”, diz William.
Ele complementa que o grande marco da transição escolar continua sendo a idade de 15 anos, que pode estar ligado tanto a mudanças na estrutura curricular quanto à percepção de utilidade do ensino médio ou à necessidade de entrada precoce no mercado de trabalho. “Nesse ponto, o percentual de abandono escolar quase dobra em relação aos 14 anos, alcançando 13,5%”, diz William.
Um em cada quatro jovens (25,6%) de 14 a 29 anos não tem interesse em estudar
Cerca de 43,0% dos jovens de 14 a 29 anos abandonaram ou nunca frequentaram a escola por necessidade de trabalhar em 2025. Esse foi o motivo mais citado. O resultado representa um leve aumento de 1,0 p.p. em relação a 2024. O segundo motivo foi não ter interesse em estudar, que alcançou 25,6% dos casos, confirmando a reversão da tendência de queda observada desde 2024.
“O aumento em relação aos últimos anos pode sinalizar um desalinhamento entre as expectativas dos jovens e o modelo educacional”, ressalta o analista da pesquisa.
Os demais motivos permaneceram estáveis ou apresentaram variações modestas: gravidez foi mencionada por 9,9% dos jovens; problemas de saúde permanente, por 4,4%; realizar afazeres domésticos ou cuidar de pessoas, por 3,9%; e não ter escola na localidade, vaga ou turno desejado, por 2,8%.
Entre os homens de 14 a 29 anos com nível de instrução inferior ao ensino médio completo, o principal motivo para abandonar ou nunca ter frequentado a escola foi a necessidade de trabalhar (54,2%), seguido pela falta de interesse em estudar (28,0%) e problemas de saúde permanente (4,7%). Já entre as mulheres desse grupo, embora o motivo mais citado também tenha sido a necessidade de trabalhar (26,2%), outros fatores relacionados à dinâmica de gênero ganham destaque. Gravidez foi mencionada por 24,7% das mulheres, e a realização de afazeres domésticos ou cuidados com outras pessoas, por 8,6%. Além disso, 21,9% das mulheres indicaram falta de interesse pelos estudos como justificativa para o afastamento escolar.
“São resultados que evidenciam que, para além da condição econômica, as responsabilidades reprodutivas e domésticas ainda figuram entre os principais entraves à permanência das mulheres jovens na escola, ao passo que a necessidade de trabalhar mantém os homens fora da escola em maior proporção”, diz William.
Mais sobre a pesquisa
Além das informações conjunturais sobre o mercado de trabalho, a PNAD Contínua investiga, anualmente, temas estruturais relevantes para a compreensão da realidade brasileira. O módulo sobre Educação analisa o analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais de idade, o nível de instrução e número médio de anos de estudo das pessoas de 25 anos ou mais, a taxa de escolarização e as taxas ajustadas de frequência escolar líquida, além da condição de estudo e situação na ocupação das pessoas com 15 a 29 anos de idade, entre outros indicadores.
A partir do segundo trimestre de 2020, ano inicial da pandemia de COVID-19, o IBGE alterou a forma de coleta dos dados da PNAD Contínua, passando a realizar as entrevistas, antes presenciais, exclusivamente por telefone, até o final do segundo trimestre de 2021. Essa modalidade de obtenção dos dados gerou impactos na coleta e, consequentemente, uma redução considerável na taxa de aproveitamento da amostra, em 2020 e 2021. Devido à ausência de tais informações, a série histórica da pesquisa abrange o período de 2016 a 2019 e os anos de 2022 a 2024.
A Rádio Timbira FM transmite e acompanha, neste fim de semana, jogos das 3 esquipes maranhenses que permanecem nas séries C e D do Campeonato Brasileirão de Futebol Masculino 2026.
MAC X Paysandu-PA (Timbira FM acompanha)
O Maranhão Atlético Clube (MAC) joga com a equipe do Paysandu-PA, neste sábado (13), às 21h, no estádio Castelão, em São Luís-MA.
A partida é válida pela 11ª rodada do Brasileirão 2026 – Série C.
O MAC está na 14ª colocação. Chegou aos 13 pontos e acumula o terceiro jogo consecutivo sem perder. Está em boa colocação na tabela, nesta primeira fase que reúne 20 equipes, mais fora do grupo dos 8 classificados para a segunda fase.
O jogo seguinte do MAC será contra o Ituano-SP, no dia 28 deste mês (um domingo), às 20h30, no estádio Novelli Júnior, na cidade de Itu, no interior de São Paulo
Sampaio Corrêa X Trem-AP (Timbira FM transmite)
A Timbira FM transmite o jogo Sampaio Corrêa X Trem-AP, no mata-mata de segunda etapa do Brasileirão- Série D, no domingo (21), 17h, no estádio Castelão, em São Luís.
A transmissão esportiva inicia às 16h30 e prossegue até 19h30.
O próximo jogo entre as duas equipes será no dia 27 deste mês, no estádio Augusto Antunes, em Macapá, no estado do Amapá.
Equipe esportiva da Timbira FM para este jogo
– Narração: Roberto Ramos
– Comentários: Edivan Fonseca
– Reportagens: Noel Soares
– Plantão: Christyan França
– Coordenador de Esportes: Daniel Amorim
Imperatriz X Maracanã-CE (Timbira FM acompanha)
O Imperatriz enfrenta a Maracanã-CE, no mata-mata da segunda etapa do Brasileirão- Série D. O jogo será disputado no sábado (6), às 16h, no estádio Frei Epifânio, em Imperatriz.
O próximo jogo entre as duas equipes será no dia 27 deste mês, às 15h30, no estádio Prefeitão, em Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza, no estado do Ceará.
Com a acompanhar a cobertura esportiva da Timbira FM e Rádio Timbira
Parceiros da Timbira FM nas transmissões esportivas