Que venha o novo ano!

* Carlos Brandão

E, então, estamos em dezembro. Chegamos ao fim de 2024 com a certeza de que produzimos muito – avançamos além das expectativas, colhendo resultados muito animadores. O estado tem apresentado índices significativos em áreas estratégicas, sempre com um olhar atento para a melhoria da qualidade de vida de sua gente. Alcançamos a redução histórica da pobreza e extrema pobreza, conforme os últimos dados do IBGE. Cerca de 570 mil maranhenses saíram dessas condições em apenas um ano. Resultado direto das políticas públicas voltadas à geração de emprego e renda. Como exemplo, os programas Mais Renda e Minha Renda, que combinam assistência imediata com estímulos à reinserção produtiva. Com um mercado de trabalho aquecido, o Maranhão bateu a marca de 2,7 milhões de pessoas ocupadas, evidenciando a força do planejamento estratégico e a eficiência na execução das ações.

O melhor é que o Maranhão entra em 2025 com perspectivas econômicas promissoras, fruto de uma gestão que prioriza o planejamento, a responsabilidade fiscal e, acima de tudo, o bem-estar da população. Teremos um grande ano. E uma das razões de tanta certeza é a parceria sólida e produtiva com o governo federal, que nos tem viabilizado investimentos de grande porte em infraestrutura, agroindústria e programas sociais. Um exemplo é o financiamento de R$ 700 milhões por meio do Banco do Nordeste – como parte do programa Nova Indústria Brasil (NIB), lançado pelo presidente Lula essa semana -, para a instalação do Grupo Inpasa em Balsas, consolidando o Maranhão como um polo de energias limpas na América Latina. A nova planta de etanol promete gerar milhares de empregos diretos e indiretos, fortalecendo a economia local e incentivando a transformação de recursos naturais em produtos de alto valor agregado. A transformação do milho em etanol e DDGS cria uma cadeia produtiva que beneficia agricultores, transportadores e o comércio regional, reforçando o papel do agronegócio no crescimento do estado.

Para 2025, nosso grande desafio será a implantação do programa Maranhão Livre da Fome, que iniciaremos ainda no primeiro semestre, reforçando nosso compromisso com a dignidade e a inclusão social. Com o objetivo de retirar aproximadamente 100 mil famílias da extrema pobreza, a iniciativa não se limita à transferência de renda: ela alia o auxílio financeiro à capacitação profissional e estímulo à geração de renda. Essa abordagem integrada é fundamental para garantir que os avanços sejam sustentáveis e alcancem as camadas mais vulneráveis da sociedade.

Nossa esperança por um próximo ano ainda mais vitorioso se dá muito pelo equilíbrio financeiro do estado. Mantemos as contas em ordem, com muito planejamento, o que garante estabilidade e confiança; não apenas aos maranhenses, mas, principalmente, a quem quer investir no estado. Esse rigor administrativo permite que recursos sejam aplicados em áreas prioritárias, promovendo melhorias estruturais que impactam diretamente o cotidiano de nossa gente. Além disso, a reunião que tivemos com a Bancada Maranhense no Congresso Nacional reafirmou a articulação política em prol de projetos estratégicos nas áreas de saúde, educação, infraestrutura e programas sociais, com mais de R$ 400 milhões em emendas já aplicadas em 2024.

Com uma economia diversificada, investimentos em setores estratégicos e políticas sociais que promovem inclusão e dignidade, o Maranhão desponta como um estado onde desenvolvimento econômico e justiça social caminham lado a lado. Em 2025, o estado se consolida como um exemplo de como governança responsável e visão de futuro podem transformar realidades e criar oportunidades para toda a população. Que venha o novo ano, trazendo boas notícias e muito desenvolvimento!

* Governador do Maranhão

 

Empresa cria máquina que simplifica a quebra do babaçu

A empresa maranhense Apoena criou uma máquina capaz de quebrar e descascar o coco babaçu em menos tempo e aproveitar a potencialidades desse produto, típico do Maranhão, em sua totalidade.

A inovação tecnológica foi criada com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema), por meio do edital Centelha II. E foi realizada em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

O coco babaçu serve como fonte de renda para diversas comunidades agricultoras no Maranhão, sendo utilizado na produção de óleo, farinha, biscoitos e outros derivados. Tradicionalmente, é extraído de forma manual, um processo demorado e exaustivo.

O equipamento foi exposto no estande da Fundação, na 2ª Feira da Agricultura Familiar (Femaf), que acontece até este sábado, dia 7, na Lagoa da Jansen.

A ideia de desenvolver a máquina surgiu quando a empreendedora, fundadora e CEO da Apoena, Márcia Werle, percebeu as dificuldades enfrentadas pelas cooperativas e famílias extrativistas, na extração do coco. Ela observou que o trabalho manual era muito cansativo e ineficiente, pois, a repetição das tarefas causava sérios problemas físicos nas trabalhadoras, além de limitações no ritmo de produção.

“A máquina simplifica e agiliza o processo, aumenta a produtividade e o mais importante; melhora as condições de trabalho para as pessoas que vivem dessa extração”, ressalta Márcia Werle.

A empresária conta que o desenvolvimento da máquina não foi simples. Para que a inovação fosse eficaz, era necessário entender profundamente as características do coco babaçu e suas variações, o que demandou testes constantes. O objetivo era fabricar um equipamento resistente e flexível o suficiente para lidar com diferentes tamanhos e formas dos cocos, o que exigia um design adaptável. Além disso, as dificuldades econômicas e as limitações orçamentárias foram obstáculos adicionais para a empresária.

“Buscamos financiamento e apoio técnico, principalmente para a construção de protótipos e testes, que também foi uma etapa desafiadora, mas, conseguimos concretizar essa ideia”, comemora.

Mais sobre o projeto 

A primeira máquina durou três meses, devido à dureza do coco babaçu. A segunda quebrava o fruto, mas não era eficiente para a separação das quatro partes do coco. Em 2016, após diversas tentativas, foi construído o equipamento que conseguia quebrar e, ainda, separar as partes do coco de forma eficiente. A máquina também possibilita um maior aproveitamento do produto.

“Observei que as quebradeiras só utilizavam a amêndoa, que representa de 6% a 8% do fruto, o resto ou era descartado, ficava lá na floresta, ou virava carvão. Com a máquina foi possível pensar no processamento do coco e no aproveitamento integral, garantindo às comunidades uma renda maior e mais possibilidades no negócio”, explica Márcia Werle.

O equipamento tem causado um forte impacto nessa cadeia agrícola e ajudou a melhorar a vida nas comunidades que dependem do coco babaçu para sua subsistência. A máquina inovadora foi inserida na fábrica da Apoena e os cocos, que são comprados diretamente das comunidades das mulheres quebradeiras, sem atravessador, fez nascer um modelo de negócio em que todos ganham. “Vemos as famílias que vivem do coco babaçu como fornecedoras e parceiras, para crescermos junto”, enfatiza Werle.

Com esta estratégia, a renda das famílias fornecedoras do coco babaçu cresceu em média 30%, com a venda do produto inteiro.

Márcia Werle aponta a importância da Fapema no sucesso da invenção. Por meio de editais como o Centelha e o Inova Amazônia Tração, a fundação auxiliou com recursos financeiros e suporte técnico para viabilizar este e outros projetos da empresa. “Esse apoio foi um diferencial para avançarmos e acelerar em muitos pontos, tornando nossas ideias uma realidade. A Fapema é uma parceira importante e incentivadora dos negócios inovadores do Maranhão, somando para que este cenário se desenvolva e coloque nosso estado no topo deste ecossistema”, ressalta a empreendedora.

O babaçu é composto por epicarpo, mesocarpo, endocarpo e amêndoa, que podem produzir 64 produtos, entre óleos, azeites, alimentos, cosméticos, medicamentos, carvão e energia, entre outros. A Apoena compra o coco inteiro das comunidades, o processa integralmente e faz o desenvolvimento de produtos nobres, a partir de coprodutos do babaçu.

“Nossa meta para 2025 é termos 250 famílias fornecedoras envolvidas e termos processado no mínimo nove mil toneladas de coco babaçu”, adianta a CEO.

A indústria da Apoena está localizada na cidade de Coroatá, que pertence à região dos cocais, a 260 quilômetros de São Luís. No local, um hectare de babaçu produz em média 2,5 toneladas de coco, já impactados e com a preservação de cerca de 75 hectares. Há previsão de uma segunda unidade, no Mato Grosso, onde também há coco babaçu em abundância.

 

Odair José fez belo show no encerramento da Feira da Agricultura Familiar

A 2ª Feira Maranhense da Agricultura Familiar (Femaf) encerrou, com pleno êxito, na noite de sábado sábado (7), na Lagoa da Jansen, em São Luís. Foram quatro dias de programação variada, que incluiu seminários, minicursos, exposição de equipamentos agrícolas, além de espaços temáticos.

A feira, que iniciou na quarta-feira (4), reuniu mais de 30 associações, cooperativas de quilombolas, quebradeiras de coco babaçu entre outros segmentos que estão oferendo ao público consumidor diversos produtos da economia criativa.

Na noite de sábado os shows foram de Célia Sampaio, Odair José e do reggae de Fauzi Beydoun.

Odair José

O estilo romântico de Odair José, cantor de grandes sucessos, principalmente nas décadas de 1970/1980, é reverenciado, até hoje, em todo o Brasil.

Com mais de 50 anos de carreira e mais de 80 milhões de discos vendidos, lançou mais de 40 discos, entre álbuns originais, ao vivo, coletâneas e versões em espanhol.

Feira

A 2ª Femaf teve uma programação variada, que inclui seminários, minicursos, exposição de equipamentos agrícolas, além de espaços temáticos como a vitrine viva e a horta medicinal verticalizada.

Para este ano, a Feira reuniu produtos e serviços oferecidos por 30 associações, cooperativas de quilombolas, quebradeiras de coco babaçu entre outros segmentos que vão oferecer ao público diversos produtos da economia criativa.

“Estamos, com esta feira, consolidando uma vitrine para a agricultura familiar do Maranhão. A Femaf já é parte do calendário cultural do Maranhão, celebrando a união entre o campo e a cidade”, enfatizou o secretário de Estado de Agricultura Familiar, Bira do Pindaré.

Espaços temáticos

Este ano, o público pode contar com espaços temáticos para todos os gostos, de comercialização de produtos sustentáveis à exposição de inovações tecnológicas, passando por minicursos, oficinas e atrações culturais. Para os agricultores familiares é uma grande oportunidade de projeção de seus trabalhos.

A feira foi dividida em oito espaços temáticos

  • Espaço de Comercialização (produtos da agricultura familiar, economia solidária e comunidades tradicionais
  • Espaço Institucional (exposição de políticas públicas e programas voltados ao desenvolvimento rural)
  • Espaço Tecnológico (inovações para modernizar a produção agrícola)
  • Espaço do Conhecimento (palestras, minicursos e oficinas técnicas, etc.)
  • Espaço da Cidadania (serviços de inclusão social e cidadania)
  • Espaço do Artesão (artesanato local e valorização da cultura manual)
  • Espaço da Gastronomia (degustação de pratos típicos feitos com ingredientes da agricultura familiar)
  • Espaço Cultural (programação artística e cultural, incluindo música, dança e exposições fotográficas e de pinturas).

 

 

 

 

Maranhão recupera tributos de uma única empresa no valor de R$ 263,6 milhões

O Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Fazenda (Sefaz), em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf), instituiu o parcelamento especial de débitos tributários e não tributários, de empresas em processo de recuperação judicial, oferecendo redução em multas e juros para pagamento à vista ou parcelado.

O Gaesf é um serviço instituído pelo Ministérios Público do Estado do Maranhão (MP-MA).

Com o benefício, diversas empresas já aderiram ao parcelamento especial. Uma das empresas chegou a negociar com o Estado do Maranhão, o valor total de R$ 263,6 milhões de créditos tributários.

O pedido de parcelamento implica na confissão irretratável do débito e expressa renúncia a qualquer impugnação ou recurso, administrativo ou judicial, bem como desistência do que tenha sido interposto.

A adesão ao parcelamento especial deverá ser feita até o dia 22 de dezembro, a pedido do devedor, instruído com o comprovante do deferimento do processamento da recuperação judicial, formalizado junto à agência de atendimento da Sefaz.

Condições de pagamento

Para os débitos tributários, a redução das multas e dos juros chega a 95% para pagamento à vista ou em 48 parcelas, e 70% a 90% para parcelamentos, que podem chegar a 180 vezes.

Os débitos tributários relativos a penalidades pecuniárias por mero descumprimento de obrigações acessórias terão redução de 50% do seu valor e dos demais acréscimos legais sobre ele incidentes, para pagamento à vista.

Já para os débitos não tributários, quando a dívida principal não se referir a multa punitiva (de ofício), os descontos serão de 90% para pagamento à vista e 50% a 75% quando for parcelamento. Quando a dívida principal se referir a multa punitiva (de ofício), o desconto será de 80% para pagamento à vista e 50% a 70% quando for parcelamento.

As parcelas serão atualizadas, mês a mês, pela Taxa Referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic).

O não pagamento da primeira parcela ou parcela única implicará no cancelamento do parcelamento especial, entre outras hipóteses definidas na Lei nº 12.339 de 3 de julho de 2024.

 

Área destinada à soja cresce nove vezes no Brasil

Em 1985, a área ocupada por plantação de soja no Brasil era de 4,4 milhões de hectares e, em 2023, já chegava a quase 40 milhões de hectares, que correspondem ao tamanho do Paraguai e a 14% de toda a área de agropecuária do Brasil.

Nos primeiros anos de análise, de 1985 a 2008, eram 18 milhões de hectares, sendo que um terço (30%) consumiu áreas de vegetação nativa (5,7 milhões de hectares) e 5 milhões de hectares (26%) resultaram de um processo de conversão do solo de pastagem para soja.

No segundo período de análise, os números referentes à expansão da soja mudaram. De 2009 a 2023, o grão se ampliava por mais 17 milhões de hectares, dos quais 6,1 milhões de hectares (36%) eram provenientes de conversão de pastagem e 2,8 milhões de hectares (15%) eram anteriormente espaços com vegetação nativa.

Os dados constam de um dos recentes levantamentos feitos pela rede MapBiomas, divulgado nesta sexta-feira (6).

Os especialistas responsáveis pela interpretação do que foi coletado em mapeamentos apontam que, de 1985 a 2023, a área ocupada por culturas temporárias, como é o caso da soja, além da cana-de-açúcar, do arroz e do algodão, aumentou 3,3 vezes, passando de 18 milhões para 60 milhões de hectares.

No ano passado, o bioma onde a soja mais avançou foi o Cerrado (19,3 milhões de hectares). Em seguida vêm a Mata Atlântica (10,3 milhões de hectares) e a Amazônia (5,9 milhões de hectares).

Os pesquisadores do MapBiomas ressaltam que o Pampa é o bioma que apresentou maior área proporcional em relação ao seu território, com mais de um quinto (21%) preenchido pela monocultura da soja (4 milhões de hectares).

Eliseu Weber, um dos pesquisadores de agricultura do MapBiomas comenta que a soja é preferência, em relação à criação de gado, porque dá resultados mais rapidamente. Nisso reside o elemento econômico que justifica aos empresários a aposta nas commodities. “Além disso, há um componente político, que é a inexistência de ações de conservação dessas fisionomias que são tão raras no Brasil. O Pampa é 2,5% do país e dois terços dele já se foram”, afirma.

O novo relatório do MapBiomas também indica que as pastagens cobrem aproximadamente 164 milhões de hectares, equivalentes a 60% da área de agropecuária do país. A quantidade de hectares de hoje resulta de crescimento de 79% em relação aos 92 milhões de hectares de 1985.

Como observam os pesquisadores, a pastagem é atualmente o principal uso antrópico do território brasileiro. Antrópico é um termo que serve para designar algo que foi modificado pela ação do ser humano. Um total de 59 milhões de hectares (36%) das pastagens brasileiras ficam na Amazônia, bioma que já perdeu 14% de sua área para esse fim.

No Cerrado, foram contabilizados 51 milhões de hectares (31%), onde as pastagens são 26% do bioma. Somados, a Amazônia e o Cerrado foram os biomas de escolha para instalação de dois terços (67%) das pastagens brasileiras.

Os biomas com maior área proporcional de pastagem são Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica, com 23 milhões de hectares (27% do bioma), 51 milhões de hectares (26% do bioma) e 29 milhões de hectares (26% do bioma), respectivamente. O MapBiomas destaca que a maioria (84%) dos pontos de pastagem da Mata Atlântica existe há mais de 30 anos. No caso do Cerrado, 72% das áreas de pastagem usadas até hoje foram abertas há mais de 20 anos.

Catedral de Notre-Dame de Paris será reaberta, neste sábado (7), com a presença de Trump

Cinco anos depois de um incêndio, ocorrido em 15 de abril de 2019, a Catedral de Notre-Dame, em Paris, na França, será oficialmente aberta, neste sábado (7).

A cerimônia de abertura terá a presença de mais 50 personalidades internacionais convidadas, entre as quais o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, que faz a sua primeira viagem internacional depois de vencer as eleições presidenciais desta ano em seu país.

O templo, da denominação cristã Católica, é um dos principais do mundo. É muito importante pelo seu valor histórico e arquitetônico, sendo visitado por pessoas de todas as religiões que vão a Paris.

A catedral é uma obra obra-prima da arte gótica. Tem mais de 860 anos. Já foi revitalizada em sua área interna, o que permitiu a reabertura. Nestes espaços internos, o destaque é a nova luminosidade. Mas ainda tem serviços para serem concluídos, principalmente na área externa.

A programação de abertura da catedral inclui discursos, ao fim da tarde, a abertura das portas e o “despertar” do grande órgão. A missa, restrita a convidados e párocos, será celebrada pelo arcebispo de Paris, monsenhor Laurent Ulrich.

Obras

Notre-Dame teve suas paredes internas recuperadas que estão mais claras.

As decorações internas têm novas pinturas e os vitrais ganham cores vibrantes.

Acompanham a revitalização do espaço um mobiliário litúrgico em bronze maciço, cadeiras em carvalho e um muro-relicário contemporâneo que abriga a coroa de espinhos que teria sido usada por Cristo durante sua crucificação.

“O projeto ainda não está concluído porque os trabalhos demoram sempre mais tempo do que se pensa. Estão suficientemente avançados para que a catedral possa reabrir, mas é necessário restaurar o exterior, os contrafortes e a cabine”, informou Aline Magnien, especialista do Ministério da Cultura francês envolvida no projeto científico Notre-Dame.

Com orçamento de 700 milhões de euros, o projeto vai continuar até 2030, de acordo com projeto do Ministério da Cultura, que está sendo executado em parceria com o Centro Nacional de Investigação Científica (CNRS).

Entre as tecnologias de ponta usadas nos serviços, há uma modelação 3D (três dimensões) utilizada para estudar os movimentos das abóbadas e reconstituir os arcos duplos.

Aline Magnien disse que em nível de segurança contra incêndios “será assegurada proteção ativa”, com a instalação de paredes corta-fogo e nebulização no monumento gótico que tem mais de 800 anos.

 

Concurso Correios tem 1,6 milhão de inscritos

Um total de 1.672.671 candidatos estão inscritos no concurso da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios)

Deste total, 1,5 milhão estão inscritos para o cargo de Carteiro e os outros 111 mil se candidataram para disputar as vagas de nível superior.

São 3.511 vagas, sendo 3.099 de nível médio e 412 de nível superior.

As oportunidades se distribuem entre os cargos de Agente de Correios (nível médio) e Analista de Correios (nível superior) nas especialidades de: advogado, analista de sistemas, arquiteto, arquivista, assistente social e engenheiro.

No dia 15 de dezembro serão aplicadas as provas, no turno da tarde, em 306 localidades distribuídas em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, podendo abranger até 306 localidades.

Porto do Itaqui tem recorde histórico com o descarregamento do maior lote de fertilizantes em navio de grande porte

O Porto do Itaqui marcou um momento histórico desde o dia 1º de dezembro, ao receber no berço 99 o navio Affinity Diva, com quase 80 mil toneladas de fertilizantes, oriundo da China

Essa é a maior carga do tipo descarregada em um único navio no porto, consolidando sua posição como um dos principais hubs de fertilizantes no Brasil, atendendo à crescente demanda do agronegócio nacional.

Somente neste ano de 2024, o Porto do Itaqui já movimentou 3.613.260 toneladas em fertilizantes.

Referência em logística e eficiência

O berço 99 recebeu o Affinity Diva para uma operação de alta produtividade. Utilizando guindastes de terra, a descarga ocorre a uma taxa média de 500 toneladas por hora, superando a média regional de 300 toneladas por hora.

“A eficiência alcançada nesta operação reflete a capacidade do Porto do Itaqui de atender a demandas de grande escala, oferecendo soluções ágeis e confiáveis para nossos clientes”, afirmou o gerente de Logística, Gervásio Reis.

Desde a década de 1990, o Porto do Itaqui é referência na movimentação de fertilizantes, sendo um dos principais pilares para a logística dessa carga no Brasil.

Com infraestrutura robusta e operação de excelência, o Porto do Itaqui reafirma seu papel no suporte ao agronegócio, que depende, diretamente, dessa cadeia logística para sustentar sua produtividade.

Parcerias que fortalecem o setor

Outro destaque desta operação é a integração entre os sete clientes que compartilham a carga do navio. Todos estão instalados no Distrito Industrial da Vila Maranhão e operam em parceria, evidenciando a maturidade da comunidade portuária.

“Essa operação não apenas fortalece os clientes de fertilizantes, mas também demonstra como o Itaqui cresce junto com seus parceiros, consolidando-se como uma das melhores opções logísticas do país”, Gervásio Reis.

A carga movimentada contribuirá diretamente para o abastecimento de fertilizantes destinados a estados brasileiros e regiões estratégicas para o agronegócio brasileiro.

 

Mais de meio milhão de pessoas deixaram a pobreza e a extrema pobreza no Maranhão, diz IBGE

De acordo com dados da Síntese de Indicadores Sociais (SIS) 2024, divulgados, nesta semana, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 567 mil maranhenses deixaram a pobreza e a extrema pobreza em apenas um ano.

A publicação revela que o Maranhão reduziu o número de pessoas em situação de extrema pobreza e de pobreza no ano de 2023, na comparação com 2022, sendo este o segundo ano consecutivo de redução da extrema pobreza no estado.

Segundo o IBGE, no comparativo entre 2022 e 2023, cerca de 195 mil pessoas deixaram a extrema pobreza no Maranhão e outras 372 mil pessoas deixaram a pobreza. O estudo indica que a proporção de pessoas no Maranhão situada na linha de extrema pobreza reduziu em 2023 para 12,2%, na comparação com 2022 (15,0%).

Em pontos percentuais, o recuo da extrema pobreza no Maranhão caiu ao mesmo patamar da região Nordeste, -2,7 pontos percentuais e foi maior do que a média nacional, que apresentou queda de 1,5 ponto percentual. “Se em 2022, no Maranhão, havia 4,055 milhões de pessoas em situação de pobreza, em 2023, esse número reduziu para 3,683 milhões: 372 mil pessoas a menos”, destaca a SIS.

A cada ano, a SIS apresenta um panorama geral com números que, sinteticamente, representam a realidade socioeconômica brasileira. O levantamento avalia a pobreza monetária nos estados brasileiros – indicador que mede se a renda é suficiente para garantir o bem-estar das famílias brasileiras.

O Instituto adotou as diretrizes do Banco Mundial para fins de classificação: pessoas que vivem com US$ 2,15 por dia (o equivalente a R$ 209,00 por mês) encontram-se em situação de extrema pobreza, e pessoas com ganho diário de US$ 6,85 (ou R$ 665,00 por mês) estão na linha da pobreza.

Aumento na renda e nas taxas de ocupação

A pesquisa do IBGE associa a redução no número de pobres e extremamente pobres no Maranhão, à elevação no nível de ocupação, com cerca de 2,601 milhões inseridas no mercado formal e informal.

A SIS cita ainda, que de 2022 para 2023, foi registrada queda no contingente de pessoas desocupadas pelo terceiro ano seguido: de 317 mil recuou para 223 mil, o que representa uma queda de 29,6%.

No final de novembro deste ano, o IBGE já havia divulgado Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD C), revelando que o Maranhão ultrapassou a marca de 2,7 milhões de pessoas ocupadas. É um recorde na série histórica da pesquisa, iniciada em 2012.

A SIS do IBGE também ressalta que a queda na extrema pobreza no Maranhão tem associação ao avanço real do rendimento domiciliar médio (rdm) per capita do Maranhão entre 2022 e 2023, que avançou 12,9%, acima da média brasileira, que foi de 11,5%.

Para o titular da Secretaria de Estado de Monitoramento de Ações Governamentais (Semag), secretário Alberto Bastos, o bom resultado é fruto das políticas de geração de emprego e renda do Governo do Estado.

“Como o próprio estudo do IBGE reforça, a redução nas taxas de pobreza e extrema pobreza no Maranhão tem relação direta com políticas públicas voltadas para a geração de renda, como é o caso do Bolsa Família em todo o país. No Maranhão, programas sociais, como o Mais Renda e o Minha Renda tiram pessoas da desocupação e as reinserem no mercado de trabalho, o que garante dignidade para os trabalhadores beneficiados e suas famílias. No terceiro trimestre de 2024, batemos a marca histórica de mais de 2,7 milhões de maranhenses ocupados, conforme o próprio IBGE”, sublinha Alberto Bastos.

Maranhão Livre da Fome

Em continuidade às ações voltadas para a redução da pobreza e pobreza extrema no estado, o Governo do Maranhão anunciou que vai implantar, no primeiro semestre de 2025, o programa Maranhão Livre da Fome: saindo da pobreza e gerando renda.

Desenvolvido pela Semag, a ideia é retirar 97 mil famílias maranhenses – cerca de 500 mil pessoas – da pobreza extrema. O Projeto de Lei que criou o programa Maranhão Livre da Fome já foi aprovado na Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão (Alema).

“Nossa meta é reduzir a pobreza e manter essa escalada na renda média da população maranhense, oportunizando condições para o trabalho e a inclusão econômica. Mas também temos políticas como o Maranhão Livre da Fome, para garantir o direito à alimentação, ao mesmo tempo que estimulamos a inclusão produtiva”, frisou o secretário da Semag, Alberto Bastos.

O programa Maranhão Livre da Fome prevê a entrega de um cartão mensal de R$ 200,00 por família beneficiada, com um acréscimo de R$ 50,00 para cada criança de até seis anos de idade, destinado exclusivamente à compra de alimentos em estabelecimentos comerciais credenciados.

O benefício será destinado a famílias que, mesmo recebendo o auxílio financeiro de programas sociais como o Bolsa Família, vivem com uma renda per capita inferior a R$ 218,00. A iniciativa também ofertará capacitação profissional e entrega de kits de trabalho para estimular a geração de renda.

(Foto/Capa/Divulgação): bairro do Coroadinho, em São Luís

 

 

 

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