O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou suas projeções para a safra de 2025, apontando que o Maranhão deve produzir 6,6 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas.
A estimativa para o estado maranhense prevê uma leve queda de 0,1% em relação ao ano anterior, 2024.
Em contraste, para o Brasil, o primeiro prognóstico da safra de 2025 indica uma produção de 311 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 5,8% comparado com a estimativa de 2024.
Embora a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas de 2024 tenha registrado uma redução de 6,9% em relação a 2023, o Maranhão se destaca com uma produção superior em cerca de 1,8%.
De acordo com dados de outubro de 2024, o Maranhão representava 2,3% da produção nacional desses produtos.
Em termos de rendimento, o estado apresenta um desempenho superior à média nacional nas culturas de milho (1ª safra), banana e castanha de caju.
No entanto, no caso da mandioca, o rendimento do Maranhão é 94,4% inferior ao da média nacional.
Embora a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas de 2024 tenha registrado uma redução em relação a 2023, o Maranhão se destaca com uma produção superior.
A Escola de Governo do Maranhão (EGMA) anuncia a oferta de três cursos inéditos destinados aos municípios: Transição de Mandato: Prefeituras e Câmaras, Formação para o Serviço Público, e, ainda, Lei 14.133: Licitações e Contratos.
As inscrições gratuitas para as formações no formato EAD já estão abertas e dão direito a certificação. A EGMA é uma instituição vinculada ao Governo do Maranhão.
A diretora da EGMA, Leuzinete Pereira, explica que o governador Carlos Brandão, em reunião com representantes da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (Famem) e os prefeitos eleitos anunciou os cursos com temáticas relevantes para os novos gestores públicos.
Inscrições
Os servidores interessados em participar dos cursos devem acessar [url=http://www.sis.egma.ma.gov.br]http://www.sis.egma.ma.gov.br[/url] .
Em caso de primeiro acesso, clique em “Cadastrar-se” e preencha com todos os seus dados. Clique no Menu “Inscrições Abertas” e em seguida no item “EaD” e escolha o curso que quer se inscrever. Aguarde o deferimento de sua inscrição que será enviada para o e-mail cadastrado acompanhado do link que o direcionará para o Ambiente Virtual de Aprendizagem.
Para mais informações, os interessados podem entrar em contato por meio do email egmavirtual@gmail.com
Cursos
Em formato de podcast, gravado nos estúdios da EGMA TV, está sendo lançado o curso sobre Transição de Mandato: Prefeituras e Câmaras.
No curso, o auditor do TCE, Jorge Lobo, instrui gestores públicos e suas equipes sobre os procedimentos e responsabilidades necessários para conduzir uma transição de mandato organizada e eficiente, garantindo a continuidade administrativa e a prestação de serviços essenciais, de modo que a troca de gestão ocorra com transparência e em benefício do interesse público.
O curso Lei Nº 14.133/2021 – Licitações e Contratos tem carga horária de 30 horas e tem como objetivo fazer com que os participantes compreendam medidas de estruturação administrativa e competência dos agentes públicos envolvidos, incluindo o assessoramento jurídico e de controle interno; de regulamentação, por meio da formalização dos atos normativos internos que atendam questões específicas da Lei Nº 14.133/2021 – Licitações e Contratos e de interesse local; e de planejamento nos procedimentos prévios à contratação.
O curso de Formação para o Serviço Público vai auxiliar aos servidores a atuarem de forma eficiente, ética e comprometida, aplicando os fundamentos legais, administrativos e éticos que regem a administração pública e promovendo um ambiente de trabalho inclusivo e colaborativo, garantindo a prestação de serviços públicos de qualidade e respeito aos direitos dos usuários.
Um a cada quatro estudantes das escolas brasileiras não teve a raça declarada no Censo Escolar em 2023. O dado é preocupante, de acordo com organizações educacionais que lançaram, esta semana, uma campanha para incentivar a declaração racial já na hora da matrícula nas escolas. Segundo a campanha, ter essas informações sobre os estudantes é um passo importante para combater as desigualdades raciais no país.
O Censo Escolar, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) é a principal fonte de dados sobre a educação básica.
Em 2023, havia no país 47,3 milhões de alunos matriculados em escolas públicas e privadas, dos quais 91% frequentavam o ensino regular. Desse total, 32,31% dos alunos são brancos, 37,3% pardos, 3,7% pretos, 0,4% amarelos, 0,8% indígenas, e 25,5%, ou mais de 12 milhões, não tiveram sua raça declarada.
“Tem várias crianças sem declaração de raça e isso impacta no fluxo decisório em relação a infraestrutura, a organização dos processos de ensino e aprendizagem, no atraso do país como um todo em superar as desigualdades, que são fruto do processo de racialização”, diz a vice-presidente de Equidade Racial da Fundação Lemann, Alessandra Benedito.
A Fundação Lemann é uma das organizações educacionais que lançaram, nesta semana, a campanha Estudante Presente É Estudante que se Identifica. A iniciativa visa sensibilizar famílias, gestores escolares, secretarias de educação, professores e estudantes pela declaração racial dos alunos no período de matrículas em todo país.
De acordo com o grupo, o período de matrículas é um momento chave para garantir que essa informação seja registrada na escola, e, posteriormente, no momento de coleta de dados do Censo seja devidamente registrada, permitindo que políticas educacionais mais justas e inclusivas sejam implementadas.
Entre 2007 e 2016, houve uma significativa diminuição na proporção de estudantes que não tiveram declaração de raça no Censo Escolar, de 60,3% em 2007 para 29% em 2016, segundo levantamento feito pela campanha com base nos dados do Inep. No entanto, de 2016 a 2022, essa tendência de redução desacelerou, registrando uma queda de apenas 1,5 ponto percentual nesse período. Já de 2022 para 2023, observou-se uma retomada na queda, com um declínio de dois pontos percentuais.
Alessandra explica que a mobilização deve se dar envolvendo desde os funcionários das secretariais das escolas até os diretores e outros gestores. Ela diz que não apenas o preenchimento correto é importante, mas saber “utilizar esses dados. Não é só sobre preenchimento, é sobre a análise e a implementação dos resultados. É uma possibilidade da gente ter visibilidade e tomar decisões que sejam decisões melhores e mais qualificadas”, diz.
Cotas
Para o coordenador de finanças do Movimento Negro Unificado no Distrito Federal (MNU/DF), Geovanny Silva, ter dados confiáveis é importante para combater o racismo que persiste no país e para ter medidas para ações afirmativas como a própria política de cotas do ensino superior.
A Lei de Cotas (Lei 12.711/12) estabelece que 50% de todas as vagas das universidades federais e das instituições federais de ensino técnico de nível médio sejam reservadas a estudantes de escolas públicas. Metade delas deve ser ocupada por estudantes de famílias de baixa renda, de até 1,5 salário mínimo por pessoa, o equivalente a R$ 1.818 por mês. A lei prevê também a reserva de vagas para estudantes pretos, pardos, indígenas e com deficiência de acordo com a porcentagem dessas populações em cada unidade federativa.
“Quando a gente consegue olhar no Censo Escolar e entender todos os tipos de raça que nós temos nas escolas, a gente consegue perceber alguns indicadores importantes que balizam políticas públicas, por exemplo, as cotas no ensino superior, que é uma cota identificada para estudante de ensino público, mas tem um recorte social e racial. Esses dados são fundamentais para a gente gerar política pública. E o que nós defendemos são políticas públicas chamadas de ações afirmativas, políticas públicas reparadoras a todo a violência que o que a população negra sofreu do período escravocrata, e infelizmente até hoje vive com o racismo que tem na sociedade”, diz Silva.
A campanha pode ser acessada na internet. Secretarias de educação, escolas e o público em geral podem aderir. Além da Fundação Lemann, a campanha é conduzida pelas seguintes entidades: Associação Bem Comum, Nova Escola, Centro Lemann, Motriz e Reúna, em parceria com Fundação Roberto Marinho, Instituto Natura e Ensina Brasil.
Com mais de 51 mil moradores, a comunidade do Coroadinho, em São Luís, é 8ª maior favela do Brasil. Cidade Olímpica, também, em São Luís, com mais de 27 mil habitantes, é a 18ª maio favela do país.
Em São Luís, 363.221 pessoas vivem em áreas de favelas, o que representa 35% da população do município.
A Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro, é a maior favela do país.
Estas informações fazem parte de um suplemento do Censo 2022, divulgado nesta sexta-feira (8), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O levantamento demográfico identificou no país 16.390.815 habitantes em 12.348 favelas, distribuídas por 656 municípios.
Os pesquisadores do IBGE consideram favelas e comunidades urbanas localidades com características como insegurança jurídica da posse, ausência ou oferta precária ou incompleta de serviços públicos, padrões urbanísticos fora da ordem vigente e ocupação de áreas com restrição ou de risco ambiental.
Se a Rocinha fosse uma cidade, os 72.021 moradores a colocariam como a 459ª maior do Brasil. Em 2022, o país tinha 5.570 municípios, ou seja, a Rocinha tinha mais habitantes que 5.112 cidades.
As 20 maiores favelas brasileiras agrupam 858,6 mil moradores, representando 5,2% do total da população residente em comunidades pelo país. Dessas mais populosas, oito estavam na região Norte; sete, no Sudeste; quatro no Nordeste; e uma no Centro-Oeste.
20 maiores favelas do Brasil
1) Rocinha – Rio de Janeiro (RJ), 72 021 habitantes
2) Sol Nascente – Brasília (DF), 70 908
3) Paraisópolis – São Paulo (SP), 58 527
4) Cidade de Deus/Alfredo Nascimento – Manaus (AM), 55 821
5) Rio das Pedras – Rio de Janeiro (RJ), 55 653
6) Heliópolis – São Paulo (SP), 55 583
7) Comunidade São Lucas – Manaus (AM), 53 674
8) Coroadinho – São Luís (MA), 51 050
9) Baixadas da Estrada Nova Jurunas – Belém (PA), 43 105
10) Beiru / Tancredo Neves – Salvador (BA), 38 871
11) Pernambués – Salvador (BA), 35 110
12) Zumbi dos Palmares/Nova Luz – Manaus (AM), 34 706
13) Santa Etelvina – Manaus (AM), 33 031
14) Baixadas da Condor – Belém (PA), 31 321
15) Colônia Terra Nova – Manaus (AM), 30 142
16) Jacarezinho – Rio de Janeiro (RJ), 29 766
17) Vila São Pedro – São Bernardo do Campo (SP), 28 466
18) Cidade Olímpica – São Luís (MA), 27 326
19) Chafik / Macuco – Mauá (SP), 26 835
20) Grande Vitória – Manaus (AM), 26 733
(Foto: Divulgação): Comunidade do Coroadinho, em São Luís
Como forma de orientar os pais e responsáveis antecipadamente sobre lista de materiais escolares, reajuste das mensalidades e matrículas do ano letivo de 2025, o Instituto de Promoção e Defesa do Consumidor do Maranhão (Procon/MA) emitiu a Portaria nº 212/2024. O documento esclarece as diretrizes a serem seguidas pelas escolas particulares do Maranhão em relação às exigências e serviços do próximo ano.
“A divulgação prévia da legislação atualizada permite que os cidadãos possam se informar e se organizar desde já para o próximo ano letivo. O objetivo é garantir o equilíbrio nas relações de consumo entre escolas e alunos, com foco na proteção dos direitos do consumidor e na garantia de uma educação justa”, explicou a presidente do Procon/MA, Karen Barros.
Entre os temas abordados pela Portaria estão, ainda, a matrícula de alunos com deficiência, o funcionamento de escolas bilíngues e internacionais e a proibição de práticas abusivas por parte das instituições de ensino.
A íntegra da Portaria 212/2024 pode ser conferida no site do Procon Maranhão
Abaixo, confira detalhes das principais categorias inclusas na Portaria
Materiais escolares
– As escolas devem elaborar listas de materiais escolares em conformidade com a Portaria e divulgá-las junto com um plano de execução detalhado durante o período de matrícula.
– As escolas devem oferecer aos pais a opção de fornecimento integral do material no início do período letivo ou em duas parcelas, a primeira antes do início das aulas e a segunda até o final do primeiro semestre. Os materiais da educação infantil devem ser entregues integralmente no início do ano.
– É vedado obrigar os pais a comprarem material escolar exclusivamente na escola ou com fornecedores contratados por ela.
– A quantidade de materiais solicitados não pode ultrapassar 10% do que foi inicialmente previsto na lista.
– As escolas não podem exigir dos alunos materiais de consumo e expediente de uso genérico, abrangente ou coletivo, como por exemplo: Álcool; Balde de praia; Balões; Bolas de sopro; Brinquedo; Caneta para lousa; Carimbo; Copos descartáveis; CD’s e DVD’s; Elastex; Envelopes; Esponja para pratos; Estêncil a álcool e óleo; Fantoche; Feltro; Fita dupla face; Fita durex em geral; Fita para impressora; Fitas decorativas; Fitilhos; Flanelas; Garrafa para água; Gibi infantil; Giz branco e colorido; Grampeador e grampos; Jogos pedagógicos e em geral; Lenços descartáveis; Livro de plástico para banho; Lixa em geral; Maquiagem; Marcador para retroprojetor; Material para escritório (sem uso individual); Material de limpeza em geral; Medicamentos; Papel em geral (exceto quando solicitado, no máximo, uma resma por aluno); Papel higiênico; Piloto para quadro branco; Pincel atômico; Plásticos para classificador; Pratos descartáveis; Pregador para roupas; Sacos plásticos; Tonner para impressora.
Uniformes escolares
– É vedado obrigar os pais a comprarem uniformes escolares exclusivamente na escola ou com fornecedores contratados por ela, exceto quando a escola possui marca registrada.
– As Escolas sem marca registrada devem cadastrar malharias interessadas em produzir os uniformes, fornecendo a ficha técnica com as especificações.
– O modelo de uniforme não pode ser alterado antes de 5 anos de sua adoção.
Mensalidades e taxas
– As escolas devem justificar o reajuste das mensalidades por meio de uma planilha de custos detalhada, conforme modelo do Decreto Federal nº 3.274/1999.
– As despesas com ampliação de vagas não justificam aumento de mensalidades.
– É permitido cobrar taxas de reserva de vagas, desde que não ultrapassem 50% do valor da parcela da anuidade vigente e sejam descontadas da primeira mensalidade ou da matrícula do ano seguinte.
– Em caso de não realização da matrícula, a taxa de reserva deve ser devolvida integralmente, exceto se o contrato prever multa por cancelamento, limitada a 10% do valor pago.
Matrículas
– As escolas devem garantir o direito à renovação da matrícula para alunos já matriculados, exceto em caso de inadimplência.
– É vedado limitar ou recusar matrículas de pessoas com deficiência.
-As escolas não podem estabelecer limite para matrículas de estudantes com deficiência por turma.
Aberta na sexta-feira (1º), a 17ª Feira do Livro de São Luís (Felis) prossegue até domingo (10), na Praça Maria Aragão, localizada na Avenida Beira-Mar, noCentro Histórico de São Luís. A promoção é da Prefeitura de São Luís.
Nesta segunda-feira (4), às 19h, a autora paulista Aline Bei, vencedora do Prêmio São Paulo de Literatura, integra o bate-papo “Escrever com o corpo”, partilhando a experiência de escrita dos seus dois livros “O peso do pássaro morto” e “Pequena coreografia do adeus”.
A Felis deste ano homenageia o escritor maranhense Viriato Corrêa, celebrado por suas contribuições à literatura infanto-juvenil e à historiografia brasileira.
A feira deste ano também reconhece os 160 anos de nascimento de Coelho Neto e Justo Jansen e presta uma homenagem especial à educadora Laura Rosa.
A Felis é formada por 40 livreiros e 10 sebos comercializando livros e promovendo outras atividades como cerca de 100 lançamentos de obras programadas.
Escritores participantes
O ilustrador e quadrinista Rafael Calça (SP) conduzirá uma oficina sobre a criação de roteiros para quadrinhos, nesta terça-feira (05), proporcionando ao público uma imersão na arte visual e narrativa das HQs. Ele também divide uma roda de conversa sobre Quadrinhos e Animação, com o quadrinista do Rio de Janeiro, Valu Vasconcelos.
O escritor português Afonso Cruz está entre os convidados espaciais. Ele conversa com o público Afonso Cruz encontrará o público na sexta-feira (08), às 19h, no Auditório Viriato Corrêa, para conversar sobre o tema “O Vício dos Livros”. Afonso Cruz já publicou mais de 30 livros e recebeu diversos prêmios, entre eles, o Prêmio da União Europeia para a Literatura.
Duas mulheres do Nordeste estão presentes na feira. A escritora cearense Socorro Acioli, na quarta-feira às 19h, conversa sobre o tema “A artesania da imaginação literária”. Ela é autora dos livros “A Cabeça do Santo” e “Oração para Desaparecer”.
A pesquisadora baiana Carla Akotirene, reconhecida pelos estudos feministas interseccionais, faz palestra, na quinta-feira (07), às 19h, com bate-papo sobre “Afroletramento Feminista, Direitos Humanos e Justiça Social”.
Stand da Fapema
Setores do Governo do Maranhão participam da feira. A Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema) O estande da fundação promete ser um ponto de encontro para fãs da leitura e do conhecimento.
A fundação apoia centenas de obras, tendo em seu acervo mais de 500 títulos, reforçando a valorização das produções maranhenses e contribuindo para estimular a leitura. A programação do estande contará com lançamento e distribuição de obras, mostras de casos de sucesso, palestras, entre outras atividades das 9h às 21h.
Durante a feira, a fundação apresenta um panorama de suas ações, com a distribuição de folders informativos que detalham os projetos e iniciativas desenvolvidas para fomentar a pesquisa e a ciência no estado. Além disso, haverá uma exposição de livros que receberam apoio da Fapema, com sorteios programados para o público visitantes.
A programação inclui ainda, dois momentos de autógrafos, na segunda (4) e sexta-feira (8). No dia 4, às 16h, a autora Rosângela Batista lançará o livro “Direito à Saúde da Mulher e da Criança nos Primeiros 1000 Dias”. Este trabalho aborda temas relevantes e atuais, que têm ganhado destaque nas discussões sobre saúde na maternidade.
A Secretaria de Estado do Trabalho e da Economia Solidária (Setres) informa que, pelo sétimo mês consecutivo, o Maranhão apresentou alta na geração de empregos, conforme o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado, nesta quarta-feira (30), pelo Ministério do Trabalho e Previdência.
De acordo com a supervisão de intermediação e geração de emprego e renda da Setres, o resultado demonstra que o número de admissões (22.936) foi superior ao número de desligamentos (18.699).
Diante do resultado atual, o estoque acumulado de maranhenses admitidos alcançou a marca 204.256, com saldo de 20.666 novos empregos, e variação relativa positiva de 0,64% em relação ao mês anterior.
O setor de serviços obteve destaque com saldo de 2.306 vínculos; seguido por comércio com 1.320 vínculos; construção com 229 Indústria com 207 e agropecuária com 175.
O Maranhão também reduziu a taxa de desemprego. Os dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad – Contínua), do segundo trimestre de 2024, vinculada ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foram positivos para o Maranhão.
A taxa de desocupação do estado caiu de 8,4% para 7,3% o que representa uma queda de 1,1% referente ao trimestre anterior.
A partir desta sexta-feira (1º), os mutuários que financiarem imóveis pela Caixa terão de pagar entrada maior e financiar um percentual mais baixo do imóvel. O banco aumentou as restrições para a concessão de crédito para imóveis pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que financia imóveis com recursos da caderneta de poupança.
Para quem financiar imóvel pelo sistema de amortização constante (SAC), em que a prestação cai ao longo do tempo, a entrada subirá de 20% para 30% do valor do imóvel. Pelo sistema Price, com parcelas fixas, o valor aumentará de 30% para 50%. A Caixa só liberará o crédito a quem não tiver outro financiamento habitacional ativo com o banco.
O valor máximo de avaliação dos imóveis pelo SBPE será limitado a R$ 1,5 milhão em todas as modalidades do sistema. Atualmente, o crédito pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH), com juros mais baixos, é restrito a imóveis de R$ 1,5 milhão, mas as linhas do Sistema Financeiro Imobiliário (SFI) não têm teto de valor do imóvel.
Segundo a Caixa, as mudanças se aplicam a futuros financiamentos e não afetarão as unidades habitacionais de empreendimentos financiados pelo banco. Nesse caso, em que o banco financia diretamente a construção, as condições atuais serão mantidas. A instituição financeira concentra 70% do financiamento imobiliário brasileiro e 48,3% das contratações do SBPE.
Em nota, o banco justificou as restrições porque a carteira de crédito habitacional do banco deve superar o orçamento aprovado para 2024.
Até setembro deste ano, a Caixa concedeu R$ 175 bilhões de crédito imobiliário, alta de 28,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Ao todo, foram 627 mil financiamentos de imóveis. No SBPE, o banco concedeu R$ 63,5 bilhões nos nove primeiros meses do ano.
“A Caixa estuda constantemente medidas que visam ampliar o atendimento da demanda excedente de financiamentos habitacionais, inclusive participando de discussões junto ao mercado e ao Governo, com o objetivo de buscar novas soluções que permitam expansão do crédito imobiliário no país, não somente pela Caixa, mas também pelos demais agentes do mercado”, explicou o banco em nota oficial.
Falta de recursos
O aperto na concessão de crédito habitacional decorre do maior volume de saques na caderneta de poupança e das maiores restrições para as Letras de Crédito Imobiliário (LCI), aprovado no início do ano. Caso não limitasse o crédito, a Caixa teria de aumentar os juros.
Segundo o Banco Central (BC), a caderneta de poupança registrou o maior volume de saques líquidos do ano em setembro, com os correntistas retirando R$ 7,1 bilhões a mais do que depositaram. Esse também foi o terceiro mês seguido de retiradas. Outro fator que contribuiu para a limitação do crédito foi o aumento da demanda pelas linhas da Caixa, em meio à elevação das taxas nos bancos privados. Ainda não está claro se as mudanças serão revertidas em 2025, quando o banco tiver novo orçamento para crédito habitacional, ou se parte das medidas se tornarão definitivas no próximo ano.
A partir desta semana, começou a valer o PIX Agendado Recorrente, nova modalidade do PIX que permite a qualquer pessoa o agendamento de um mesmo valor que possa cair, de forma recorrente, sempre no mesmo dia, na conta do recebedor
O serviço funciona, por exemplo, para quem paga aluguel diretamente para outra pessoa física e quer automatizar os pagamentos por mês.
O pagamento para outros profissionais autônomos, que recebam como pessoa física ou por meio de CNPJ, também pode ser cadastrado no agendamento recorrente do PIX, como terapeuta, diarista, personal trainer ou professor de música.
Além da recorrência no pagamento para serviços, a modalidade também permite o agendamento para outras situações, como mesadas para os filhos.
O Banco Central do Brasil (BC) já permitia o PIX Agendado, mas de forma facultativa — ou seja, os bancos não eram obrigados a oferecer o serviço. Agora, é um serviço obrigatório para todas as instituições financeiras, seguindo as regras que o BC estabeleceu.
A tradicional Festa da Juçara chegou a 55ª edição, que começou no dia 20, no Parque da Juçara Rosa Mochel, bairro Maracanã, zona rural de São Luís, prossegue até o dia 10 novembro, com programação cultural, sempre aos domingos, das 12h às 23h.
O evento, reconhecido nacionalmente, tem o objetivo é valorizar a produção da juçara e seus subprodutos, além de preservar a cultura local por meio dos saberes tradicionais. A festa é uma oportunidade de fortalecer a cadeia produtiva da juçara.
Para fortalecer a manifestação popular, o Governo do Maranhão garantiu todo o apoio para que a festa ocorra da melhor forma possível.
Para garantir o sucesso da Festa da Juçara, o Governo do Maranhão executou diversos serviços no parque onde ocorre o evento. Foi feita a limpeza geral da área; recuperação da iluminação, com instalação de cabeamento, instalação de 35 refletores e iluminação das barracas.
O espaço também recebeu melhoria nas instalações hidráulicas para abastecimento das barracas, pintura de arquibancadas, troca de portas de madeira e acomodação de bancadas.
“Com o crescimento da festa, nossos juçarais não conseguem suprir a demanda, por isso, a gente conta com a produção de outras comunidades de São Luís e demais cidades do estado. Com isso, fortalecemos a produção desse fruto que é a cara do Maranhão e da nossa cultura popular, já que temos toda uma programação artística como parte da festa”, informou Mayara Marques, organizadora da festa.
Atrações culturais
Segundo a organização da Festa da Juçara, além da culinária típica, quem visita o parque pode acompanhar apresentações culturais e música ao vivo, conhecer e comprar o artesanato feito na comunidade e desfrutar de um ambiente propício de pura natureza.
Neste segundo domingo de evento, a programação na Arena Rosa Mochel contou com a participação dos grupos Raiz Tribal, Cacuriá da Vila Goreth, Resenha do Poder, DJ Pedro Sobrinho, Quadrilha Junina Clarear e Boi de Axixá. Já na Praça de Alimentação Dona Cotinha, quem fez a festa foram as cantoras Fabiana Alves e Iara Costa.
Festa da Juçara
A Festa da Juçara foi idealizada em 1969, pela professora, geógrafa, historiadora e engenheira agrônoma Rosa Mochel (1919-1985). Ela tinha um sítio no Maracanã, com outros moradores da comunidade, como Dona Cotinha, que chegou ao Maracanã, vinda da cidade de Rosário, aos 16 anos.
Atualmente, a Festa da Juçara conta com dois espaços de apresentações culturais, 34 restaurantes na Arena Rosa Mochel e mais 15 barracas na Praça de Alimentação Dona Cotinha, além de playground e a Casa de Artesanato, que abriga a produção local.
Além da tradição e da cultura com a valorização dos produtores, a Festa da Juçara fomenta o turismo e a economia local, com a geração de renda para a comunidade do Maracanã.
O objetivo da festa é valorizar a produção da Juçara e seus subprodutos; preservar a cultura local através dos saberes tradicionais; aumentar a renda dos moradores, por meio da comercialização da fruta típica existente no bairro Maracanã e adjacências.
O Parque da Juçara Rosa Mochel, onde ocorre a festa, tem 70 associados, 52 barracas, sendo 33 padronizadas, distribuídas entre a Arena Rosa Mochel (com 30 barracas), e a Praça de Alimentação (que homenageia Dona Cotinha, com mais de 20 barracas) funcionando com a comercialização da juçara, de comidas típicas, lanches e bebidas.
Com patrocínio do Governo do Estado e Equatorial Energia, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, a Festa da Juçara oferece diversas variações de refeições do fruto mais apreciado pelo maranhense, e mantém viva a inconfundível expressão popular da cultura e da culinária da região do Maracanã. O apoio ao evento foi mobilizado via Secretaria de Estado da Cultura (Secma) e Secretaria de Estado de Governo (Segov).
* Carlos Brandão
Sou um maranhense que tem muito orgulho do meu estado, principalmente pelo fato de conhecer cada canto desse chão. Sentei à mesa de muita gente simples e trabalhadora, ouvi histórias de luta e de esperança.
Foi assim que aprendi, na prática, que o Maranhão não precisa de promessas grandiosas – precisa de condições para produzir.
Anos atrás, quando ainda exercia mandato de deputado federal, visitei um agricultor que mantinha sua horta com esforço quase solitário.
A irrigação era feita no braço, com um regador comum. Produzia pouco, não por falta de vontade, mas por falta de estrutura. Vi ali um potencial evidente. Vi também que um apoio objetivo poderia alterar aquele cenário. Viabilizamos, então, um kit simples de irrigação.
Tempos depois, retornei. A área plantada havia se multiplicado, as culturas estavam diversificadas e a produção tinha outro padrão. Não foi milagre. Foi condição de trabalho. Ele só precisava de um empurrãozinho.
Esse exemplo se aplica a milhares de famílias que dependem da agricultura familiar. Nesta semana, avançamos de forma concreta para enfrentar gargalos históricos.
No caso de quem trabalha com o leite, temos a certeza de que vamos mudar a história atual. Somos o segundo maior rebanho bovino do Nordeste, com mais de 10 milhões de cabeças.
Ainda assim, por muito tempo, quem produzia leite em pequena escala enfrentava um problema simples e cruel: não tinha onde armazenar.
Para resolver essa questão, entregamos 80 tanques de resfriamento, com capacidade de dois mil litros cada, para produtores das regiões Tocantina, Sertão e Médio Mearim, com investimento de R$ 1,8 milhão, por meio do Instituto de Colonização e Terras do Maranhão (Iterma).
Antes, já havíamos zerado o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do leite e derivados e facilitamos crédito com juros subsidiados, em parceria com o Banco do Nordeste. Garantimos mercado por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA Leite) e fortalecemos a assistência técnica, com a Aged, Agerp, Sagrima e o próprio Iterma. Isso muda o jogo.
Também esta semana, entregamos 5.120 kits e equipamentos voltados à agricultura familiar: roçadeiras, motores de rabeta, sistemas de irrigação e forrageiras. Investimento na ordem dos R$ 10 milhões. Ainda autorizamos a construção de 1.830 cisternas, garantindo segurança hídrica tanto para o consumo quanto para a produção.
A agricultura familiar responde por cerca de 70% dos alimentos que chegam à mesa dos maranhenses. Se ela não tiver estrutura, o estado inteiro perde. E estrutura também inclui segurança jurídica.
Por isso, executamos o maior programa de regularização fundiária já realizado no Maranhão: o Paz no Campo – que inclusive recebeu o prêmio de melhor programa de regularização fundiária do Brasil.
Já são 35 mil títulos entregues pelo Iterma – 18 mil na zona rural e 17 mil na urbana -, alcançando aproximadamente 40 mil famílias, além de termos regularizado 40 territórios quilombolas.
Título definitivo significa acesso a crédito, capacidade de investimento, estabilidade para planejar o futuro e certeza de que a terra é seu patrimônio, que ficará para as próximas gerações.
O que está em curso é um processo de fortalecimento da base produtiva. Quando o pequeno produtor cresce, o comércio local gira, a indústria de laticínios se expande, a renda circula. Não há desenvolvimento consistente sem campo estruturado.
Queremos os pequenos agricultores – como aquele que mencionei no início do artigo – preparados para crescer. Quem trabalha antes do sol nascer precisa de condição. É isso que estamos garantindo.
* Governador do Maranhão
A roda de samba “Do Jeito Que Era Antes” chega à sua terceira edição reunindo músicos, admiradores e comunidades inteiras em torno do samba tradicional, aquele que se faz na palma da mão, no pandeiro e nos clássicos que seguem atravessando gerações.
Idealizada pelo cantor Marlon Reis, a roda contará com participações de Luzian Filho, Kayro Costa, Jorginho Du Pan, Tássia Campos e DJ Pedro DreadLock, reforçando a potência da cena local.
“A gente reúne as pessoas para viver o samba de verdade, do jeito que aprendemos com os mais velhos. É encontro, é comunidade e é afeto”, afirma Marlon.
Cultura que transforma
Este ano, o evento reforça seu compromisso com o impacto social: a arrecadação será destinada ao Instituto Batucando Esperança, organização que atende gratuitamente cerca de 100 crianças e adolescentes da Vila Palmeira e áreas próximas, em São Luís.
O instituto promove aulas de percussão, flauta, musicalização, bateria, canto coral e metais, além de ações de cidadania, rodas de conversa e atividades comunitárias que fortalecem vínculos e ampliam perspectivas de futuro.
Para Marlon, unir samba e solidariedade amplia o significado do encontro:
“Sou da Vila Palmeira e sei o quanto a música pode abrir caminhos. O samba sempre foi resistência e cuidado coletivo. Se podemos fortalecer uma instituição que muda realidades dentro da própria comunidade, então a roda ganha um sentido ainda maior. Todo mundo que participa ajuda a construir futuro.”
A presidente do Instituto, Lucyene Cruz, reforça a importância da mobilização:
“Quando a cultura se une a uma causa, ela potencializa sonhos. Essa arrecadação garante continuidade, permanência e oportunidade para as nossas crianças. É transformar pela música e pela comunidade.”
Com uma proposta que une tradição, memória afetiva e impacto social, a terceira edição de “Do Jeito Que Era Antes” acontece no dia 14 de março, às 16h, no Espaço San Martins, reunindo artistas e público em uma tarde dedicada ao samba e à comunidade.
A Rádio Timbira FM 95,5 MHz transmite, neste domingo (1°), o segundo jogo da final do Campeonato Maranhense de Futebol Masculino, entre as equipes do IAPE e o Maranhão Atlético Clube (MAC).
A partida inicia às 16h, no estádio Nhozinho Santos, em São Luís.
A transmissão da Rádio Timbira começa às 15h30 e prossegue até às 19h.
O primeiro jogo foi no dia 22 de fevereiro, às 16h, no estádio Castelão, em São Luís, com empate, por 0 a 0, entre as duas equipes.
Equipe da Timbira FM na transmissão deste jogo
– Narração: Roberto Ramos (no estádio)
– Comentários: Edivan Fonseca (no estádio)
– Reportagens: Felipe Barbosa e Natalhi Ribeiro (no estádio)
– Plantão Esportivo: Noel Soares (no estúdio)
– Coordenador de Esportes: Daniel Amorim
Com a acompanhar a cobertura da segunda rodada do Maranhense 2026
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